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segunda-feira, 29 de junho de 2020


Mamadou Ba e Joacine ( Lady Gaga) um dia destes vão ter uma receção com tapete encarnado nas suas terras, deste género... Os africanos vêm para a Europa para os brancos lhes matar a fome e depois de barriga cheia acusam-os de racistas... Vão para a vossa terra para serem tratados pelos vossos irmãos com coceguinhas nos pés, como mostra o vídeo...

segunda-feira, 22 de junho de 2020

No próximo sábado dia 27 de Junho, concentração no Marquês de Pombal pelas 14H para descermos a Av. da Liberdade, rumo ao Terreiro do Paço onde André Ventura irá discursar.
Contamos com a vossa presença de forma ordeira, com máscara e com a vossa enorme vontade de dizer CHEGA do fantasma e das acusações de racismo aos portugueses.
CHEGA da destruição da nossa História e do nosso património cultural.
CHEGA de instigamentos ao ódio às forças de segurança. ...
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“Não é a altura ideal.”
Quando será?
Não se farta de deixar sempre para amanhã?
“Criticamos as manifestações, não deveríamos ser iguais.”
Não somos iguais e mostraremos precisamente isso.
Ordem e regra, respeito pelas indicações das forças de autoridade. Serenidade e convicção.
“Vão existir infiltrados, é melhor ter cuidado.”
A melhor precaução é a adesão massiva, lado a lado com André Ventura.
“Covid...”
Os grupos de risco mantém-se e as precauções de igual modo.
Use máscara e evite cumprimentos.
Mantenha diálogos com distância de pelo menos um braço.
Proteja-se e ajudará a proteger quem estiver ao seu lado.
Existe resposta para cada observação feita.
Existe resposta porque cada observação é uma mera desculpa.
André Ventura tem lutado incessantemente contra um sistema sujo, corrompido, podre, e no seu único pedido a nós, sua maior e única força, prontamente nos demarcamos.
Será que os movimentos que recentemente promoveram uma mancha negra sobre o bom nome de uma nação e dos seus, que ousam perspectivar a destruição da sua história e património, pensam em si da mesma forma que você se preocupa com eles?
Está na hora de todos nós.
Marquês de Pombal, 27 de junho, 14h.

Ricardo, o único palhaço aqui é o meu caro amigo!

“Isto é gozar com quem trabalha”, assim se chama o actual magazine de escárnio de Ricardo Araújo Pereira na SIC. Curioso nome que de facto assenta que nem uma luva a um programa de alguém que há largos anos ganha a vida sem nada mais fazer que gozar com quem faz alguma coisa. Não há dúvida que o nome foi bem escolhido.
Ainda assim quero desde já dizer que nada tenho contra a liberdade de opinião. Não tenho mesmo. Se tivesse, também eu não poderia estar a escrever este artigo, como de resto escrevo tantos outros por mês.
Aclaro já isto no segundo parágrafo desta prosa para calar imediatamente os papagaios do costume que gostam muito de falar dos outros, mas que quando se fala neles agitam logo as bandeiras do fascismo, das extremas-direitas e dessas cangalhadas todas que são o seu único e fraco refúgio perante as aldrabices com que eles sim querem assustar a sociedade civil.
Vamos ao nosso caro amigo Ricardo Araújo Pereira.
Lembro-me do aparecimento dos “Gato Fedorento”.
Recordo e acho que nessa altura eram um espetáculo. Tinham imensa graça. E RAP era sem dúvida o elemento chave da comicidade do formato. Quem não se lembra dos directos do “Presidente de Vila Nova da Rabona”, ou dos acompanhamentos eleitorais em que apareciam rúbricas como aquela da folha do Santana Lopes: “O Santana não tá cá…tá tááááá”.
Tinham graça. E criticavam a política, toda por igual, sem olhar a partidos ou caras. AÍ sim era humor verdadeiro. Araújo Pereira tinha graça e exercia-a criticando o que entendia criticar com a natural causticidade que sempre se aplaude num comediante imparcial.
O grande problema é que a dada altura deixou de ser um comediante para passar a ser um palhaço. Sem ofensa à profissão de palhaço e ao próprio.
Aos profissionais da actividade porque muito me divertem com ela. Ao próprio RAP porque se não se inibe de considerar que houve no CHEGA um (termo do seu programa), “Golpe Palhaciano”, certamente não se ofenderá que eu diga agora, que em minha opinião, o palhaço é ele.
Aliás, RAP é o verdadeiro palhaço de serviço do regime. Mas pior, acresce que além de palhaço é hipócrita. Não que o esteja a ofender. É mesmo. Etimologicamente. Senão vejamos:
A definição de hipócrita constante do dicionário é: Pessoa que finge sentir o que não sente; quem demonstra uma opinião que não possui ou dissimula qualidades que não tem; fingido.
Ora Ricardo Araújo Pereira tem nos últimos meses passado a vida, não a brincar com o CHEGA o que seria perfeitamente normal e até desejável, mas a troçar do partido e especialmente de André Ventura.
Agora reparemos:
André Ventura não preenche nenhum dos pressupostos da definição de hipócrita que consta dos dicionários de Língua Oficial Portuguesa.
André Ventura sente o que diz e diz o que sente. Não dissimula qualidades porque essas são manifestamente notórias. Desde logo enquanto maior e melhor tribuno político da actualidade nacional. De fingido nada tem. Sobretudo porque tem a coragem de manter e difundir as suas ideias mesmo quando sente que vão ser mal interpretadas e lhe vão granjear os maiores ataques.
Uma coisa é RAP não gostar de André Ventura. Dele, do que ele diz e do que ele defende para o país. Pode não gostar. O que já não pode é chamar o que chama, dizer o que diz, e não haver espaço para o contraditório.
Vejamos agora no perfil de Araújo Pereira:
1 – Diz-se de esquerda. Parece ser Comunista. Sim Comunista, portanto adepto do comunismo, aquela ideologia que mais seres humanos matou na história da humanidade. Não estou a desculpar os que não sendo comunistas o fizeram, que fique claro. Mas, primeira hipocrisia. RAP tem a chamada memória selectiva.
2 – Araújo Pereira passa a vida a criticar o capitalismo, essa por si considerada “besta negra” da sociedade. Critica o capitalismo, os capitalistas, a banca, os banqueiros, critica tudo.
Mas é de novo curioso, e diria igualmente hipócrita, que o homem que o faz, seja o mesmo homem que alegadamente pelas notícias que saíram na imprensa e pelos próprios recados que deixou a Ricardo Salgado após a queda do BES, seja o mesmo homem que tinha grandes quantias aplicadas em produtos bancários e capitalistas que de certeza visariam maximizar lucros sobre as aplicações realizadas.
E é bom que se note. Não estou a criticar quem fez estas aplicações. Critico que Araújo Pereira seja um esquerdista convicto mas com apetites financeiros de burguês.
3 – Já que falamos em dinheiro, e uma vez mais tendo por base alegadas notícias que se vão multiplicando na imprensa:
“Ó Ricardo, deixe que lhe diga…para comunista, 50 mil euros por mês de ordenado não está nada mau han? Aliiiiiiiiiiiiiiiiiii, a honrar os valores do proletariado e da sociedade sem classes.”
É o chamado comunista que vive que nem um Lorde. (Que na verdade é a grande ambição dos comunas e de todos os esquerdistas, o 25 de Abril que o diga)
4 – Araújo Pereira passa a vida a criticar o sistema. A mesquinhez do sistema. A opacidade do sistema. Os compadrios no sistema. As cunhas no sistema. Os lobby´s no sistema.
Critica e faz muito bem porque tudo isso deve ser criticado. Mas depois de criticar, serve-se hipocritamente das mãos do sistema que tanto critica para manter as suas rubricas televisivas, saltar de canal em canal com uma rapidez no mínimo curiosa, e ter acesso privilegiado aos convidados fofinhos do sistema que lá vão mansos que nem cordeiros, e aos quais também aproveita para lamber as botas.
5 – Por fim, para não me alargar muito mais, quanto a mim a maior hipocrisia de todas.
Aqueles que mais critica são ao mesmo tempo aqueles que não tem coragem de enfrentar cara a cara, olhos nos olhos, e sobretudo de Homem para Homem nos seus programas. Gostava de ver Araújo Pereira atacar o CHEGA e André Ventura pessoalmente como faz à distância. Seria engraçado.
Mas claro que o palhaço hipócrita não o faz. E mais uma vez o palhaço hipócrita é o quê? Hipócrita.
É, porque prante esse desafio vem apregoar aquelas famosas parangonas do “não se dá palco a André Ventura”, “quanto menos se falar do CHEGA melhor”, ou ainda “o CHEGA e o Ventura não fazem cá falta nenhuma”.
Fazem Ricardo.
Fazem falta ao país. Fazem falta aos portugueses de valor e de bem. E por incrível que pareça, fazem igualmente falta, mas mesmo muita falta, sobretudo a todos quantos como o Ricardo, ganham a vida e o dinheiro com que compram o pão para por na mesa de casa e alimentar as suas famílias, da forma que o meu caro amigo faz.
Como? Dizendo mal. De quem? No caso, do Chega e de André Ventura.
Faço-lhe um desafio. Por uma vez. Por uma vez só! Experimente e verá que vale a pena! Seja Homem para enfrentar André Ventura pessoalmente.
Sabe, é que isto de estar com os Marcelos, os Costas, os Franciscos Rodrigues dos Santos, os Jerónimos, as Catarinas Martins, os Andrés Silvas, as Joacines, os Cotrins desta vida, isso é fácil. São os fofinhos e rústicos que lhe garantem palco. Que de alguma forma lhe pagam o palco.
Ventura não está nesse lote. Enfrente-o. Encare-o pessoalmente.
Mostre-nos na sua presença, o palhaço valentaço que é na sua ausência.
Ricardo, um grande abraço pá!!! 😉

“Chefe, mas pouco”

O ministro das finanças decidiu, aparentemente sem consultar o primeiro ministro, injectar mais 850 milhões de euros no Novo Banco (antigo BES), dinheiro este destinado a compensar os maus resultados do Novo Banco no exercício de 2019.
Os portugueses continuam a pagar o resultado da incompetência dos ex-gestores do BES e o mais grave é esta injecção ter acontecido antes de estar concluída a auditoria ao Novo Banco, o que o primeiro-ministro tinha garantido que não aconteceria.
O que representa esta injecção de 850 milhões de euros, além de uma enorme falta de vergonha na cara e de responsabilidade e respeito para com os portugueses:
– o estado foi condenado a pagar 80 milhões às forças de segurança, nesta fase em que todos passam por privações, o Governo não pagou e sugere pagar em 4 anos. Dava para pagar 10,5X aos polícias.
– A recuperação parcial do tempo de serviço congelado aos funcionários públicos entre 2011 e 2017 custaria, se pago agora, 40 milhões de euros ao Estado, mas como só será pago a partir de 2022, o custo estimado pelo Ministério das Finanças subirá dos 40, para cerca de 100 milhões em 2020 e 2021, e atingindo 240 milhões em 2022. Dava para pagar 21,25X o devido aos funcionários públicos.
– O custo da devolução integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias reivindicados pelos docentes, esses profissionais que também agora passam por dificuldades, até de adaptação a esta nova realidade, seria de 320 milhões de euros (e não os mais de 600 milhões de que Centeno falou). Dava para pagar 2,66x aos docentes TODO o tempo congelado (mais de 9 anos).
Todos sabemos o estado decadente do SNS, dos nossos hospitais, muitos cheios de humidade, infiltrações, buracos no chão, falta de equipamento, equipamento deficiente, de uma forma geral, em plena decadência:
– O Hospital de Lisboa Oriental, que tem sido falado há vários anos, custaria um total de 432 milhões. Daria para pagar quase 2 hospitais iguais.
– O novo Hospital do Algarve, custaria algo como 300 milhões de euros. Daria para pagar quase 3 hospitais semelhantes.
– O Hospital do Seixal, prometido há várias décadas terá um custo estimado de 74 milhões de euros. Daria para pagar 11,49 hospitais semelhantes.
– A construção do novo hospital da Madeira que arrancará alegadamente, apenas este ano, está orçamentada em 352 milhões de euros. Daria para pagar 2,42 hospitais semelhantes.
– O novo Hospital de Sintra, que deveria estar pronto em 2021, custaria aos cofres do Estado menos de 22 milhões de euros. Daria para pagar 39,24 hospitais iguais.
Como estes contratos sobre os custos dos Hospitais são pagos a valores que, anualmente, variam entre os 10 e os 16 milhões cada, este ano apenas, conseguiríamos com esta verba pagar mais de 80 novos hospitais por todo o país.
O Orçamento de Estado para a cultura, por exemplo é de 523 milhões, ou seja, o Governo do PS, dá mais valor ao Novo Banco do que a toda a Cultura Nacional.
Estes valores servem apenas, para nos dar a noção do montante exacto injectado agora pelo ministro da economia, sem conhecimento do “chefe de governo”, é caso para aludir ao título uma famosa série dos anos 80/90, “Chefe, mas pouco”, ou no seu original “Who´s the boss?”.
O Estado já injectou no Novo Banco, referentes a 2017 e 2018, quase 2mil milhões de euros, este ano o OE2020 previa que fossem injectados 600 milhões, o Governo optou por injectar o máximo possível, 850 milhões. Está previsto que o investimento nesta entidade bancária atinja até 2026, quase 4 mil milhões de euros.
O primeiro ministro António Costa garantiu que não seria injectado mais nenhuma verba no Novo Banco, enquanto não fosse efectuada uma rigorosa auditoria, mais uma vez, não cumpriu o que prometeu e alegando que o seu Governo fez uma transferência de 850 milhões de euros sem lhe dar conhecimento e contrariando as suas indicações, deixa-nos numa situação muito complexa.
Numa altura de extraordinária dificuldade para os portugueses, e para todo o mundo de uma forma geral, em que existem inúmeras empresas em risco de falir, o desemprego aumenta para níveis altíssimos, o SNS a atrasar e adiar cirurgias, sem conseguir corresponder a tantas solicitações, o ministro das finanças decide que é mais importante ajudar o Novo Banco, do que os portugueses.
Assumirá Centeno a responsabilidade?
Poderá o primeiro ministro manter a confiança num membro, ou membros do seu governo, que o contrariam, para mais com uma despesa publica desta dimensão?
O que fará o primeiro ministro ao ser completamente enxovalhado pelo seu ministro das finanças?
Em comunicado, exigimos ao Governo a devolução desse dinheiro, enquanto não estiver concluída a prometida auditoria ao Novo Banco, tal como tinha sido garantido pelo primeiro-ministro. Menos que isso, pelo respeito devido aos portugueses e a todos os sacrifícios suportados nestas ultimas semanas, não será aceitável.
António Costa tem duas opções, perdoem-me o português corriqueiro, mas ou baixa as orelhas, ou faz rolar cabeças. A evidente adversidade aqui, e que mais pesa neste momento, é o prevalecer há muito a ideia, de que é mais importante ao Governo, o ministro (e presidente do eurogrupo) Centeno, do que o próprio primeiro ministro António Costa.

A Nossa Missão é o Vosso Sonho : Uma Nova República

Os nossos adversários políticos – os partidos do costume e os políticos do costume – sabem bem que com o Chega a verdadeira oposição tem, finalmente, uma voz.
Por isso é que difamam e tentam meter medo: “fascismo, nazismo!”
Nós não temos, nunca tivemos, nem teremos nada a ver com estes “ismos”.
Os nossos “ismos” são outros – e é contra eles que dedicaremos este projecto de refundação nacional chamado Chega. Nós nascemos contra o nepotismo, o amiguismo, o clientelismo, e o elitismo de toda uma classe que nas últimas décadas ajudaram a fazer de Portugal um dos países mais pobres e corruptos da Europa.
E nós lutamos – e sempre lutaremos – contra um outro “ismo”: contra o autoritarismo de um Sistema que, sentindo que uma resistência popular aos poucos se começa a erguer nesta terra chamada Portugal, e temendo que ela se traduza em votos e na perda dos privilégios instalados, tudo faz e vai fazer, recorrendo a todos os meios, para tentar parar aquilo que é imparável.
Podem berrar à vontade, e em desespero por “fascismo e nazismo” que o povo não se deixa enganar.
Essa não é, não foi, nem nunca será a nossa tradição.
Nós somos um partido novo – mas as nossas raízes são profundas. Na nossa História sempre que existiram movimentos populares pela justiça, pela dignidade e pela soberania popular … é aí que está a tradição do Chega. E sempre que a voz do povo se levantou contra a opressão e os abusos do poder … é ai que está a tradição do Chega.
Direita? Esquerda? Nós vamos muito além da Direita e da Esquerda. E se temos uma ideologia ela é, acima de tudo, de Resistência. De resistência popular e nacional contra uma Esquerda que abandonou o povo e perdeu-se em mil e uma batalhas por minorias de todo o tipo, e contra uma Direita que abandonou a nação e entregou-a a todo o tipo de interesses globais.
Enganam-se os que pensam que nós estamos fartos da democracia. Nós – e este povo, imenso, que ao nosso lado começa a caminhar – estamos é fartos dos donos da democracia. E queremos mais democracia.
Enganam-se os que pensam que ao lançar campanhas, fazer denúncias, difamar, espiar, organizar petições, e conspirar em segredo ou à vista de toda a gente, vão conseguir voltar a ter a paz “democrática” que tinham antes do Chega. Esquecem-se que para calarem esta revolta vocês vão ter que mudar o povo.
E esquecem-se que, ao contrário de todos os outros partidos, nós temos uma missão e um sonho: o de fazer nascer uma Nova República.
E essa não vai ser a República de nenhum partido, nem de nenhum homem. Mas de um povo soberano.
Finalmente soberano.

O Dono Disto Tudo

Não é novidade e o recente episódio da Autoeuropa apenas o vem confirmar: António Costa é uma espécie de Dono Disto Tudo, dentro do partido e no próprio Governo e também não é novidade que situações dessas conduzem ao surgimento de contestações internas, umas ideológicas, outras de motivações mais egoístas.
Há uma guerra ideológica no PS. A aproximação de Costa a Marcelo, e consequentemente a Rio, só o deixaram mais à vista. A ala mais à esquerda e neste caso, extremamente mais à esquerda, liderada por aquele que será eventualmente o próximo líder socialista, Pedro Nuno Santos, por muito que isso custe, entre outros, a Medina, não aceita que o Partido Socialista apoie nas presidenciais um ex-presidente do PSD e, sobretudo, não aceita a forma como tudo se processou, nomeadamente o facto de não terem sido ouvidos. Existe a sensação, e eu acredito verdadeiramente nisto, de que tudo terá sido combinado entre António Costa, Ferro Rodrigues, Carlos César e o próprio presidente Marcelo, tudo à revelia do partido, manobra demonstrativa de que o 1º ministro se considera mesmo o DDT no partido.
A estratégia de Costa prevê duas situações. Primeiro relativamente às presidenciais, a única candidatura anunciada até à data, de André Ventura, assusta-o, pois, o regabofe e o domínio institucional exercido pelo PS terminaria abruptamente e provavelmente com o seu fim chegariam consequências nefastas para muitos socialistas e outros amigos. O surgimento de mais candidatos, sobretudo um do PS, abriria ainda mais a possibilidade de uma segunda volta entre o presidente do CHEGA e o actual Presidente da República e, numa segunda volta, muito pode acontecer – estou seguro de que ninguém esqueceu as eleições presidenciais de 1986.
A segunda parte da estratégia, e sem dúvida a mais importante, passa pelo namoro com Rui Rio (e diz-se, com o CDS). O período pós-COVID 19 será muito difícil do ponto de vista financeiro. Já esta semana Costa reunirá com os partidos para preparar aquilo que será o Orçamento Rectificativo, ou Suplementar e esperam-se medidas duras para os portugueses, estando em equação aumentos de impostos – aqueles que Centeno diz sempre que não existem, mas que são desmentidos pela maior carga fiscal de sempre em 2018 de 35,4% e que em 2019 foi ainda de 34,8% do PIB.
Ora, para isto, dificilmente o PS contará com o apoio da extrema-esquerda (talvez não em 2020, mas seguramente em 2021). BE e PCP não quererão estar ligados a um novo período de contenção e, sobretudo, a aumentos de impostos, sendo que já viabilizaram o actual OE, que agora tanto criticam, não cometerão o mesmo erro, sobretudo porque ambos perderiam eleitorado (parte para o CHEGA), sobretudo o PCP.
Esta espécie de Governo de Salvação Nacional com Rui Rio e Marcelo será a melhor opção de Costa. Rio tem feito uma oposição fofinha, é subserviente, o que se nota nos elogios de Costa que ainda este fim de semana o apelidou de “líder da oposição”, quando é notório que mesmo internamente Rio tem dificuldades em liderar, e inclusivamente, já afirmou que apoiaria o Governo nos esforços pós-pandemia.
Esta união traz consigo duas vantagens, prevê Costa: dificultar a aproximação do CHEGA, que só com uma geringonça menos à esquerda e, sobretudo, menos extremista seria possível dada a ascensão galopante do partido liderado por André Ventura; e acabar com a oposição do PSD (o CDS já pouco conta) para os próximos anos – grande parte dos sociais-democratas não perdoariam Rio por isso e a ideia generalizada de que há coisas “cozinhadas” entre os ainda dois maiores partidos, levariam a uma forte queda do PSD, que o primeiro-ministro, como bom estratega que é, espera, mas esconde o jogo.
A esquerda que se considera moralmente superior, que se julga dona da razão, que crê ser detentora de todas as verdades; a esquerda intolerante e extremista, e que até já está bem dentro do partido, afastará o PS da sua matriz socialista, radicalizará o partido e criará fissuras que afastarão eleitorado. Costa quer demarcar-se disto, o que se nota na pouca ligação deste Governo ao partido, pois sabe bem que o CHEGA cresceria e muita coisa iria mudar…

CHEGA vai processar associação dos ciganos portugueses

O CHEGA vem, por este meio, manifestar o seu mais vivo repúdio pelas declarações da União Romani Portuguesa e que foram hoje divulgadas pelo jornal i, comparando o seu Presidente e deputado único a Adolf Hitler, ditador alemão que conduziu o mundo ao maior genocídio da história.

Ao fazer tal comparação, a União Romani Portuguesa está, não só a atentar contra o bom nome do senhor deputado, como também a ofender os milhares de portugueses que votaram no CHEGA, um partido democrático, regularmente inscrito no Tribunal Constitucional que respeita as regras democráticas e os direitos fundamentais dos cidadãos.

Assim, associar o Presidente e Deputado único do CHEGA a modelos ditatoriais e assassinos é, não só um ultraje, como uma infâmia merecedora da mais veemente repulsa. Como já fez saber, o CHEGA vai apresentar uma proposta para colmatar problemas específicos que se têm verificado nas diversas comunidades ciganas. Lembramos que tem todo o direito de o fazer, uma vez que foi legitimamente eleito para o Parlamento português nas últimas eleições legislativas.

Este projecto tem como primordial objectivo resolver problemas e não criar outros ou ser qualquer tipo de conspiração de natureza racista ou xenófoba.
Neste sentido, e porque este tipo de ataques ao CHEGA e ao seu Presidente não podem passar em branco, o partido vai agir judicial e criminalmente contra a União Romani Portuguesa, esperando que os tribunais não deixem de sancionar este tipo de comportamentos completamente inadequados em democracia.

Ferro Rodrigues desafiado pelo CHEGA a explicar razão de ter ignorado carta sobre “presenças-fantasma” de deputados

Carta de André Ventura fez apelo ao presidente da Assembleia da República para esclarecer o que o levou a não divulgar carta do então líder da Iniciativa Liberal ao Ministério Público. Em causa está o registo da presença de deputados do PSD em sessões plenárias quando se encontravam fora de Lisboa.

O deputado único do Chega, André Ventura, enviou uma carta a Eduardo Ferro Rodrigues em que desafia o presidente da Assembleia da República a dizer na próxima conferência de lideres, marcada para quarta-feira, porque é que decidiu não dar provimento na anterior legislatura a um requerimento que lhe pedia para investigar e participar ao Ministério Público as suspeitas de falsas presenças de deputados na Assembleia da República. No entender do autor da missiva, só com tal esclarecimento a questão não se tornará “num enorme elefante na sala dos partidos parlamentares em Portugal”.
A iniciativa vem na sequência de uma notícia da Visão sobre uma carta enviada a Ferro Rodrigues em janeiro de 2019 pelo então presidente da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, solicitando que o presidente da Assembleia da República avançasse com uma queixa-crime junto do Ministério Público a solicitar a investigação das “presenças-fantasma” de deputados em sessões plenárias. A carta nunca terá obtido resposta e Ferro Rodrigues não tomou qualquer iniciativa nesse sentido.
Na missiva enviada agora por André Ventura, a que o Jornal Económico teve acesso, o deputado sustenta que “as presenças-fantasma e as falsas votações na Assembleia da República são dos factos que mais deveriam envergonhar a casa da democracia em Portugal”, considerando “vergonhoso” que haja deputados “que estão na sua vidinha”, fora do Parlamento, “e ainda assim aparecem no sistema informático das votações”. “Ou o presidente da Assembleia da República assume e lidera este processo ou será tão cúmplice quanto eles”, acrescenta o deputado do Chega.
Além de querer saber quando é que Ferro Rodrigues recebeu a carta de Carlos Guimarães Pinto e a razão que o levou a decidir não lhe dar seguimento, Ventura pergunta ao presidente da Assembleia da República “que procedimentos de natureza política e disciplinar vamos tomar para que casos como estes não se repitam na Assembleia da República”.
As “presenças-fantasma” de deputados envolveram deputados do PSD como Matos Rosa, José Silvano e Feliciano Barreiras Duarte, tendo Mercês Borges sido acusada de falsidade informática agravada e abuso de poder, estando a ainda deputada Emília Cerqueira constituída arguida. Esta última, eleita por Viana do Castelo, alega ter registado inadvertidamente a presença de José Silvano em dois plenários, usando a password do secretário-geral quando este se encontrava fora de Lisboa.

Racismo: quando não há um problema inventa-se

Para certa esquerda (melhor, para a esquerda), o que é preciso são problemas. E se eles não existem… inventam-se.
A esquerda – é uma evidência – vive de confrontos, de posturas radicais, de reivindicações irrealizáveis, de paixões inventadas e clamores incentivados. 
Confusão nas ruas, arruaça popular, inflamação de ânimos – este o terreno ideal onde a esquerda medra.
E se não houver matéria inflamável? É fácil: inventa-se!
Nos EUA, país de longa tradição racista, houve mais uma morte bárbara de um cidadão negro por violência policial injustificada. As circunstâncias da morte de George Floyd merecem a nossa repulsa e a condenação é unânime em todas as pessoas que compartilham um mínimo de visão humanista da sociedade. 
Mas diga-se – com toda a sinceridade – alguém no seu perfeito juízo acha que há paralelo, mesmo que pálido, entre a realidade da polícia norte-americana e a portuguesa?
Num país onde há mais armas (registadas) que número de habitantes, a polícia olha para o cidadão, logo à partida, como um potencial perigo. É bem conhecida a imagem de um polícia norte-americano a abordar um simples condutor já com a arma na mão e o cidadão com as mãos obrigatoriamente em cima da cabeça. É assim, infelizmente. A sociedade norte-americana foi assim construída e levará muitos anos a modificar-se.
Mesmo assim, o problema foi empolado: apenas 23% das mortes de cidadãos por polícias nos EUA eram de afro-americanos. O que não desculpa, obviamente, a morte de George Floyd. Foi um crime e foi horrível. Só há a lamentar e a condenar.
Mas uma coisa é uma manifestação a lamentar o ocorrido nos EUA. Outra é tentar importar, oportunisticamente, a situação para Portugal. Isso sim, é demagogo e criminoso.
“Polícia bom é polícia morto” – diziam cartazes nas manifestações em Lisboa e no Porto em solidariedade com o movimento internacional de condenação pela forma como George Floyd foi morto.
Esperemos – e isto porque somos bonzinhos… – que nenhum desses cidadãos que escreveram e empunharam os referidos cartazes não tenha, um destes dias, necessidade de gritar: “Socorro, socorro, polícia!”. De certeza que mudarão de opinião…