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terça-feira, 26 de maio de 2009

O REVERSO DA MEDALHA - ÁFRICA MINHA


NÓS AQUI DAMOS AOS AFRICANOS RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO, HABITAÇÃO DE BORLA, SAÚDE DE BORLA, ESCOLA DE BORLA, ABONO DE FAMÍLIA, ETC. MAS OS AFRICANOS EM ÁFRICA VÊEM-NOS DE ACORDO COM UM EMAIL QUE CIRCULOU POR TODO O MOÇAMBIQUE E QUE ABAIXO TRANSCREVO:



"BIM: o último baluarte de Salazar


Li, como muitos o fizeram, um texto escrito por um cliente cujo titulo era Coisas do BIM. Em linhas gerais o cliente mostrava a sua indignação pela forma boçal e racista com que foi tratado por um alto quadro desta instituição, que como os números indicam, é o maior banco do país e consta na lista das maiores empresas de Moçambique.

O aludido texto criou-me um duplo sentimento: de satisfação e desilusão. Satisfação porque veio a público a podridão da doentia personalidade dos que detêm as rédeas daquele Banco de capitais Portugueses.

Começa assim um prenúncio da 23 revolução que os Moçambicanos devem se empenhar.

Ficou claro para todos, que o que se passou com este cliente é apenas uma pequena imagem do que acontece em todas empresas em que os gestores são provenientes do país rectangular da Península Ibérica.

Senti-me desiludido porque perante esta ciclópica injustiça, a maior parte de nós mais não fez que reenviar o mail e esboçar um sorriso, como que a dizer missão cumprida. Não! meus irmãos, a missão ainda não está cumprida, não devemos ficar descansados, não devemos pregar o olho enquanto não for eliminado o último opressor, como dizia o saudoso Samora Machel.

Compatriotas! Eu faço um apelo: temos que completar a nossa independência, façamos uma revolução cultural.

Existe um chavão muito propalado que diz que o Moçambicano é hospitaleiro, pacato, simpático,etc.. Estas palavrinhas mais não são que uma espécie de ópio para perpetuar a nossa subserviência, como já havia anotado

Ungulani Ba Ka Kossa.

Não nos devemos fiar nessas palavras de mel misturadas com fel, temos que ser donos do nosso destino, não precisamos que nos venham dizer o que somos para nos conhecermos. Ora! Para dizer a verdade vejo nisso uma ironia cíclica, na Europa os Portugueses são também reconhecidos como povo hospitaleiro, e com esta palavra mágica os povos da Europa Central e os Nórdicos vão curtindo sossegadamente as belas praias do Algarve tendo um Lisboeta como guarda-roupas ou como bysiter.

Mas, voltemos ao BIM. Tive que fazer pesquisas para entender como é que o tal de Dr. Luís Palminha do BIM, nascido na Mafalala, onde brincou aos barquinhos de papel nas turvas águas dos charcos junto ao mercado ,vem a ribalta mandar lixar um seu conterrâneo e toda a sua raça! ! ! ! ! !
Das entrevistas que fiz passei a saber que afinal de contas a questão no BIM é bem pior. Por exemplo, dizem que existem directores portugueses que passam o dia todo em plena coma alcoólica e só chegam ao serviço na altura da saída, aos berros como uns escorpiões assanhados. Os tipos usam e abusam dos subordinados, insultam, humilham, ferem, denodados. E, perante tudo isto o Dr. Machungo permanece surdo e imoto. Estranho hein! !

Foi-me igualmente dito que existem portugueses álcool-dependentes, que quando não tomam um copinho, estremecem que nem um carro sem amortecedores.

Há um jovem lusitano que em pleno período laboral exala tanto álcool que da vontade de vomitar aos que com ele tomem o mesmo elevador.

Chega a dar a impressão que o Eng. Jardim decidiu mandar para Moçambique os alcoólatras do BCP. Talvez seja em razão disso que nada mais fazem que berrar, vociferar, injuriar, insultar.

Retomando o nosso propósito, um colaborador da Direcção de Recuperação de Credito, chegou a dizer que o tal cliente até foi tratado com compaixão, porque os subordinados do Dr. Palminha já estão calejados, pois, já lhes insultaram as mães, as avós, as irmãs e todas as putas da família.

Dizem que os expatriados, como são conhecidos os descendentes de Salazar, gozam dos mais elevados privilégios, os salário estão acima dos 3.500 dólares americanos e para pessoas que nem sequer concluíram o Liceu.

Enquanto que um Moçambicano de melhor formação tanto académica quanto profissão, sob o tal regime caricato de exclusividade de funções, aufere menos de 8.000.000 de Mt! !!!!!!!

De mais a mais, os salários estão no segredo dos Deuses, ninguém sabe quanto vence o colega. As subidas de categoria e de salário dependem muito do quão os trabalhadores escovem os chefes, chegaram a dizer-me que existem Moçambicanos que a custo de uma promoção e de preservar o emprego, são obrigados a curvar as costas, afastar as pernas e deixar o orifício traseiro a mercê de muitos chefes gay do BIM.

Para além dos salários chorudos que esses tugas auferem, todos eles vivem nuns condomínios luxuosos: Vila Manica e Pink Village.

Nestes condomínios tudo está a cargo do BJM, a alimentação, o telefone fixo, o telemóvel, o combustível dos carros e as passagens para Portugal sempre que lhes der na tola. Isto para não falar de subsídios e assistência para a família.

Há quem diga que o que o BIM gasta com um expatriado da para custear todos os encargos ao admitir 10 mocambicanos recém-formados na Universidade!

Não compreendo como é que isto é possível! !! Tive que conversar com alguns funcionários seniores do Banco Austral, estes disseram que o ABSA, accionista maioritário, tem um número ínfimo de Sul-africanos em Moçambique, e que a maior parte deles são pessoas de elevada formação tanto académica como profissional.

No Banco Austral existe 1 membro do ABSA para 300 Moçambicanos. Isto é uma antítese com o que ocorre no BIM, onde existe 1 membro do BCP para cada 20 mocambicanos! ! !! praticamente todas as Direcções e secções são comandadas por Portugueses cuja formação é muito duvidosa.

E mais, a maior parte deles passa a maior parte do tempo a viajar e a passear a pobre classe nos cafés de Maputo. O mais grave é que todos os anos desembarcam alentejanos, algarvios, madeirenses mandatados pelo BCP para vir ao BJM ocupar cargos e funções que podiam ser ocupados por Moçambicanos e com a mais valia de um abrandamento das despesas com o pessoal em cerca de 45%.

Para agravar o paradoxo, criaram actualmente um projecto de redução e racionalização de custos para acomodar mais um Português. Neste projecto falam nas várias medidas para poupar papel, tinteiros, etc..Uma manobra para tapar a vista dos Moçambicanos, acusando-os de serem despesistas com o material, enquanto que os custos administrativos mais graves residem nas despesas com os expatriados.

Leva-me a crer que isto é um reflexo da cultura do pobretanas: mal consegue um negócio leva a reboque toda a família mesmo que a maior parte deles estejam só a roncar. Se me permite Eng. Jardim, recomendo que reveja os critérios de admissão dos portugueses no BJM, porque o Sr. como pessoa de largos pergaminhos em matéria de gestão, não vai querer que um dia o BIM venha a decretar falência, certamente. A não ser que o Sr. esteja a cumprir uma agenda politica do governo português de redução do desemprego e da taxa de toxicodependentes, enviando toda a escumalha para África.

Os créditos aos colaboradores são um verdadeiro fenómeno. Tudo se resume a tal capacidade de endividamento, o que significa que só terá mais quem aufere melhor salário, por outras palavras, só os expatriados podem contrair empréstimo de maiores montantes. É uma verdadeira catástrofe!

o madeirense recebe mais, tem maiores beneficios sociais, vai mais vezes ao café mas trabalha menos, ou melhor, finge que trabalha.

Certamente que virão muitos dizer que Moçambique não tem capital e Know-how suficiente, por isso precisa inelutavelmente de investimento estrangeiro.

Que assim seja! Mas quem tiver que investir no nosso Pais tem de ser uma nação com grande expressão na economia mundial e não aquele que é o péssimo exemplo europeu: o mais pobre, o mais dependente dos fundos de coesão europeia, com o maior índice de toxidependentes, de alcoolismo, de analfabetismo mas, paradoxalmente, o pais da Europa onde os homens mais se devotam ao cabeleireiro, manicure, pedicure.

Que desenvolvimento podemos esperar do investimento vindo de um subdesenvolvido, de um país que está sendo novamente colonizado pelos castelhanos. Irmãos! neste aspecto penso que os Angolanos foram muito melhores que nós, na terra dos mangolês só investe de facto quem vem trazer ao Pais valor acrescentado dentro da Geoestratégica económica, como corolário disso Portugal está na cauda da lista dos parceiros económicos de Angola. Sabendo disto, os tugas estão usando todos os meios para lançar as suas garras de papel sobre Moçambique: a sua tábua de salvação.

Moçambicanos! deixemos essa passividade doentia, sejamos proactivos, não aceitemos que no solo fertilizado pelos ossos dos nossos avôs, sejamos violentados por esta forma de novo imperialismo.

Compatriotas! temos a televisão, temos os Jornais, temos os e-mails, façamos panfletos, temos árvores para pregar mensagens, e se estes meios não servirem, temos também catanas, firamos, trucidemos, esquartejemos e enviemos pela TAP o saco com os restos mortais ensanguentados de todos os seguidores da cultura Palminha.

Chipenenhana – um jornalista na clandestinidade

PS 1: estou resolutamente, há semelhança dos que deram a sua vida pela independência, decidido a submergir nesta luta contra a selvajaria dos descendentes de Salazar.

PS2: se o caso do Palminha não for resolvido brevemente, prometo lançar, na maior parte dos jornais, denuncias mais gravosas indicando nomes e as respectivas unidades orgânicas. E mais, estou a espera que me processem, assim talvez o povo receba mais rapidamente a minha mensagem.

Chipenenhana - um jornalista na clandestinidade"

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A LIBERDADE COMEÇA NA MINHA RUA



Pelo seu realismo e pela pega dos bois pelos "cornos, abaixo transcevo um artigo de opinião do Jornalista/Escritor MIGUEL SOUSA TAVARES.

Ao longo da minha vida ainda só vi um artigo que toca na "FERIDA" desta problemática de imigrantes completamente iletrados e que nem um parafuso sabem apertar, vivendo do rendimento social de inserção, casa de borla, saúde de borla, escola de borla, etc., e que se dedicam à criminalidade, vandalismo e destruição do património que o estado lhes concedeu para viverem debaixo de um tecto. É que nos países de origem deste "LIXO" não tinham sequer uma palhota e uma esteira para não apanhar chuva e esticar o esqueleto, respectivamente.
Eu sei que temos que ter uma política de bom senso com imigrantes de áfrica, por que também lá temos muitos portugueses. Mas os portugueses que lá estão não foram para lá para viver do rendimento social de inserção, habitação de borla, saúde de borla, escola de borla, etc.. Os portugueses estão lá a produzir para bem desses países, criando riqueza e emprego para os naturais. Duas situações completamente diferentes.
Os nossos governantes não podem pactuar com estes marginais e há que devolvê-los à suas origens com o carimbo de " PERSONNA NON GRATA ". Se os seus governos não entenderem que bandido é bandido e que, portanto, só há uma hipótese: pedir desculpas aos países de acolhimento e ficar com os seus cidadãos marginais, que se comportam como animais e castigá-los da maneira como entenderem melhor, então é melhor cortar relações diplomáticas e comerciais. Ganhamos mais com isso..
Há princípios que não podemos abdicar, independentemente dos interesses político/económicos que possam existir entre os países. E qualquer país que fique ofendido e cometa represálias por os seus cidadãos marginais terem sido expulsos dos países de acolhimento, o seu governo é tão bandido como eles...



A liberdade começa na minha rua
Miguel Sousa Tavares

"Quando foi construído, o Bairro da Bela Vista em Setúbal, não seria um paraíso, mas tinha condições de qualidade de vida muito razoáveis, muito acima do que os que para lá foram viver estavam habituados e muito próximo daquilo que de melhor um país que não é rico pode fazer por comunidades desfavorecidas. Nem a crise actual nem o desemprego ou a exclusão social podem justificar que, na Bela Vista, como em outros 'bairros sociais' construídos de raiz e com condições mais do que aceitáveis, ao fim de pouco tempo tudo esteja escavacado pelos seus habitantes. Não é porque alguém está desempregado ou se sente marginalizado socialmente que tem o direito de rebentar com o elevador do prédio, pintar e sujar as paredes, vandalizar os espaços verdes ou ficar meses sem mudar uma lâmpada fundida.

O debate desta semana na Assembleia da República sobre os acontecimentos violentos da Bela Vista foi uma oportunidade perdida para que, com a contribuição de todos os quadrantes políticos, se iniciasse uma discussão séria sobre estas questões, antes que o incêndio, por enquanto sob controlo, nos bata à porta, como sucedeu em França ou na Grécia. Infelizmente, estamos em ano plurieleitoral e parece que toda a política se resume a duas abordagens: por um lado, o Governo a fazer a propaganda do que fez; por outro, a oposição a atribuir ao Governo a culpa de todos os males, desde a crise do subprime nos Estados Unidos até à responsabilidade pelos jovens que disparam tiros sobre a esquadra da PSP na Bela Vista.

Pela esquerda, Loucã repetiu os lugares-comuns mais primários da enciclopédia política, exigindo ao Governo "um programa de emergência, a aprovar amanhã, que dê segurança, pão e emprego e acabe com os guetos no país inteiro". Um pouco mais de ousadia e teria pedido um programa social que desse a cada habitante dos guetos um bólide 'quitado' para eles se entreterem a fazer corridas nocturnas clandestinas na Ponte Vasco da Gama ou na Via de Cintura Interna. Visto assim, o problema é simples: o desemprego gera fatalmente violência, a pobreza gera crime. Logo, a solução é simples: emprego para todos (onde?), bem-estar para todos. Quanto custa, quem paga, como se paga, isso são pormenores.

Pela direita, pediu-se o habitual: mais polícia, menos imigrantes, mais repressão. Mas Paulo Portas acrescentou, e com razão, que mais polícia só António Costa é que a teve em Lisboa para a caça à multa.
Pelo Governo, Sócrates fez o que lhe competia - defender a polícia - e aquilo que faz em qualquer situação: responder com números, números que ninguém controla, ninguém sabe se são verdadeiros ou não e se alguma vez saíram das leis e do papel para se transformarem em actos concretos com reflexo na vida concreta das pessoas.

Acontece que todos têm uma parte da razão e ninguém a tem por inteiro. Porque a compulsão para o debate político infrutífero, para o confronto visando exclusivamente as sondagens e a popularite, impede um esforço concertado de todos para se chegar a um consenso sobre uma visão de conjunto para um problema que é mais do previsível que terá de ser atacado, de cima a baixo, antes que se transforme numa bomba de fragmentação a explodir estilhaçando tudo à volta.

Se quisermos começar por ir à mina de água, o problema nasce logo no desordenamento territorial que se tem vindo a agravando. Seria necessário compreender, de uma vez por todas, que quando se seguem anos a fio de políticas que conduzem à morte do mundo rural e ao despovoamento do interior, se está a criar um problema que vai ser sentido a jusante. Quando, como fez este Governo recentemente, se acaba de liquidar a Reserva Agrícola, quando a agricultura é substituída por plantações de eucalipto que não criam um posto de trabalho, ou por campos de golfe, quem não queira ou não possa reconverter-se em caddie ou vigilante de fogos florestais só tem como destino vir habitar um desses guetos nas grandes cidades, onde lhes prometem emprego, com comodidades novas e centros comerciais para passear ao fim-de-semana.

E o mesmo acontece quando não há políticas fiscais agressivas, políticas de descentralização administrativa séria, que fixem populações nos centros urbanos do Interior. E, quando essas populações que desaguaram nas grandes cidades por falta de alternativa, se deparam com uma crise que lhes rouba os prometidos empregos, não lhes restam sequer as relações de vizinhança e de entreajuda a que estavam habituadas. Porque, como bem sabemos, não é por haver uma multidão à nossa volta que estamos menos sós.

Depois, é evidente que a questão da imigração e das quotas para imigrantes é uma questão séria e que precisa de ser debatida, sem preconceitos, quer do ponto de vista social, como criminal. Porque se, por um lado, os imigrantes acrescentam uma multiculturalidade que é salutar, se rejuvenescem a população e até são essenciais para o financiamento da Segurança Social, também parece inescapável pensar que o país não pode acolher, sob pena de graves custos e distúrbios sociais, aqueles que não tem condições para receber decentemente. E se, do ponto de vista criminal, é mais do que abusivo pretender que o aumento da imigração corresponde fatalmente ao aumento da criminalidade, também não há como negar o que todos os relatórios dizem: que a criminalidade violenta, organizada, grupal, está a ser largamente importada e protagonizada por imigrantes, sobretudo do Leste.

O passo seguinte é reflectir até que ponto a construção de bairros sociais - sobretudo se habitados por comunidades étnicas particulares, misturadas ou não entre si - é uma boa solução ou antes um barril de pólvora pronto a explodir. Quantos bairros sociais destes temos com bons resultados? Porque é que em Braga, onde eles acabaram, a criminalidade diminuiu? As populações autóctones rejeitam a integração nos seus bairros de negros, ciganos ou oriundos do Leste? Mas terão elas o direito de decidir ou isso é política inalienável do Estado (foi a questão de Oleiros)?

Decisiva é também a questão de saber quais os limites de actuação que devem ser concedidos à polícia e quais os meios necessários para que a polícia não fique à defesa, entrincheirada na esquadra, enquanto os bandidos ocupam a rua, fazendo dela o seu farwest privado. Mas também é necessário que se assente que um carro em fuga, mesmo que com presumíveis delinquentes lá dentro, não justifica que se atire a matar. E, sobretudo, que a falta de treino ou de perícia da polícia não pode continuar a servir de desculpa para os tiros que são disparados para os pés e acabam por atingir a cabeça dos suspeitos.

E, finalmente, julgo que as próprias comunidades destes bairros têm de ser responsabilizadas, naquilo que são os seus deveres. O país não tem obrigação de pagar prédios que são vandalizados ou jardins que só servem para largar os dejectos dos cães ou passar droga. Os pais têm de ser responsabilizados pelo que fazem os filhos, os condóminos pelo estado do prédio, as associações locais pelo uso dos espaços de fruição comum. E um delinquente de 14 anos tem de ser travado e castigado, antes que se transforme num bandido de 20 anos. A liberdade de não viver cativo de uma minoria de arruaceiros também é tarefa de cada um."

8:00 Segunda-feira, 18 de Mai de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

CIVILIZAÇÃO FERIDA


PELA SUA BELEZA E OBJECTIVIDADE, ABAIXO TRANSCREVO UM ARTIGO DE OPINIÃO DA JORNALISTA " CLARA FERREIRA ALVES "




Uma civilização ferida
Clara Ferreira Alves
8:00 Segunda-feira, 4 de Mai de 2009




Lembrei-me de crepes chineses, nem sei porquê. Crepes chineses gigantes, enrolados em cobertores e lençóis sujos. A muitos nem se lhes vê a cabeça ou os pés. O corpo escondido dentro da manta, ou atrás de um caixote de cartão com as sobras do anúncio da televisão coreana com ecrã plano e alta definição. Os corpos em baixa definição, difícil perceber que ali dorme um ser humano, ou ressona, ou bate as pálpebras em vigília, dentro dos papéis amachucados e atrás dos cartões e dos sacos de plástico. Os sem-abrigo, sem casa, sem emprego, sem família, sem domicílio certo, sem título de cidadania. Há muito tempo que não via tantos em Lisboa a dormir ao relento e ao frio, porque o vento que sopra do rio é gelado de madrugada, antes de as primeiras gaivotas acordarem.

Estão por baixo das arcadas dos viadutos do caminho da cidade nova e do Parque das Nações, estão por dentro e por fora da Estação de Santa Apolónia, estão nas grutas naturais das arcadas do Terreiro do Paço, nos recantos da Praça do Município, nos pórticos cobertos do Teatro D. Maria, nos cantos do Rossio e nos degraus da Estação do Rossio. Estão no côncavo dos prédios de ruas e avenidas, nos portais das igrejas, nos bancos dos jardins. Certas zonas da cidade têm mais do que outras, talvez porque os sem-abrigo tenham a seu modo instituído um mapa da destituição, um bairro de itinerário e poiso dos seres sem morada certa. Juntam-se.

Os "crepes chineses" jaziam nos esconsos dos viadutos junto a Xabregas que ligam a Baixa ao aeroporto, à ponte, à auto-estrada do Norte, do Sul, à CRIL e à CREL e aos Eixos. Todas aquelas belas estradas que cortam uma Lisboa que nem sabemos onde fica ou que nome tem. Os carros por cima, na grande velocidade nocturna, e por baixo, visíveis para quem venha devagar ou pretenda fazer inversão de marcha, os corpos enrolados e quietos. Uma dúzia deles. Àquela hora nem os bons samaritanos andam a distribuir sopas e agasalhos.

O número aumentou e continua a aumentar. Houve um período, nos anos 90, em que Lisboa quase não tinha sem-abrigo nem pedintes. A maioria dos vagabundos era engrossada pelos drogados recuperáveis e terminais. Ou morriam como aves no Inverno ou se transformavam em sociedades unipessoais de arrumação de automóveis. Os arrumadores. Havia o grupo da sopa dos pobres e a malta do Casal Ventoso e dos bairros abarracados, que assombravam as ribanceiras e as fronteiras da cidade. Não havia o que há hoje, homens e mulheres, mais homens do que mulheres, nem sempre de nacionalidade portuguesa, que olham para nós com olhos duros e nem estendem a mão. Muitos não são pedintes, são desempregados, gente que o sistema deixou cair das malhas de protecção do Estado Social. Perderam o emprego, depois a casa, depois um domicílio certo, e a partir de certo estado de indigência, quando o cheiro a matéria humana afasta o que é humano, não há maneira de regressar ao mercado de trabalho ou à dignidade. Ou arranjar uma família ou um amor. Se não podemos abolir os pobres ou, como se diz agora, incluir todos os excluídos, também não podemos ignorar a mancha alastrada no chão. O que fazer com esta gente? Mais, o que fazer com esta gente quando andamos ansiosos sem saber o que fazer com nós mesmos?

Todos os dias abrimos um jornal, enquanto houver jornais, e vemos o futuro pintado de negro, números assustadores e profecias catastróficas. O futuro é evanescente, disperso entre as calamidades naturais do aquecimento global, o fim da sociedade de abundância e a queda dessa entidade abstracta e aterradora que é o sistema económico-financeiro do capitalismo democrático (visto que o não-democrático parece estar melhor equipado para sobreviver à crise). Abre-se um jornal e imagina-se o nome próprio inscrito na estatística negra. Aquele medo ancestral de acabar nas ruas, de acabar sem nada, começa a tomar conta de todos. Até dos mais ricos, porque os mais ricos têm mais a perder. Os mais ricos são diferentes dos muito ricos, que sofrem a ansiedade da perda relativa e não da perda absoluta. A única vantagem dos sem casa, a única mesmo, é que deixaram de ter essa ansiedade. Perderam o medo de perder tudo, porque já perderam. Talvez isso lhes dê alguma liberdade. É como dizer que os mortos têm a sorte de terem deixado de ter medo da morte.

Enrolados entre dois feriados, o de uma revolução pela liberdade e o da liberdade de trabalhar, celebramos exactamente o quê? O que temos ou o que temos a perder? Tantos anos passaram, tanto dinheiro mudou de mãos, e eles ainda ali estão, os sem-abrigo. Vestígios arqueológicos de uma civilização ferida.

Nota: Circula na net e na blogosfera um falso texto com a minha assinatura, que aparece como tendo sido publicado no Expresso, e que é um enunciado de injúrias a Mário Soares. O falsificador, anónimo, usou o meu nome para caluniar.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

VITAL MOREIRA AGREDIDO E INSULTADO NA MANIFESTAÇÃO DA CGTP...


Vital Moreira agredido e insultado na manifestação da CGTP

A hipocrisia dos políticos leva a este tipo de situações. Aliás, os portugueses até são bastante inactivos em desordens deste tipo, comparado com outros países ditos mais cultos e civilizados.
Os políticos só se vêem entre o povo, quando andam à caça de votos. Depois de tomarem conta do poder, olham para o povo como se fosse qualquer coisa de "ascoroso".
Este senhor, que dizem que é independente, é um hipócrita que apenas se juntou à marcha de protesto dos trabalhadores para ficar na fotografia e caçar votos. Mais nada. Quanto à sua independência, isso é conversa da treta por que se se candidata às Europeias em nome do PS é forçosamente um militante do PS. Se ele mudou de camisola ou seja: era comunista e hoje é socialista, tudo bem. Os tempos mudam e as ideias também. Não tenho nada contra isso. Mas às vezes muda-se não por mudança de ideologia mas sim por interesses pessoais que, neste caso, é o mais certo.
Quanto à atitude de alguns participantes na marcha, é intolerável. É um crime civil agredir o seu semelhante. Aquilo que deveriam fazer era convidar o Snr. Vital Moreira a saír da marcha por ser considerado uma "personna non grata". E aí sim, seria um acto de civismo.
Mas, voltando à política, o que eu queria dizer é que os nossos políticos só se misturam com o povo quando há eleições. Fora disso o povo é visto de longe para que não vá o Diabo tecê-las e os políticos apanharem alguma doença contagiosa. Em campanha corre-se o risco, mas fora dela não há necessidade.


Petróleo: Reservas da Galp dão para abastecer Portugal por 21 anos

O que fazer para combater esta cambada de "Ladrões" ?
Se a GALP tem reservas para 21 anos, isso quer dizer que durante o mesmo prazo, a GALP não precisa de aumentar os preços da gasolina porque a matéria prima já foi adquirida e paga e, portanto, não está sujeita a flutuações de preço.
O problema é que eles usam o sistema de LAST IN FIRST OUT em vez de FIRST IN FIRST OUT. Mas se o LAST IN FIRST OUT for mais barato, então mudam para o FIRST IN FIRST OUT. Isto quer dizer que se tiverem um stock de 2.000 milhões de litros de combustíveis a, suponhamos, ,50 cêntimos litro (preço de custo) em 31/12/08 e em, suponhamos, 31/05/09 tiverem outro stock de mais 3.000 milhões de litros de combustíveis (adquirido de Jan09 a Maio09 ) a ,60 cêntimos litro (preço de custo) a empresa incide a sua margem de comercialização sobre o último preço ou seja sobre sessenta cêntimos.
Exemplo hipotético: ,50 cts PC + 50% mc = ,75 cts PV;
,60 cts PC + 50% mc = ,90 cts PV.
Cada vez que há um aumento na origem, o preço de venda ao pública é ajustado em função do último preço de custo e não em função da média ponderada dos preços de custo de existências.
As autoridades deviam obrigar as gasolineiras a vender o combustível em função de cada lote,só podendo alterar os preços quando os lotes fossem acabando:
Exemplo Hipotético:
Lote 1 de 2.000 milhões de litros=PC,50 cts, PV ,75 cts
Lote 2 de 3.000 milhões de litros=PC,60 cts, PV ,90 cts
Lote 3 de 4.000 milhões de litros=PC,70 cts, PV 1,05 ct
A margem é de 50%.

Santana sem perfil para concorrer a Lisboa, insiste Paula Teixeira da Cruz


A política, hoje, é uma profissão a que todos querem deitar a mão por que é altamente rendível.
O Santana Lopes anda à procura de um emprego, e dentro da área da política, há várias especializações: deputado, ministro, secretário, subsecretário, assessor, director de qualquer coisa, presidente da república, presidente de câmara, presidente de junta de freguesia, governador, etc..
Esta classe de profissionais está apenas interessada em apoderar-se do poder para servir os seus interesses. Sabe que é garantido o enriquecimento ilícito em poucos anos. E mais não digo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Meus Caros Ex-Retornados,

Para todos aqueles que desconhecem quais foram os verdadeiros objectivos da "Revolução dos Cravos", em que milhares de portugueses ficaram encravados, aqui está uma prova irrefutável dos objectivos dos militares que fizeram a revolução dos cravos e que hoje estão reformados com patentes de Generais,Almirantes etc. e com reformas a peso de ouro.

É necessária outra revolução, mas desta vez sanguinária, para limpar da face da terra estes vermes que puseram na miséria milhares de portugueses que combateram pela pátria e acreditaram nos políticos dessa época.

Para lerem esta carta, cliquem duas vezes no rato











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quinta-feira, 16 de abril de 2009

LEVANTAMENTO SIGILO BANCÁRIO E COMBATE AO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO



Já há muitos anos que venho ouvindo e lendo opiniões sobre o combate ao enriquecimento ilícito e levantamento do sigilo bancário.


Tudo indica que algo se vai fazer antes do fim desta legislatura. Ainda hoje li que, finalmente, o governo vai tomar medidas nesta matéria. O problema é que, sempre que a cor do governo muda, volta tudo à estaca zero, ou seja: revoga-se leis que o governo anterior fez e o novo governo cria outras que são opostas às anteriores. E não passamos disto.


Damos um passo para a frente em quatros anos e depois damos um passo para trás nos quatro anos seguintes. E isto é feito desde que a pseudo-democracia nasceu em 25 de Abril de 1974. Os partidos de poder trocam-se no parlamento e fazem arranjos de "JOBS FOR THE BOYS". Tantos para o PSD e outros tantos para o PS. Depois temos os outros partidos que tentam partir a loiça toda mas que, no fundo, também têm os seus assentos (tachos) na Assembleia para defender.


O enriquecimento ilícito em Portugal é uma prática generalizada e tem sido apoiada pelas facções políticas. E só agora, com toda esta recessão mundial e escândalos de FREEPORT, etc., é que se vai tentar fazer alguma coisa mas, tenho as minhas dúvidas. A ver vamos. É que já há por aí alguns políticos e seus acólitos a coçar o "rabo" com medo de mais escândalos.


A magistrada Maria Morgado foi peremptória: " Os políticos vão para o governo e passados alguns anos viram milionários. Os "Media" não deram grande relevo a este desabafo desta corajosa magistrada. É pena.


Salvo raras excepções, a origem da riqueza em Portugal é proveniente de malabarismos e de espertezas, com a conivência das autoridades corruptas. Os impostos são pagos por aqueles que pouco ou nada ganham e são eles que sustentam a máquina estatal. Os ricos, comparativamente, vão dando umas migalhas para inglês ver.


As nossas autoridades queixam-se da fuga aos impostos por um lado, mas por outro são coniventes para que isso aconteça. Também levam a sua parte de "LUVAS".


A tentativa de fuga aos impostos é generalizada e , até o mais pequenino, tenta fugir. Eu vejo dois factores para que esta tendência seja generalizada:


1º - Os nossos impostos são para engordar as contas bancárias dos governantes
e seus acólitos.Não se consegue vislumbrar aonde os nossos impostos são aplicados;

2º - A mentalidade portuguesa não está educada para pagar impostos. E a razão
disso será talvez por que os impostos são desviados para outros fins que não os devidos.


E, para terminar, confesso que não tenho nenhuma sugestão a dar para acabar com esta podridão.





sábado, 4 de abril de 2009

NOVO BLOG

Meus caros leitores,

Criei um novo BLOG : http://mundocleptomaniaco.blogspot.com/

Fico à vossa espera

Gringo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A CRIMINALIDADE VIOLENTA AUMENTA ASSUSTADORAMENTE...




Podem-me chamar racista, xenófobo e tudo o mais que lhes apetecer, mas não deixo de manifestar o meu mais profundo ódio à política de imigração a que chegámos, em que vem parar a este cantinho à beira-mar plantado toda a "porcaria" de imigrantes e que a maioria rouba, mata e vive do rendimento social de inserção e é protegida por essas aberrações de organizações anti-racistas e protectoras das minorias.




Não tenho nada contra imigrantes desde que vivam neste país com dignidade, caso contrário, pontapé no cu e metê-los nuns barquinhos à vela para regressarem às suas origens.




Tenho visto nas televisões notícias de criminalidade e reparei num pormenor importante: quando os delinquentes são brancos, mostram as suas caras ou mostram a sua cor ou nacionalidade. Gostaria de saber por que é que não mostram todas as cores e nacionalidades. Eu sei porquê...




Sempre que faço as minhas caminhadas para manter o meu coração a funcionar, deparo com cenas pouco agradáveis. Vejo brasileiros sentados nos cafés, em horas de trabalho, em grupinhos a conversar sabe-se lá do quê. Talvez de algum assalto. Vejo africanos a deambular pelas ruas da cidade e que se nota perfeitamente que nada fazem e sabe-se lá se estão legais. Cada dia que passa vejo cada vez mais africanos nas ruas e até fico com a impressão que isto, mais tarde ou mais cedo, vai virar África.




Os colonos que foram para o continente americano, à procura de mão d'obra barata, foram a África e trouxeram milhares de negros para trabalhar nos campos. Só não se aperceberam foi de que eles se multiplicavam como os mosquitos, e quando deram por ela havia mais negros do que brancos. E a Europa também não se quer aperceber desta realidade. Eles vêm de canoa, de barco à vela, a nado, de qualquer maneira para a Europa, porque sabem que os europeus defendem os direitos humanos, coisa que na terra deles isso é "chinês". E vêm para cá com os filhinhos ao colo para terem a garantia que serão privilegiados no tratamento. A maioria é iletrada e nem sequer um parafuso sabe apertar. Mas não há problema: o rendimento social de inserção, casa, assistência médica, escola, tudo à borla, para eles é como ganhar os "EUROMILHÕES". Na terra deles nem capim têm para comer. Entretanto, os gorilas que governam os seus países vivem à grande e à francesa.
A ironia do destino é que os "portugueses" que viviam nas ex-colónias foram espoliados e corridos, a pensarem que livrando-se dos " brancos" iam viver à grande e à francesa. Saíu-lhes o tiro pela culatra: morrem como vermes devido ao tratamento que os seus próprios irmãos que estão no poder lhes dão: fome e porrada.






Gringo-Ex-combatente do Ultramar


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

RECESSÃO QUE NINGUÉM ENTENDE...




Artigo de opinião extraído de um Jornal Sul-Africano e traduzido para português. As nossas desculpas por qualquer erro de tradução que possa induzir a uma interpretação errada e confusa. O tradutor só alterou o País a que o artigo se referia.

"
Os especialistas procuram explicar ao cidadão comum os mecanismos que levaram a esta "RECESSÃO" cujo epicentro está nos EUA. Os Bancos emprestavam dinheiro aos cidadãos e empresas e depois vendiam esses créditos a entidades financeiras que por sua vez revendiam a outras entidades do género e por aí fora. Conclusão: o cidadão fica cada vez mais confuso e tudo leva a crer que a BANCA virou uma autêntica organização mafiosa que fez desaparecer milhões e milhões de dólares e que, com certeza, alguém se terá abotoado. Os tais activos tóxicos que ninguém sabe bem o que é, pelos vistos não são recuperáveis.

Para um leigo, como eu, gostaria que me explicassem como é que funciona o sistema monetário em todo o mundo. Há 40 anos atrás, numa disciplina de economia política, aprendi que os governos deitavam mão à "moeda fiduciária" para cobrir falhas na circulação monetária (falta de liquidez). Dizia o manual que esta medida provocava inflacção mas que era um mal menor. Aliás, algumas ex-colónias portuguesas também deitaram mão à " moeda fiduciária" pensando os governos, na sua ignorância, que o dinheiro só por si iria produzir bens de consumo. É que aqui o problema era falta de bens de consumo. O que aconteceu foi que, o cidadão tinha dinheiro, mas não havia nada para comprar. Aumentou-se a circulação da moeda que acabou por esgotar os bens de consumo existentes. Resultado: o pessoal tinha muita nota mas as montras só tinham teias de aranha.

Numa economia saudável, a peça fundamental é o poder de compra do cidadão. Se o cidadão tem poder de compra tudo se fabrica e tudo se vende. Ao contrário, nada se produz nada se vende. Então como resolver este problema, para que o cidadão tenha poder de compra ?

Na minha modesta opinião o problema está em que 90% do consumo é a crédito ou seja: consome-se uma coisa que ainda não se ganhou para ela. O consumo diário do cidadão normal é pago no mês seguinte. Vai-se de férias a pagar depois. Compra-se um carro a pagar depois. Compra-se uma casa a pagar depois. Enfim, compra-se tudo a pagar depois...

Mas este sistema é fundamental para os Bancos, caso contrário não faziam negócio. Os bancos vivem do dinheiro que emprestam aos seus clientes e se os cidadãos tivessem, pelo menos, para o consumo básico ( comida, calçado, vestuário, água, luz, escola, telefone, tv, etc.) dinheiro para pagar a pronto, não ficaria tão endividado e os bancos perderiam. Enquanto o cidadão não fizer um esforço para pôr os bois à frente da carroça ou seja: o salário que recebe no fim do mês deve ser utilizado para o mês seguinte e não ao contrário ou seja: recebe o salário ao fim do mês e depois de pagar as dívidas fica sem dinheiro, voltando à estaca zero. Resumindo: o cidadão tem de se mentalizar que não pode gastar aquilo que ainda não ganhou. É claro que isso não interessa aos bancos. O sistema foi montado, de tal maneira, que o cidadão já não consegue viver sem crédito. Sem gastar adiantado. O problema é que se surge uma crise, um imprevisto, lá vai um lar pela água abaixo e mais uns quantos a aumentar a pobreza...

Voltando ao poder de compra do cidadão e é aqui que assenta a economia de qualquer país, penso que se o nosso governo, em vez de injectar dinheiro nas empresas, pusesse o dinheirinho no bolso de todos os desempregados, a economia não parava. As empresas lutam com a problemática de falta de encomendas ( não há consumo porque não há dinheiro ) logo, injectar dinheiro nas empresas só se for para os Administradores comprarem mais uns jaguares, etc. .

Imaginemos que os 10 milhões de portugueses tinham poder de compra normal. As indústrias passavam a ter encomendas, o comércio vendia, os desempregados arranjavam emprego e a recessão morria. Se todos os países procedessem da mesma maneira, teríamos a economia mundial normalizada.

As empresas fecham por falta de encomendas porque não há poder de compra. Não é um problema de falta de "BENS DE CONSUMO". O que é preciso é que o cidadão tenha dinheiro para os comprar.
Os governos é que criam as "recessões" portanto só eles é que as podem resolver. E podem começar por abolir com os "OFF-SHORES" imediatamente e proibir que os "Lóbis" atirem para o mar os excessos de produção de produtos agrícolas e outros, apenas para manter o equilíbrio da oferta e da procura. "


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NÃO SOU ECONOMISTA MAS SEI SOMAR 1+1 = 3...


Não sou economista mas sei somar 1 + 1 = 3. Os países em desenvolvimento que pagam ao trabalhador 1 malga de arroz por uma semana de trabalho, que competem com os países que pagam ao trabalhador um salário mínimo de 450 euros mensais, subsídio de desemprego, subsídio de doença, rendimento social de inserção, subsídio de férias, subsídio de natal, assistência médica gratuita, medicamentos comparticipados, reforma por velhice ou por invalidez, etc., é certo e sabido que estes últimos vão à falência.


Se cada cidadão se lembrasse de que cada compra numa loja chinesa, por exemplo, está a contribuir para que um português venha para o desemprego então, talvez, houvesse uma mudança de atitude. É que o que é barato sai caro ou seja: compra-se uma coisita numa loja chinesa para poupar 3 ou 4 euros ou o que for, sem qualidade nenhuma, mas depois paga-se a factura com o marido a perder o emprego, o filho também, etc., porque as empresas portuguesas não conseguem escoar o produto.


A globalização veio criar esta situação. Livre circulação sem regras é tão prejudicial ou pior que o contrabando. Os chineses estão-se a espalhar por todo o mundo, abrindo lojas comerciais para importar os produtos do seu país, contribuindo assim, fortemente, para a balança comercial bastante positiva.


O nosso Portugal não precisa de mais lojas comerciais para aumentar o consumo. O nosso Portugal precisa de indústrias de extracção e transformação. O nosso tecido industrial foi completamente aniquilado.Tudo se consome, nada se produz. Portugal é parecido com África...


Gringo-Ex-Combatente do Ultramar

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O NOSSO PRESIDENTE CHAMA-SE SNR. SILVA



Este Senhor Presidente está bastante influenciado pela sua esposa e pelos clérigos, os tais que gastam milhões em obras astronómicas e depois vêm defender os pobres, dando-lhes umas migalhas. As mulheres que reivindicam o "direito de igualdade" afinal o que elas querem é "direitos" e nada de "deveres".
A mulher foi sempre discriminada, ao longo dos séculos, pelas políticas dos governos desde então. Não queira agora o Senhor Presidente arranjar um " BODE EXPIATÓRIO" para a barbaridade que os políticos cometeram e continuam a cometer em relação aos direitos e deveres das mulheres. Não é o cidadão homem que se casa e a mulher não trabalha, e ao fim de meia dúzia de anos divorciam-se, por razões diversas que não interessam aqui para o caso, e tem que pagar o sustento dela ao ponto de ter que lhe dar o mesmo nível de vida que ela tinha quando era casada. E esta, hein?
Quer dizer: a ex-mulher continuava com o padrão de vida que o ex-marido lhe dava e depois arranjava um emprego e vivia melhor que ele. O desgraçado tinha que se prostituir, fazendo umas rondas de noite à procura de clientes, para sustentar alguém que tem meios próprios para sobreviver.
Os filhos é outra conversa. O pai tem, obrigatoriamente, que dar todo o seu suporte e aí estou plenamente de acordo. Agora a mulher, isso não. Quer dizer: às duas por três ela nem precisava de procurar emprego. Para quê ? Tinha o escravo a sustentá-la e limitar-se-ia a ir para as Discotecas à procura de "macho" para lhe coçar a rata. E o ex-marido lá ia pagando as contas...
E o problema é que não poderia refazer a sua vida constituindo uma nova família, dado que uma boa parte do seu rendimento estava hipotecado.
Se não há empregos para toda a gente, não venha o Senhor Presidente obrigar o ex-marido a ser um empregador para que a taxa de desemprego não suba...

Gringo - Ex-Combatente do Ultramar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O "SNS" é para as "COBAIAS"


O SNS é para os médicos treinarem nas suas variadas especialidades, usando os cidadãos pobres como cobaia, para depois irem para os privados aplicar a prática que adquiriram com as "COBAIAS", nos cidadãos ricos.


Tenho uma consulta marcada há mais de 7 meses para um OTORRINO e, quis a ironia do destino, que nesta quadra festiva eu apanhasse uma "OTITE" aguda que perdi completamente a audição. Dirigi-me à minha médica de família que me receitou antibióticos, anti-inflamatórios, etc. e não resultou. Voltei à minha médica e ela deu-me uma carta para me dirigir às urgências do hospital. Fui atendido, para meu espanto, com uma certa rapidez, mas isso deve-se ao facto de não haver nessa altura muitos pacientes para aquela especialidade.


O Otorrino examinou-me e receitou-me 6 injecções e mais um antibiótico que o panfleto dizia que era para tratamento oftalmológico. Entrei em pânico pensando que o médico, como o olho está perto da orelha, tivesse trocado a medicação. Depois de ter levado com 6 injecções no rabo a otite continuava a persistir. Fui novamente às urgências do Hospital mas deste vez não era um OTORRINO mas sim uma OTORRINA. Depois de meter uma coisa no meu ouvido, com os cabelos dela em cima da minha cabeça, que eu até quase que ficava excitado ( era muito jeitosa), disse-me que o tratamento estava a fazer efeito e que me ia dar mais uns comprimiddos e ficaria tudo bem. Li o panfleto destes comprimidos e, confesso, também não vi nada relacionado com a minha OTITE, mas confio na OTORRINA. Ainda não sei o resultado porque o tratamento ainda não acabou. Perguntei-lhe se o meu tímpano estava furado e ela respondeu-me que não tinha visto... Mas então o que é que esta OTORRINA viu quando meteu aquela coisa no meu ouvido ?


Assim, muito rapidamente, porque esta classe julga-se omnipotente, contei à "OTORRINA" que já há 8 meses que esperava ser atendido por um "OTORRINO" e que tinha feito uma pequena investigação telefonando para vários especialistas de "OTORRINOLARINGOLOGIA" e que obtive as seguintes respostas:


a) - Se fosse uma consulta urgente seria atendido no mesmo dia e pagaria X;

b) - Se fosse uma consulta normal seria atendido dentro de 3 a 4 dias e pagaria Y.


A resposta desta "OTORRINA" foi " um encolher de ombros ". Despedi-me com um " Muito Obrigado" e desandei que já cheirava mal...


Gringo - Ex- Combatente do Ultramar


sábado, 24 de janeiro de 2009

PÁTRIA PARA ONDE VAIS...!!!!

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx GET UP xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


O mal deste País é exactamente a corrupção a nível das entidades governamentais, autárquicas e o resto da máquina do estado. É uma autêntica caça ao dinheiro, não olhando a meios para atingir os fins.

A justiça, como parte integrante da máquina do estado, embora queiram disfarçar que é independente, colabora e recebe também "luvas" desta corrupção gritante que faz apodrecer as estruturas económico/financeiras deste País. Caminhamos, a largos passos, para a derrocada fatal em que a revolta social não tardará em acabar com o resto.

Não é possível continuarmos com esta "democracia oligárquica" em que uns quantos
" cleptomaníacos" vivem à grande e à francesa e a pobreza a subir assustadoramente.

Tudo isto para dizer que, este escândalo e todos os outros que já surgiram e outros que surgirão ao longo do tempo, ficará tudo em "águas de bacalhau", como diz o povo.


Abaixo transcrevo um artigo de opinião de um " Bloguista":


"DITOSA PÁTRIA MINHA AMADA...

Uma vez mais os interesses inconfessáveis dos professores manifestaram-se em Lisboa.
Costumam falar no número, como se a quantidade fosse sinónimo de razão.
São inúmeros os casos da história recente em que multidões estavam totalmente erradas.
Os sucessivos governos posteriores ao 25 de Abril foram permitindo um laxismo cujo resultado está à vista. Os trabalhadores do país, que têm sido avaliados durante décadas até à reforma, ficam estupefactos perante estas atitudes que, infelizmente, têm o aval dos políticos da oposição, bem como o silêncio da PR.
Estes comportamentos são reveladores do país que somos.

Patriotismo só bem pago, ou então no futebol com as bandeirinhas à janela…
Por vezes parece que este povo ensandeceu.
O recente comportamento do Parlamento da Madeira.
As recentes ameaças à democracia anunciadas por generais na reserva.
As ameaças dos mais altos representantes da Magistratura se não forem ainda mais bem pagos.
Os episódios mais sórdidos ocorridos na Banca.

Tudo isto constitui uma cultura lesiva da sociedade e revoltante para o cidadão comum.
Tudo junto parece constituir razões mais que suficientes para pensarmos que estamos num país ingovernável.

Chego a ter pena de um Governo que tem de enfrentar no dia-a-dia tantos e tão poderosos adversários.

Mas o que me levou a escrever estas linhas foi, uma vez mais, o verificar a paciência da Senhora Ministra da Educação, o que já deu azo a que, noutra altura, o meu Blogue permanecesse destacado no Jornal Sol.

Estamos perante uma casta de privilegiados que, em vez de serem os primeiros a colaborar com o Governo para ajudar o país, organizam-se no sentido de estar acima de qualquer controlo, para continuarem a beneficiar dos privilégios que lhes foram oferecendo em prejuízo da generalidade do povo português."


Gringo Ex-Combatente do Ultramar

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PORTUGAL PRECISA DE GOVERNANTES COM "TOMATES"







Abaixo transcrevo um comentário de um leitor em relação à polémica do nosso Cardeal avisar as mulheres portuguesas que não se casem com muçulmanos para não arranjar sarilhos:


"Discurso do 1º Ministro Australiano à comunidade Muçulmana .Aos Muçulmanos que querem viver de acordo com a lei do Sharia Islâmico foi-lhes dito muito recentemente para deixarem a Australia, no âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face aos eventuais ataques terroristas. Aparentemente, o Primeiro Ministro John Howard chocou alguns muçulmanos australianos declarando que apoiava agências-espiãs encarregadas de supervisionar as mesquitas da nação. Citação: 'OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar ! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos Indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria dos Australianos.' . 'A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.' . 'A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espagnol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!' .'A maior parte dos Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.' .'Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco. .'ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA, E O NOSSO ESTILO DE VIDA'. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana, : 'O DIREITO de PARTIR.' 'Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou.' . Nota minha: (Talvez se fizéssemos circular isto entre nós, entre todos os cidadãos do mundo, encontraríamos o meio de falar e espalhar as mesmas verdades. A comissão Bouchard-Taylor deveria inspirar-se nesta declaração antes de qualquer outra.)"


Quando é que os nossos governantes arranjam "TOMATES" para proferirem uma mensagem, desta envergadura, a todo o cidadão estrangeiro a viver legal e ilegalmente em Portugal, a fim de o pôr ao corrente de que quem vem com boas intenções é bem recebido e quem vem com más intenções leva um pontapé no cú e vai de volta às origens. Sem dó nem piedade.



Gringo- Ex-Combatente do Ultramar






terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O NOVO PRESIDENTE DOS EUA - BLACK & WHITE POWER



Fala-se de recessão, cujo epicentro é nos EUA, mas a ostentação do luxo e da vaidade passa por cima. O Barack Obama ( mulato, não é negro como o querem fazer passar) é visto como se fosse um Deus omnipotente e, afinal, não passa de mais uma pessoa que foi nomeada Presidente dos EUA e que vai viver à grande e à francesa. Este evento, feito com pompa e circunstância, onde se gastaram milhões de dólares para um acto que deveria ser simples e humilde, é um insulto ao cidadão comum que labuta diariamente pela sua sobrevivência, contando os tostões todos os dias para ver se dá para a côdea da broa.


Dão-se " show offs " para a fotografia e para o ecrã pequeno, com o Snr. Presidente a pintar as paredes de uma casa para os "SEM ABRIGO". A sua esposa a empacotar comida para dar aos miseráveis. Enfim... uma série de "embustes" que o povo já conhece e sorri com tristeza.


Bailes de gala onde sua Excelência, o Senhor Presidente, só pode estar dez minutos em cada um. Vários banquetes onde o Senhor Presidente só pode comer uma batatinha em cada um, porque o estômago é limitado e assim vai distribuindo a sua presença pelos inúmeros convidados até que a festa de arromba termine de madrugada com alguns convidados já bêbedos a cambalear e depois um descanso de alguns dias para curar a ressaca. Em contrapartida, o povo continua a procurar os restos de comida nos caixotes de lixo, mais morto do que vivo, à espera que Deus o chame para a Eternidade.
Pelos menos os EUA têm agora um Presidente, pela primeira vez, que representa os negros e os brancos - Black & White - pois é filho de negro e de branca sendo, assim, um verdadeiro Afro(pai negro) - Americano ( mãe branca).
Gringo -Ex-Combatente do Ultramar

domingo, 18 de janeiro de 2009

BLACK EMPOWERMENT EM PORTUGAL


Vi, ontem, no noticiário da TVI, uma manifestação em frente à esquadra da polícia de Amadora, realizada por africanos que protestavam por um polícia ter morto a tiro um outro africano que foi apanhado em flagrante delito e empunhava uma pistola pronta a disparar. Sim porque esta manifestação foi apenas por a vítima ser africana, caso contrário não haveria manifestação.


Dizem que a manifestação era pacífica mas acabou por virar violenta e um polícia foi ferido. A polícia enfrentou a situação com calma pois estava em causa uma comunidade africana e não queria ser apelidada de racista, dispersando os manifestantes à bastonada.


Esta manifestação não foi mais que uma demonstração de racismo que o preto tem em relação ao branco. Essa coisa de dizer que o branco é que é racista é um argumento subtil de o preto se manifestar racisticamente contra o branco e que acaba por ser o branco a pagar as favas de racista.


Se esta manifestação fosse de brancos, a viver algures em África, por um polícia negro ter morto um branco sem qualquer justificação - que não foi o caso aqui - meus caros amigos, eles seriam todos encarcerados e se não levassem uns tiritos poder-se-ia dizer que estariam com muita sorte.


Esta manifestação foi apenas o princípio de uma avalanche de outras que se adivinham e se as nossas autoridades não mostrarem firmeza e determinação, poderemos ter aqui uma situação igual à de França, em que o Presidente SARKOZY chamou de "escumalha" e eu chamaria de "LIXO".



Abaixo transcrevo alguns comentários sobre um artigo publicado no EXPRESSO com o título: VIAGEM A CABELEIREIROS DA COVA DA MOURA



"rafeiros
corta bushos, 1 ponto , ontem às 14:52
rufias, bandalhos, veneno social





Guettos em Portugal
makiavel, 1 ponto , ontem às 18:32
Mas que está a ser feito para acabar com isto? Isto não é integração, é exclusão! Isto é deixar uma população que de portuguesa apenas vai trazer o nome, a viver fora do que é realmente Portugal, crescendo em número e género, com leis e sociologia muito próprias. Que escolas frequentam os filhos numerosos (e de nacionalidade portuguesa) destas pessoas? Que empregos procuram ? Enquanto uns tentam com muito esforço, ser aceites e reconhecidos na comunidade, outros estão isolados nesse mundo estranho e pouco conhecido, quase novelesco de guetto social. Quantas pessoas há realmente nesse bairro? Alguém sabe? Estamos a fechar os olhos a um problema que se pode tornar incontrolável e a cometer uma injustiça para os outros que, sendo da mesma origem étnica, há gerações que se esforçam para serem realmente Portugueses




Muito Obrigado,
user175942, 1 ponto , ontem às 17:02
...por nos deixarem entrar no bairro que é território nacional para ver como vivem os parasitas, que, com a ajuda da comunicação social e programas como o da catarina furtado (que tá-se a ver, deve lá ir todas as semanas no seu sobretudo Prada) ficou na "moda"...não é assim que se tiram pessoas da marginalidade!não a dizer que sim é a dizer algumas vezes Não!e estes só fazem denegrir a boa imagem que outros com esforço construíram!




obrigado expresso
jazaro, 1 ponto , ontem às 12:54
por esta reportagem excelente sobre os traficantes e criminosos da cova da moura que afinal até sabem pentear cabelos "



E fico por aqui.


Gringo ex-Combatente do Ultramar

sábado, 10 de janeiro de 2009

HILLBROW QUE MORRESTE TÃO INGLORIAMENTE




Vi, ontem, no canal SIC, uma reportagem sobre a situação caótica sul-africana, nomeadamente HILLBROW-JOHANNESBURG.

Uma das minhas filhas nasceu em HILLBROW e fiquei chocado quando vi o ex-coração de Johannesburg completamente transformado num covil de ladrões, assassinos, traficantes, prostitutas, etc.. Todos os prédios daquela zona e outras, foram barbaramente ocupados por africanos oriundos de vários países nomeadamente Nigéria, Quénia, Zimbabwé, Somália e naturais da terra.

A ocupação selvagem destes prédios resultou na quase destruição completa dos mesmos. Vivem, em média, 30 pessoas numa "2 BEDROOM FLAT" . Todos a cagar e a mijar entupiram o sistema de esgotos e a merda é retirada com baldes directamente das sanitas e lançada dos prédios para o olho da rua. As caixas dos elevadores servem de caixotes de lixo e os elevadores em si já não existem. As escadas são usadas para mijar, cagar e fornicar e os moradores terão que levar uma lanterna para poderem subir a escadas. As lâmpadas de iluminação das escadas não existem e nem a electricidade é paga. Renda muito menos. Ninguém paga renda. Estou-me a lembrar dos proprietários dos prédios que, de repente, ficaram na miséria.



O Apresentador desta reportagem televisiva entrevistou um sul-africano negro sobre a justiça popular que maltrata barbaramente os marginais e em que ele próprio foi protagonista de uma dessas barbaridades e a resposta foi a seguinte: "se não formos nós a fazer justiça com as nossas próprias mãos, a polícia nada faz. Os marginais subornam as autoridades, basta dar-lhes 20 ou 30 randes e lá estão eles cá fora em liberdade para continuarem com as suas matanças e roubalheira ".

Se não pusermos travão na imigração deste tipo, iremos ter esta situação muito em breve. Aliás, já temos exemplos por este Portugal e Europa fora. Só não vê quem não quer ver.

Tive notícias, também, de que uma loja portuguesa que vendia todos os produtos portugueses e outros, situada na Jules Street - Malvern - Johannesburg, foi incendiada por meia dúzia de africanos que a rotularam de empresa estrangeira, portanto "personna non grata".

Ou os europeus dão uma lição aos africanos " enough is enough " ou então esta Europa, um dia destes, virará tão africana como a própria África e, nessa altura, os Europeus terão que se meter num foguetão e ir à procura d'outro planeta para viver.

Gringo- Ex-Combatente do Ultramar

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

ANO NOVO, VIDA NOVA...


Mais um ano vivido menos um ano de vida.Isto é o princípio da contabilidade: "para cada débito tem de haver um crédito".

O Natal e Ano Novo foram passados em casa de uma das filhas e a repetição do evento não falhou. Sempre as mesmas coisas, sempre os desejos de um ano novo cheio de felicidades, paz para o mundo, erradicação da pobreza, etc., etc.. E não passa de desejos. O Mundo está cada vez mais miserável, os ricos são cada vez mais ricos e os pobres continuam a lutar pela sua sobrevivência. As guerras mantêm-se, o terrorismo também, e assim vai este "MUNDO CÃO".

A criminalidade em Portugal vai de vento em popa. As nossas autoridades deixam entrar em Portugal todo o lixo que vem de todos os cantos do mundo em nome dos direitos humanos e da solidariedade. Tem graça que a solidariedade é só para os estrangeiros, porque os portugueses não beneficiam dessa solidariedade.

A nossa polícia prende delinquentes perigosos, muitos procurados pela INTERPOL, e os nossos juízes mandam-nos em liberdade no dia seguinte. Israel entrou no novo ano em guerra com os Palestinianos. Os ricos provocam uma recessão mundial e agora o contribuine é que tem de pagar a factura. Portugal, desde que nasceu, vive em recessão constante portanto, para os portugueses, esta situação é normal. Os portugueses já bateram no fundo da pobreza. A partir daqui só pegando em armas e eliminando a recessão que nos (des)governa é que se poderá melhorar a situação.

Reformam-se Administradores da Caixa Geral de Depósitos por invalidez, com reformas a peso de ouro, e depois vem-se a descobrir que esses mesmos Administradores trabalham noutros bancos com as mesmas funções a ganharem fabulosos salários. São inválidos para trabalhar na CGD mas não são inválidos para trabalhar noutros bancos. Cambada de "son of a beach".

As televisões agora armaram-se em "CLUBES DE BONS SAMARITANOS" e apresentam em " Directo" programas de solidariedade social com Presidentes de Câmaras a testemunhar que vão dar casa, trabalho e/ou RIS e uma creche para os "filhinhos", aos africanos a residir em Portugal e o GOUCHA avisou o Snr. Presidente que estaria lá com uma equipa de televisão para filmar o evento que é para depois mandar para os Presidentes Africanos, sobretudo de língua portuguesa, para que eles vejam que nós tratamos bem os seus irmãos. Os nossos irmãos não os tratamos bem mas os irmãos africanos temos que os tratar bem. É que eles vêm de lá da terrinha deles, deixando as suas machambas que lhes davam o sustento, para a Europa à procura da terra prometida, já que na terra deles, pensando que correndo com os brancos iam ficar ricos, morre-se de fome e porrada. PORTUGAL virou ALBERGUE DE MENDICIDADE E ABRIGO DE DELINQUENTES ESTRANGEIROS.

A PSP defende-se de malfeitores armados e um desses malfeitores leva um tiro nos "cornos" e logo a PJ apreende a arma ao polícia para investigação. O Malfeitor ferido vai para o hospital e os capangas da quadrilha desatam aos tiros à volta do hospital para se vingarem do seu camarada que levou um tiro na caixa dos pirolitos. Se eu lá estivesse era capaz de também dar uns tiritos na caixa dos pirolitos desses capangas.

O engenheireiro "Sócrates" diz que vem aí o " cabo das tormentas " e que está preparado para dobrar o "Cabo da Boa Esperança ", mais uma vez, como fizeram os nossos antepassados. Esqueceu-se de dizer que o " Cabo das Tormentas " é para aqueles que já têm "tormentas" a mais e que ele, os seus capangas e toda a oligarquia que (des)governa este País não serão afectados.

O nosso Presidente da República diz que " AS ILUSÔES PAGAM-SE CARAS" e os portugueses que o digam ! Desde que este Portugal nasceu que o povo vive na ilusão de um amanhã melhor. Tem pago bem caro esta ilusão. Naturalmente que as "ILUSÕES" do nosso Presidente e sua Excelentíssima Família foram sempre bem remuneradas.

Os privilegiados que têm emprego garantido para toda a vida, salários acima da média, mordomias, etc., são os que mais reivindicam. Aqueles que trabalham no duro, com recibo verde, contratos de 3 meses, doze horas por dia de trabalho sem receberem um tostão extra, continuam impávidos e serenos na sua luta pela sobrevivência, a contar todas as quinhentas diariamente, para ver se chega para a côdea da broa do dia seguinte.

E assim vai este mundo cão...

Gringo-Ex-Combatente do Ultramar

domingo, 14 de dezembro de 2008

PERDERAM A VERGONHA HÁ MUITO TEMPO


Os nossos sucessivos governos e sobretudo o presente, na pessoa do "Engenheireiro Sócrates" , não se cansam de se justificar que o desemprego é por falta de formação dos portugueses. Mas, afinal, as empresas têm necessidade de mão d'obra qualificada ou é pura e simplesmente porque os empresários de " meia-tijela " não têm competência para competir com os seus concorrentes estrangeiros ?
Há tanto licenciado por aí a coçar as calças pelos cafés, sem qualquer perspectiva de emprego, exactamente porque não há empresas com capacidade para se inovar e desenvolver, apostando apenas em salários de fome para os seus patrões poderem ter palácios, carros topo da gama, orgias, bacanais e outros que tais...
Deixa-se entrar imigrantes que não sabem uma letra tamanha de um boi e nem sequer um parafuso sabem apertar, para lhes dar depois Rendimento de Inserção Social, SNS gratuito, Escola gratuita, Casa gratuita, e por fim andarem p'rá aí a roubarem e a matarem, etc.. Em nome de quem e de quê ?
Há por aí tanto "trolha" desempregado e será que é por não ter uma licenciatura que não consegue arranjar um emprego ? Ou para "trolha" também já é necessário uma licenciatura de "Trulhice" para poder carregar com tijolos à cabeça, etc. ?
Se fossem todos comer onde comem as galinhas talvez fosse melhor. Esta praga de cleptomaníacos que nos governa um dia destes vai enfrentar uma revolta social que será bem pior que a da GRÉCIA. Ou então convidamos o povo tailandês para vir cá resolver o problema.
Gringo - Ex-combatente do Ultramar

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

AS ARMAS DO CRIME


REPORTAGEM DA JORNALISTA MAFALDA GAMEIRO NA RTP1 NO DIA 03/12/08 ÀS 21H00

Não fiquei surpreendido com esta reportagem que não traz nada de novo aos olhos do espectador. Foi apenas a reconfirmação de que a imigração selvagem a que este Portugal chegou, virou naquilo que toda a gente já sabia: criminalidade violenta.

O entrevistado, todo tapado para não lhe verem a cara e a cor, embora se suspeite a sua origem, entre outras declarações, disse algumas que passo a transcrever:

" A origem da criminalidade violenta ou não, é devida ao facto de as autoridades não darem apoio aos imigrantes e portanto têm de roubar para sobreviver. Se as autoridades me desse os documentos para poder trabalhar, não precisava de roubar";

"Os polícias corruptos fornecem-me as armas que são apreendidas porque parte delas não são entregues ao comando e são forçados a fazer isso porque também ganham pouco.As próprias armas dos polícias, às vezes também são vendidas e depois participam ao comando que as perderam. Os criminosos estão mais bem armados que a polícia, etc.,etc.";


O entrevistado é declaradamente um ilegal neste País. Como este há milhares deles que se pavoneiam por este Portugal fora, confiantes,porque sabem que ninguém os incomoda. E quando são, de quando em vez, detectados, a nossa polícia "SEF" dá-lhes um bilhetinho a dizer que têm de se ir embora para o seu país de origem e deixam-nos em liberdade, convictos de que o bilhetinho é suficientemente autoritário para que façam as malinhas e regressem às suas origens.

Não tenho quaisquer dúvidas que a onda de criminalidade violenta e não só, é fruto das políticas dos sucessivos governos após o famigerado 25 de Abril de 1974, que pseudo-democratizou o País por um lado e desgraçou milhares de portugueses que viviam nas ex-colónias por outro, que até mandou navios à Guiné-Bissau para trazer para Portugal guineenses que estavam a sofrer uma guerra civil ou seja entre eles próprios. Em princípio seria uma situação temporária, pois mal terminasse o conflicto voltavam às suas origens. Ainda me lembro de ver na televisão uma "MAMANA" a dizer que não queria voltar para a Guiné-Bissau porque aqui é que " tinha os comida, os bebida, os remédio e os casa que governo deu ". Este acto de bom samaritano terminou com todos os guineenses a ficarem por cá, sabe Deus em que condições, pois os mesmos não tinham quaisquer habilitações literárias/profissionais para sobreviverem pelos seus próprios meios. Ah... Já me esquecia do Rendimento de Inserção Social, Casa de borla, SNS de borla, Educação de borla. Pois...A senhora da Guiné-Bissau tinha razão: aqui não precisava de trabalhar para viver bem. O problema é que os portugueses que necessitam de apoio do Estado não o têm.

Enquanto a política dos nossos governos não mudar radicalmente no sentido de pôr na ordem esta situação perigosa, que não sabemos calcular as consequências nefastas para os nossos vindouros, continuaremos a ter criminalidade de todas as espécies ao ponto de nos tornarmos num País Sul-Americano, como por exemplo o BRASIL.

Gringo-Ex-Combatente do Ultramar

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ENTREVISTA A UM INSPECTOR DO CASO "CASA PIA"



Vi, ontem, na TVI, uma entrevista a um inspector do caso CASA PIA onde, para além da história que ele contou, a TVI fez passar algumas imagens de certas personagens envolvidas neste escândalo vergonhoso, em que os TUBARÕES foram todos ilibados, com tantas provas irrefutáveis nos processos.

Vivemos num país de corruptos,ladrões,vigaristas e assassinos. O 25 de Abril não trouxe nada de novo. Por mais que se tente mudar as moscas, a merda será sempre a mesma. Toda a máquina do estado e não só (ex-governantes,grupos económicos, banqueiros, médicos, advogados, etc.) está protegida pelo sistema. Fazem parte da mesma família. Estes senhores são intocáveis e omnipotentes. Fazem o que lhes apetece e lhes vai na alma e nada sofrem. Ficam-se a rir da impunidade de que usufruem . Entretanto o desgraçado do zé-povo, vai preso por roubar uma galinha e meia dúzia de ovos...

Banqueiros, Políticos, Presidentes de Câmaras e outros que tais, quando não se podem livrar da prisão por ser demasiado arriscado a justiça não os prender e poder haver um revolta popular nacional, têm uma prisão VIP ou seja: uma suite ao nível de um hotel 5 estrelas. Até nisto esta oligarquia não hesita. Os filhos têm que ser bem tratados, independentemente daquilo que fizeram. E, de resto, a prisão VIP é só para inglês ver, porque com o tempo, deixando as coisas arrefecerem, vêm todos em liberdade e ainda por cima são indemnizados pelo Estado(contribuinte-zé-pagode) por "erro grosseiro" do juíz.

Cambada de " Sun of a beach..."

Gringo-Ex-Combatente do Ultramar

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A MISÉRIA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


Fiquei muito contente quando, finalmente, consegui ter um médico de família, neste caso uma médica que está no princípio da sua carreira. Mas para receitar medicamentos qualquer um serve.

Já tenho esta médica há mais de 2 anos, salvo erro, e depois de várias consultas de rotina, ao fim de 1 ano queixei-me de dor de ouvidos e perda de audição que já se arrasta há longos anos e solicitei-lhe um "OTORRINO" e, pensava eu que ela me ia dar um p1 para eu depois marcar consulta, como se faz com outros exames nomeadamente ecografias, análises sanguíneas, etc..

Para meu espanto, a médica disse-me que não era assim, por outras palavras: tinha que ir para a " bicha ". Peço desculpa de usar este termo "Bicha" que agora, com o significado que esta palavra tem em brasileiro, as pessoas ficam um bocado embaraçadas. Mas aqui o termo "BICHA" significa " FILA".

Pensava eu que a "bicha" não seria assim muito comprida e talvez dentro de 15 dias teria o famigerado "OTORRINO". Já lá vão 6 meses e continuo à espera que chegue a minha vez. Possivelmente deve ser uma " BICHA " enorme. Pudera, todos os dias descobrimos " Bichas " novas e depois acontece isto: um engarrafamento.

Os funcionários públicos lutaram, e tudo indica que venceram, pelo seu direito a uma assistência médica condigna que sempre tiveram e agora o " Sócrates" os queria pôr ao nível dos privados. Eu dou-lhes razão. Este tipo de assistência médica que o sector privado tem,não interessa nem aos "cães", pelos quais tenho muito respeito e carinho.

Infelizmente o sector privado, que é o sector que sustenta o sector público, praticamente não tem o mínimo dos mínimos de regalias sociais. É carne para canhão. E o mais caricato é que este sector privado vai-se acobardando e não se manifesta nas ruas perante semelhante injustiça.

As corporações nomeadamente a Ordem dos Médicos, Ordem dos Advogados, etc. são autênticas organizações mafiosas que protegem os interesses instalados dos seus membros. São elas que ditam as regras da sua profissão e que venha um governo armado em " chico esperto" mexer-lhes nestes interesses que levam logo para trás.O problema é que os governos e os seus lacaios também fazem parte destas Ordens e portanto fazem questão de não mexer nos seus próprios interesses, pois quando o tacho da governação acabar, têm que regressar à sua profissão. É claro que aqui também há um jogo escuro ou seja: os grandes lobbies são protegidos pelos governos e criam leis para os beneficiar para que, quando saírem do "TACHO" do governo arranjarem outro "TACHO". São "TACHOS" atrás de "TACHOS". E quando chegar a hora da reforma levam três a quatro reformas, todas elas de 5 a 6 mil euros mensais cada uma. 90% do trabalhador português ganha o salário mínimo nacional que é mais ou menos 424,00 euros mensais. Vejam o fosso entre a classe nobre ( cleptomaníaca) e a plebe.

É por estas barbaridades de mordomias do funcionalismo público que o "Défice" virou um cancro no desenvolvimento económico e social deste cantinho à beira-mar plantado. E se o "défice" baixou com o PS, foi apenas porque aumentaram os impostos ao desgraçado do trabalhador que todos os dias tem de apertar o cinto para poder sobreviver. As mordomias dos funcionários públicos nunca foram afectadas para contribuir para a redução do " Défice". É que o "Défice" foi reduzido à custa do aumento dos impostos e não à custa da redução dos gastos astronómicos do estado.

Resumindo e concluindo: o nosso serviço nacional de saúde é para " carne para canhão", neste caso o sector privado, pois para além de longas esperas para ser atendido por um especialista, quando chega a sua vez, esse mesmo especialista não examina o paciente do SNS como examina um paciente particular que paga do bom. Em cinco minutos despacha a "carne para canhão" e sai do consultório ainda mais revoltado do que entrou. E depois queixam-se( médicos,enfermeiros e seus ajudantes)que já foram agredidos por alguns pacientes. Há situações que de facto fazem perder a paciência ao mais pacato paciente...

Queria aqui também falar em estomatologia que, pelos vistos, não faz parte dos cuidados do SNS. Os portugueses, a maioria, quando se riem dá dó ver o estado em que as suas dentaduras se encontram. Pudera...O SNS não dá cobertura a esta parte importante da saúde pública e o desgraçado do cidadão não tem dinheiro para tratar dos dentes porque os dentistas cobram-se bem. Os brasileiros " dentistas" vieram para Portugal e começaram a baixar os preços mas foram logo combatidos pela Ordem dos Médicos porque estavam a estragar o negócio dos seus membros. É por isso que muitos estrangeiros dizem que os "portugueses" cheiram mal, sobretudo quando abrem a boca.Deitam um hálito fedorento que até dá vómitos. Eu defendo sempre a minha nacionalidade argumentando que, infelizmente, o nosso SNS não dá cobertura a esta parte do corpo e os portugueses não ganham o suficiente para tratarem das suas bocas.

Vou terminar para não aborrecer os meus eventuais leitores. Creio ter passado a mensagem. Mas também não é novidade nenhuma para ninguém, aquilo que aqui escrevo.

Gringo-Ex-combatente do Ultramar

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A GUERRA DOS PROFESSORES


Eu sei muito bem que os professores foi sempre uma classe privilegiada e o governo está a mexer com interesses instalados desde o tempo de Salazar.

Esta coisa de progressão automática está enraizada na mente do funcionalismo e todos os partidos deveriam ser uníssonos nesta matéria, mas não o são porque o objectivo de todos os partidos é o poder para mamarem. Não é para dar uma melhoria de vida ao povo, não!! Tira o cavalinho da chuva.

O PSD e todos os outros partidos estão claramente do lado dos professores porque, como disse, querem apenas caçar votos ( votei sempre no PSD, mas estou cansado) e não olham a meios para atingir os fins.

O problema que aqui se põe é que quando entra para o governo outro partido, desfaz tudo o que o anterior fez e volta tudo à estaca zero. E é por isso mesmo que este país não sai da cepa torta. Os partidos estão apenas interessados em viver à grande e à francesa com carros blindados, tapetes encarnados, banquetes, guarda-costas, palácios, contas bancárias recheadas,etc. O povo é que se f...

Estou do lado do Sócrates e da Ministra da Educação que, só não vê quem apenas tem objectivos obscuros, estão a ser vítimas de uma cabala que até já envolve alunos a atirar ovos aos governantes, uma atitude repugante e que deveria ser punida, só para agradar aos professores que depois lhes darão uma boa nota nas aulas.

Em relação à manifestação dos alunos, é de facto lamentável o estado a que a democracia chegou. Chamam democracia a uma autêntica anarquia selvagem que vai afundar este país ainda mais do que aquilo que ele já está. O que é que aquelas crianças percebem de estatuto do aluno ou de avaliação dos professores, se os próprios adultos fazem uma confusão terrível ? Há aqui um grande jogo de interesses e que alguém anda a tentar tapar os olhos a alguém. Há que pôr as cartas na mesa para que toda a gente possa ver o que é que se passa. Alguém poderá ter escondido o "às de trunfo". Uma coisa é certa: tem de haver disciplina, que é o que falta nas escolas, porque sem ela não vamos a lado nenhum.

É tanta a confusão que acabamos por não saber quem é que tem razão. Se é verdade que os professores são avaliados pelas notas que dão aos alunos, então, meus amigos, devo dizer-lhes que isto é um escândalo. Todos os alunos passariam ou passarão a ter boas notas. Será que a Ministra quer copiar as escolas privadas ?

A bem da nação, peço ao Senhor Presidente da República, que assim o é e assim se chama porque foi o povo que lhe deu o título e o cargo, para desvendar este imbróglio que está a pôr o povo nervoso e já não sabe em quem acreditar. É claro que em políticos, já há muito que o povo não acredita.

Gringo Ex-Combatente do Ultramar

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

HÁ LODO NO CAIS - De Miguel Sousa Tavares


Comentário extraído de um artigo de opinião do grande jornalista Miguel Sousa Tavares, no Jornal " Expresso" on line em 13/11/2008.


"Todos sabemos que essa nação à qual chamamos Portugal desde sempre brilhou através da luz do sol mas nunca através da imparcialidade e honestidade dos seus cidadãos.

Somos um povo complexo introduzidos nesta vasta europa mas com um comportamento mais propício ao terceiro-mundo.

Governados por luzes divinas que se empenham ao máximo a formalizar a consciência do povo, para que este viva feliz, mas sobretudo apagado, benzido por uma santa democracia!!!

Enquanto isso... Bancários, empresários, advogados e outros... vivem à volta da confraria da vigarice congratulando-se sem escrúpulos, ligados a negócios e compadrios governamentais que revoltam e enojam qualquer uma pessoa dotada de entendimento, respeito e dignidade humana.

Enquanto isso... Tantas e tantas pessoas a trabalhar com ordenados míseros face a custos da vida indecentes. Tantos e tantos desempregados, abrindo as portas a outros que chegam, e a luz que os serve para guiar (o governo) de nada serve, porque no nosso profundo Portugal esses palhaços políticos sempre foram lanternas apagadas!!!

Misturam-se: vigarice, indecência, estupidez e cobardia no seio do nosso complexo povo, povo que passa o tempo constantemente a constatar os escandalosos abusos de pessoas sem fé nem lei que desviam dinheiro sem escrúpulos e cuja justiça vive estranhamente cega sem que o governo lhe forneça óculos adequados!!!

Ontem o BCP, hoje o BPN e amanhã, sem dúvida alguma, surgirão outros... O contribuinte continuará a pagar o preço forte duma democracia e ao zé-eleitor não faltam meios para esquecer as traições, basta olhar para os sumptuosos programas das nossas televisões e ir passear para os nossos requintados supermercados, passear, porque para comprar ainda é preciso ser paciente!!! O Sócrates está a resolver a crise, o Paulo Portas está empenhado através da sua honestidade a acordar os seus compatriotas, a Ferreira Leite vai compondo o seu penteado (porque para o resto já nada mais há a fazer!!!) e o Santana Lopes prepara-se em "menino-guerreiro" para novamente salvar Lisboa, enquanto que a melodia do cavaquinho vai acalmando os nervos das massas, algures no Vaticano alguém reza por este povo abusado e explorado sempre exposto à gratidão das elites que o governa!!!"

Gringo-Ex-combatente do Ultramar