Ontem vi um documentário na televisão que, mais uma vez, me fez arrepiar. Mostrou o estado miserável em que os moradores de Loures deixaram os apartamentos e até me fez lembrar a cena que vi em Moçambique e Angola, que foi semelhante aquela que vi aqui na televisão. Os prédios completamente todos vandalizados, esventrados pelas mãos selvagens de quem lá mora e morou. É exactamente como em Moçambique e Angola. Só lhes falta guardar nos apartamentos cabritos e cabras; tapar a banheira com terra para plantar mandioca; arrancar as portas interiores e os tacos para usarem como combustível para cozinhar a paparoca. Só lhes falta também aqueles grandes pilões para amassar o milho que ao bater rebenta com todas as estruturas do prédido,etc.
Vi a entrevista que fizeram a um africano que se queixou de que está em Portugal há 11 anos ilegal porque as autoridades não lhe dão residência e não pode trabalhar por isso. A jornalista perguntou-lhe como é que ele conseguia sobreviver se não podia trabalhar e ele respondeu-lhe que se vai desenrascando. Está-se mesmo a ver o que se passa. É mais um ladrão que as autoridades portuguesas criaram pois que, não lhe dando a residência e não o deixando trabalhar, forçosamente tem que roubar. O que eu não compreendo é como é possível um imigrante ilegal estar a viver em Portugal há 11 anos com o conhecimento das autoridades que não lhe dão a residência por um lado, mas por outro deixam-no andar por aí... a roubar, claro...
Mas será que temos autoridades em Portugal ? Como é possível deixar um imigrante ilegal a viver em Portugal há 11 anos ? Por que é que não se recambia este imigrante ilegal ? Mas como este há muito mais.
Também vi outra entrevista a um africano que já nasceu em Portugal que se queixou de que só arranja emprego para a construção civil mas isso não é para ele. Os antepassados dele, que vieram antes é que iam todos para a construção civil mas ele já nasceu cá e tem um curso de pintor de automóveis e portanto só aceita emprego para a profissão dele. Essa coisa de ir trabalhar para as obras já não é para africanos. ´
É como diz o Paulo Portas.Temos dois Portugais: um Portugal dos portugueses que trabalham e pagam os seus impostos; e um Portugal de estrangeiros que recebem rendimento mínimo, casa de borla, assistência médica de borla, escola de borla, etc, e dedicam-se aos negócios escuros.
Este país está a saque. Deixa-me ir p´rá ilha...
Gringo- ex-combatente do ultramar
Passam os anos e Portugal fenece, cada vez mais, por via da acção de uma elite política corrupta, interesseira, “tachista”, oportunista e claramente criminosa, que vive num pântano de impunidades, cumplicidades, traições e intrigas.De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos biltres, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto "
Translate
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A OPINIÃO DE UMA AFRICANA EM RELAÇÃO AOS AFRICANOS
Em relação aos africanos em Portugal, abaixo transcrevo a opinião de uma africana genuina que vive em Portugal, sem comentários:
"Não só se acomodam com as esmolas cm querem viver tal e qual ao dono da terra sem trabalharem e cm se não bastasse, ainda aumentam os indicies de criminalidade, qd estamos dados cm sendo dos países mais pacíficos e tolerantes do mundo. E quem vai enforcar esses dirigentes africanos? O q esta gente se esquece é q qualquer independência tem os seus custos, Portugal tb perdeu mt homem para conquistar o país e mais tarde para se livrar de Esapabha. Olha o Zimbabwe, grd produtor de tabaco em tempos idos, vivia-se bastante bem, mas nenhum vizinho levanta o dedo contra o Mugabe, pq ele facilitou a logística às bases do ANC e tb da Frelimo!!! Protegem-no em nome de um passado mas não em nome de erros recentes imperdoáveis q ele cometeu e comete, aliás, Moçambique foi quem mais o ajudou, destruiu o campo de campismo da Miramar q dava tanta receita na época do turismo sul-africano, para fazer daquilo um camping de exilados pq o Jan Smith não lhes perdoava,..., aquilo devia ter sido ganho pelo Abel Muzorewa, mas não era comuna. Apesar de a mh mãe ser negra e o meu pai português, não tenho problema nenhum em dizer q poucos são os negros q vêm para cá para estudar… vê qts aproveitaram as novas oportunidades, assaltar e roubar carros para enviar para Angola é mais rentável, cometer crimes económicos cm os brasucas fazem tb é mais rentável, eles não gostam desta terra nem da Europa, não a sentem deles, só vêm mesmo para chular e nada mais, ao fugir para cá concerteza q estão a perseguir e no encalço do escravizador (cm dizem q Portugal e outros o foram), primeiro chutam-nos de lá e dps vêem atrás deles!!! Eu é q estou farta de descontar impostos para dar a gajos mt mais ricos q nós q tiveram td de mão beijada e simplesmente destruíram… aquele prédio em Angola, é normal q aquilo aconteça? 33 anos sem manutenção e ainda por cima a aumentar andares sem nenhum projecto arquitectónico, cortar os pilares do prédio para rentabilizar mais o espaço? E burros são os portugueses??? É desesperante, mas eu estou farta das coisas q os negros sem horizontes fazem por cá e pelo resto da Europa. Os USA é q os punham no devido lugar!!! Ou alinhas ou cadeira eléctrica. Eu sei q nem tds são maus, mas eles não sabem nem entendem o q é q democracia, os seus dirigentes até pensam “Tecnologia… mt bem vinda!!! Democracia… q se fique lá pelos mares e não se encoste nas nossas praias”
Vou prepara-me para sair
Bjs "
Esta africana é uma fina flor da humanidade. Não tem papas na língua e, se fossem todos como esta, não teríamos os problemas que estamos a enfrentar por estupidez e ignorância dos nossos sucessivos governos.
Gringo-Ex-COmbatente do Ultramar
"Não só se acomodam com as esmolas cm querem viver tal e qual ao dono da terra sem trabalharem e cm se não bastasse, ainda aumentam os indicies de criminalidade, qd estamos dados cm sendo dos países mais pacíficos e tolerantes do mundo. E quem vai enforcar esses dirigentes africanos? O q esta gente se esquece é q qualquer independência tem os seus custos, Portugal tb perdeu mt homem para conquistar o país e mais tarde para se livrar de Esapabha. Olha o Zimbabwe, grd produtor de tabaco em tempos idos, vivia-se bastante bem, mas nenhum vizinho levanta o dedo contra o Mugabe, pq ele facilitou a logística às bases do ANC e tb da Frelimo!!! Protegem-no em nome de um passado mas não em nome de erros recentes imperdoáveis q ele cometeu e comete, aliás, Moçambique foi quem mais o ajudou, destruiu o campo de campismo da Miramar q dava tanta receita na época do turismo sul-africano, para fazer daquilo um camping de exilados pq o Jan Smith não lhes perdoava,..., aquilo devia ter sido ganho pelo Abel Muzorewa, mas não era comuna. Apesar de a mh mãe ser negra e o meu pai português, não tenho problema nenhum em dizer q poucos são os negros q vêm para cá para estudar… vê qts aproveitaram as novas oportunidades, assaltar e roubar carros para enviar para Angola é mais rentável, cometer crimes económicos cm os brasucas fazem tb é mais rentável, eles não gostam desta terra nem da Europa, não a sentem deles, só vêm mesmo para chular e nada mais, ao fugir para cá concerteza q estão a perseguir e no encalço do escravizador (cm dizem q Portugal e outros o foram), primeiro chutam-nos de lá e dps vêem atrás deles!!! Eu é q estou farta de descontar impostos para dar a gajos mt mais ricos q nós q tiveram td de mão beijada e simplesmente destruíram… aquele prédio em Angola, é normal q aquilo aconteça? 33 anos sem manutenção e ainda por cima a aumentar andares sem nenhum projecto arquitectónico, cortar os pilares do prédio para rentabilizar mais o espaço? E burros são os portugueses??? É desesperante, mas eu estou farta das coisas q os negros sem horizontes fazem por cá e pelo resto da Europa. Os USA é q os punham no devido lugar!!! Ou alinhas ou cadeira eléctrica. Eu sei q nem tds são maus, mas eles não sabem nem entendem o q é q democracia, os seus dirigentes até pensam “Tecnologia… mt bem vinda!!! Democracia… q se fique lá pelos mares e não se encoste nas nossas praias”
Vou prepara-me para sair
Bjs "
Esta africana é uma fina flor da humanidade. Não tem papas na língua e, se fossem todos como esta, não teríamos os problemas que estamos a enfrentar por estupidez e ignorância dos nossos sucessivos governos.
Gringo-Ex-COmbatente do Ultramar
sábado, 12 de julho de 2008
PORTUGAL VIROU FAR WEST - TIROTEIO EM LOURES
Todo o mundo ficou chocado com as imagens que a SIC transmitiu no seu noticiário das 20h00 do dia 11 do Julho de 2008.
As políticas de imigração dos sucessivos governos após 25 de Abril de 1974 foram tão desastrosas que agora vê-se o resultado. Tenho vindo a alertar toda a gente para o perigo desta política de imigração mas, pelos vistos, ninguém se incomodou ou incomoda.
Os nossos filhos e netos vão sofrer na carne e nos ossos esta miserável política que, em nome dos direitos humanos acaba por desumanizar os naturais cá da terra. Se os imigrantes clandestinos não fossem recebidos de mãos abertas e lhes dessem comida, dormida, assistência médica, etc., eles não se meteriam em canoas e barquinhos à vela com crianças à mistura para dar mais ênfase ao drama.
O nosso Portugal não tem dinheiro para apoiar os 2 milhões de portugueses ( genuinos) que vivem abaixo do limiar da pobreza mas endivida-se para dar apoio a uma imigração de iletrados que nem um parafuso sabem apertar. O nosso governo está sempre com o slogan da " FORMAÇÃO " dos portugueses que é necessária e urgente para assim se poder ser competitivos e se poder arranjar emprego. E eu gostaria de perguntar: então se temos o problema da formação dos portugueses, por que é que deixamos entrar imigrantes iletrados e que nem sequer um parafuso sabem apertar?
É claro que já todos os portugueses sabem. É que Portugal virou um ALBERGUE DE MENDICIDADE para estrangeiros e os naturais cá da terra que se f...
Daqui a 100 anos vamos ter um grave problema de genuinidade dos portugueses com sangue do Viriato. As eleições dos governantes vão estar postas em causa em virtude da perda de genuinidade dos portugueses. Nos EUA, se o Presidente for um Mexicano, um Africano, um Asiático, etc., têm todo o direito a essa aspiração e digo isso porque América é dos Peles Vermelhas ( Índios), portanto se os naturais não governam o seu próprio país então todos aqueles que não são genuinamente naturais têm o direito a ser Presidente.
Este Portugal é dos Portugueses, contràriamente à situação de todo o Continente Americano. Aliás os americanos ajudaram os chamados movimentos africanos de libertação para correrem com os brancos que supostamente colonizavam a África. Eu gostaria de perguntar aos entendidos: então por que é que os europeus não apoiaram os movimentos de libertação dos peles vermelhas ( índios ) para correrem com os colonos ? O princípio é o mesmo, não é verdade ?
Enquanto que na América os colonos dizimaram os índios, na África os colonos contribuiram para que os Africanos se multiplicassem como as formigas.
Ou resolvemos este problema de uma vez por todas, recambiando todos os marginais, ou então vamos passar a usar os coldres e viramos todos cowboys.
Este problema não se resolve com mais polícia na rua nem com palavrinhas mansas.
Gringo - ex- combatente do ultramar
As políticas de imigração dos sucessivos governos após 25 de Abril de 1974 foram tão desastrosas que agora vê-se o resultado. Tenho vindo a alertar toda a gente para o perigo desta política de imigração mas, pelos vistos, ninguém se incomodou ou incomoda.
Os nossos filhos e netos vão sofrer na carne e nos ossos esta miserável política que, em nome dos direitos humanos acaba por desumanizar os naturais cá da terra. Se os imigrantes clandestinos não fossem recebidos de mãos abertas e lhes dessem comida, dormida, assistência médica, etc., eles não se meteriam em canoas e barquinhos à vela com crianças à mistura para dar mais ênfase ao drama.
O nosso Portugal não tem dinheiro para apoiar os 2 milhões de portugueses ( genuinos) que vivem abaixo do limiar da pobreza mas endivida-se para dar apoio a uma imigração de iletrados que nem um parafuso sabem apertar. O nosso governo está sempre com o slogan da " FORMAÇÃO " dos portugueses que é necessária e urgente para assim se poder ser competitivos e se poder arranjar emprego. E eu gostaria de perguntar: então se temos o problema da formação dos portugueses, por que é que deixamos entrar imigrantes iletrados e que nem sequer um parafuso sabem apertar?
É claro que já todos os portugueses sabem. É que Portugal virou um ALBERGUE DE MENDICIDADE para estrangeiros e os naturais cá da terra que se f...
Daqui a 100 anos vamos ter um grave problema de genuinidade dos portugueses com sangue do Viriato. As eleições dos governantes vão estar postas em causa em virtude da perda de genuinidade dos portugueses. Nos EUA, se o Presidente for um Mexicano, um Africano, um Asiático, etc., têm todo o direito a essa aspiração e digo isso porque América é dos Peles Vermelhas ( Índios), portanto se os naturais não governam o seu próprio país então todos aqueles que não são genuinamente naturais têm o direito a ser Presidente.
Este Portugal é dos Portugueses, contràriamente à situação de todo o Continente Americano. Aliás os americanos ajudaram os chamados movimentos africanos de libertação para correrem com os brancos que supostamente colonizavam a África. Eu gostaria de perguntar aos entendidos: então por que é que os europeus não apoiaram os movimentos de libertação dos peles vermelhas ( índios ) para correrem com os colonos ? O princípio é o mesmo, não é verdade ?
Enquanto que na América os colonos dizimaram os índios, na África os colonos contribuiram para que os Africanos se multiplicassem como as formigas.
Ou resolvemos este problema de uma vez por todas, recambiando todos os marginais, ou então vamos passar a usar os coldres e viramos todos cowboys.
Este problema não se resolve com mais polícia na rua nem com palavrinhas mansas.
Gringo - ex- combatente do ultramar
quinta-feira, 29 de maio de 2008
FORÇA PORTUGAL...
Força Portugal. Vamos embora, carago ! Força Portugal para o desenvolvimento económico e social, carago !!
Peço desculpa, enganei-me na cassete. Força Portugal ! Vamos todos endividar-nos para irmos à Suiça dar força a Portugal para que meia dúzia de " chicos espertos" viva à grande e à francesa, carago !
Força Portugal! Não esquecer os autógrafos dos "Jogadores de Matraquilhos" carago. E também o " Collar " carago ! É que ele é o nosso irmão brasileiro, carago !
Força Portugal ! Não esquecer, também, de levar o dinheiro todo para a Suiça para o pessoal se embebedar, carago ! Os filhos e as mulheres que comam " machimba" carago, que é muito boa.
Ah grande Portugal, que nesta matéria de " matraquilhos e " binho", estamos à frente dos 27 da Europa, carago.
Os portugueses estão super endividados, carago. Enquanto houver " matraquilhos" e " binho" meu, não há nada que meta medo, carago.
Os portugueses passam fome mas enquanto houver " matraquilhos e "binho" meu, a fome é uma coisa secundária.
Os portugueses não têm trabalho mas têm muitos " matraquilhos ". Há sempre taças a disputar para manter a malta ocupada. Não há tempo para trabalhar, carago.
Terminou a cassete.
Agora vou falar eu:
Os políticos e governantes sabem muito bem que, enquanto houver futebol e vinho, os portugueses não provocam distúrbios. O fosso entre ricos e pobres é cada vez maior. As classes médias estão a desaparecer. A pobreza aumenta assustadoramente. As mordomias, as reformas douradas, os privilégios da classe política e toda a máquina do estado são assegurados pelo aumento dos impostos. Os governantes nunca tocam na despesa pública, porque isso iria afectar todos os mamões da máquina do estado. Resolvem o problema do défice, aumentando substancialmente os impostos e quem os paga são os miseráveis dos pobres, porque os ricos têm mecanismos de fugir ao FISCO. Aliás, os ricos são protegidos pelo Fisco.
No 25 de Abril de 1974 mudaram as moscas mas a merda ficou e até já entrou em estado de putrefacção. Não há nada a fazer. Só uma revolução, não de cravos, a cortar as cabeças das moscas e limpando a merda é que se poderá recomeçar da estaca ZERO.
Alternativamente, este Portugal poderia ser parte integrante de uma República da Península Ibérica e aí sim: estes cleptomaníacos do governo iriam todos cavar batatas, porque a única coisa que sabem fazer é roubar.
Gringo - Ex-combatente do Ultramar
Peço desculpa, enganei-me na cassete. Força Portugal ! Vamos todos endividar-nos para irmos à Suiça dar força a Portugal para que meia dúzia de " chicos espertos" viva à grande e à francesa, carago !
Força Portugal! Não esquecer os autógrafos dos "Jogadores de Matraquilhos" carago. E também o " Collar " carago ! É que ele é o nosso irmão brasileiro, carago !
Força Portugal ! Não esquecer, também, de levar o dinheiro todo para a Suiça para o pessoal se embebedar, carago ! Os filhos e as mulheres que comam " machimba" carago, que é muito boa.
Ah grande Portugal, que nesta matéria de " matraquilhos e " binho", estamos à frente dos 27 da Europa, carago.
Os portugueses estão super endividados, carago. Enquanto houver " matraquilhos" e " binho" meu, não há nada que meta medo, carago.
Os portugueses passam fome mas enquanto houver " matraquilhos e "binho" meu, a fome é uma coisa secundária.
Os portugueses não têm trabalho mas têm muitos " matraquilhos ". Há sempre taças a disputar para manter a malta ocupada. Não há tempo para trabalhar, carago.
Terminou a cassete.
Agora vou falar eu:
Os políticos e governantes sabem muito bem que, enquanto houver futebol e vinho, os portugueses não provocam distúrbios. O fosso entre ricos e pobres é cada vez maior. As classes médias estão a desaparecer. A pobreza aumenta assustadoramente. As mordomias, as reformas douradas, os privilégios da classe política e toda a máquina do estado são assegurados pelo aumento dos impostos. Os governantes nunca tocam na despesa pública, porque isso iria afectar todos os mamões da máquina do estado. Resolvem o problema do défice, aumentando substancialmente os impostos e quem os paga são os miseráveis dos pobres, porque os ricos têm mecanismos de fugir ao FISCO. Aliás, os ricos são protegidos pelo Fisco.
No 25 de Abril de 1974 mudaram as moscas mas a merda ficou e até já entrou em estado de putrefacção. Não há nada a fazer. Só uma revolução, não de cravos, a cortar as cabeças das moscas e limpando a merda é que se poderá recomeçar da estaca ZERO.
Alternativamente, este Portugal poderia ser parte integrante de uma República da Península Ibérica e aí sim: estes cleptomaníacos do governo iriam todos cavar batatas, porque a única coisa que sabem fazer é roubar.
Gringo - Ex-combatente do Ultramar
segunda-feira, 12 de maio de 2008
A (IN) JUSTIÇA PORTUGUESA
Era uma vez um trabalhador que investiu as suas poupanças, ao longo de quarenta anos de trabalho, num estabelecimento comercial e duas lojas comerciais para arrendar.
O estabelecimento comercial era para a sua parceira gerir e as duas lojas eram para arrendar, e as duas coisas, em princípio, iriam gerar rendimento para o casal sobreviver.
Quis a ironia do destino que esse investimento desse para o torto. A parceira, que pensava que as funções dela eram abrir a porta do estabelecimento de manhã para os empregados entrarem e vir fechar a porta à noite levando a receita do dia para casa, apercebeu-se de que, afinal, tinha que se levantar cedo, trabalhar no estabelecimento das tantas às tantas, de segunda a sábado. Ao fim de meia dúzia de meses entendeu que em África passava-se fome mas sempre não se fazia nada. E entre a fome e o não fazer nada, optou por voltar para a terra dela porque era melhor não fazer nada.
O dito empresário ficou com a batata quente na boca porque a actividade desse estabelecimento não correspondia à sua vocação. O estabelecimento foi comprado para a sua companheira que tinha sido Gerente de um Hotel. As lojas comerciais que comprou para arrendar, não houve problema nenhum. Qualquer pessoa sabe como arrendar uma casa ou uma loja, pensava o empresário. Até as lojas deram para o torto. Os inquilinos pagaram as rendas durante uns meses e depois fecharam a torneira, alegando que a situação económica do país era caótica e que portanto não tinham dinheiro para pagar as rendas, mas queriam continuar a usufruir as lojas. E esta, heim ? Os " TUGAS " são cá uns " chicos espertos " do cuaraitas...
Ora bem, o empresário teve que ceder à exploração o estabelecimento comercial, apressadamente, e celebrou um contrato com uns " chicos espertos" que ao longo do tempo da duração do contrato, que foi cancelado, foram pagando tarde, a más horas e com cara de carneiro mau morto. Também se apercebeu de que algum equipamento do estabelecimento tinha sido desviado para fins particulares. Mas foi restituido.
Quando o empresário cancelou o contrato por incumprimento do mesmo, os cessionários prontificaram-se a entregar o estabelecimento, pelo que se procedeu ao inventário do equipamento e mercadoria existente naquela data. Feito o inventário no dia 12/03/06, o empresário exige um encontro de contas aos cessionários nomeadamente o pagamento da renda de exploração desse mês, electricidade e água que já não pagavam há mais de 4 meses, mais Tv cabo e outras despesas que já não pagavam há mais de 9 meses.
A resposta dos cessionários foi de que não tinham nada que fazer um encontro de contas e que só entregavam o estabelecimento comercial quando lhes fosse pago o valor da mercadoria. O empresário, perante semelhante atitude, alertou os cessionários de que se não entregassem o estabelecimento comercial, todo o inventário feito perderia a validade. A resposta dos cessionários foi de que não tinham nada a perder.
Em face desta tomada de posição por parte dos cessionários, o empresário não viu outra alternativa senão a de pedir que lhe entregassem a lista da mercadoria devidamente valorizada para poder conferir e pagar, embora se tivesse apercebido de que parte dessa mercadoria estava deteriorada.
Aconselhado pelo seu advogado de que seria a solução mais rápida, pois se fosse pela via da justiça, o estabelecimento comercial acabava por ficar fechado anos e anos e acabaria por ir à falência, usou de uma artimanha para que o estabelecimento comercial lhe fosse entregue. Depois de esperar oito dias por essa lista da mercadoria e lhe ter dado uma vista de olhos, que ficou claro que para além de parte da mercadoria estar deteriorada os preços não correspondiam à realidade, passou um cheque pelo valor total dessa mercadoria e incumbiu a sua filha de ir pagar a mercadoria e receber, simultaneamente, as chaves do estabelecimento comercial.
Recebidas as chaves do estabelecimento comercial, o empresário mandou colocar imediatamente outra fechadura. No dia seguinte foi ao Banco cancelar o cheque da mercadoria por a mesma não corresponder às expectativas do comprador. Foi a única maneira de resolver este problema da entrega do estabelecimento comercial, sem ter que esperar anos e anos pela (in)justiça. Foi usado um recibo deste acto, ou seja: um recibo em como pagava a mercadoria e recebia simultaneamente as chaves do estabelecimento. Este documento, mais tarde, foi muito útil perante o tribunal para provar de que os réus estavam a mentir com todos os dentes que tinham na boca. É que a Dra Juíza acreditava mais no depoimento dos réus do que nas provas documentais, mas neste caso seria um escândalo não considerar a prova documental.
O empresário, na sua situação de lesado, pois tinha pago electricidade, água, tv cabo e algumas reparações da responsabilidade dos cessionários, mais a renda do último mês a que tinha direito, instruiu o seu advogado para mover uma acção aos cessionários no sentido de ser ressarcido daquilo a que tinha direito.
O advogado do empresário levou bastante tempo a meter o processo em tribunal e, ainda por cima, com falhas graves. Desconheço se é legal os advogados meterem processos dos seus clientes em tribunal sem primeiro os consultar, no sentido de verificar que a fundamentação do processo está correcta. Pelo menos, na terra onde o empresário esteve emigrado, não entrava nenhum processo em tribunal sem que os advogados tivessem a aprovação dos seus clientes.
Dois anos depois foi anunciado o julgamento. O empresário entregou todas as provas documentais ao seu advogado e ficou com uma cópia do processo como reserva para qualquer eventualidade. Teve que a usar mais tarde porque, entretanto, o seu advogado tinha perdido quase a documentação toda...
No julgamento verificou-se que o primeiro recibo da renda tinha um problema de datas. O contabilista do empresário pôs a data errada no recibo ou seja: 07/05/05 referente à renda de Junho de 2005, quando deveria ser 07/06/05 referente à renda de Junho de 2005. Este lapso foi a bomba que foi usada durante todo o julgamento. A advogada de defesa alegava que a renda era paga com um mês adiantado, conforme recibo e que, além disso, quando assinaram o contrato pagou outra renda de que o próprio contrato dava quitação.
O contabilista foi a Tribunal testemunhar que houve um lapso na data do recibo, pois deveria ser 07/06/05 e não 07/05/05 e que o mesmo recibo se referia ao contrato, pois o mesmo não tinha o valor do Iva e portanto teve que emitir um recibo como documento contabilístico, sendo portanto um só pagamento e referente ao mês de Junho de 2005. A Dra. Juíza não aceitou o testemunho do contabilista, pelo que aceitou o depoimento dos réus concordando que a renda de Março de 2006 estava paga. Ignorou completamente o que o contrato especificava: " o primeiro pagamento será efectuado na data da celebração do contrato - 1 de Junho de 2005 ". Como é que poderia haver um pagamento um mês antes da assinatura do contrato - 07/05/05?
Salvo melhor opinião, e neste caso específico, testemunhas para confirmar que a renda de Março estava paga, é ridículo e vergonhoso. O pagamento de uma renda é um acto que exige recibo e, como tal, se ele não existir, não há argumentos que possam provar o que quer que seja, caso contrário deixar-se-ia de emitir recibos, bastava o depoimento das testemunhas e o Juíz decidia. Mesmo a ser verdade aquilo que a advogada dos réus e os réus argumentaram ou seja: que a data do recibo estava correcta e que o pagamento aquando da assinatura do contrato estava correcto, nunca, por nunca, a Juíza poderia dispensar a prova documental em como a renda de Março de 2006 estava efectivamente paga.
O contrato de exploração vigorou desde 1 de Junho de 2005 até 22 de Março de 2006.
Todos os meses os cessionários pagavam a renda de exploração e recebiam o respectivo recibo do mês da renda que estavam a pagar. Portanto, se tivessem pago a renda de Março de 2006, que argumentaram que pagavam com um mês adiantado, deveriam ter um recibo com data de Fevereiro de 2006 e referente à renda de Março de 2006. Mas a Juíza entendeu que isso era irrelevante. E o advogado do empresário também, pelos vistos, entendeu que não era relevante.
É assim que a nossa (In) justiça funciona. Os Juízes são ignorantes em termos de contabilidade e administração e deveriam munir-se de técnicos de contabilidade e auditoria, para analisarem situações deste género e lhes dar a fundamentação real dos factos.
Gringo - Ex - Combatente do Ultramar
sexta-feira, 2 de maio de 2008
A SEGURANÇA DOS PRESIDENTES E DAS SUAS FAMÍLIAS
No meu habitual mundo virtual, sim que aqui nesta terra, depois dos 45 anos de idade,os indivíduos são afastados do mundo real ou "mundo cão", como lhe queiram chamar.
Estava eu no meu mundo virtual, como habitualmente, depois das 20h00 de todos os dias, a deliciar-me com o pequeno ecrã e, de repente, deu-me curiosidade em ver o filme anunciado na RTP para as 00h30 do dia 2 do presente mês.
Era um filme cuja história se relacionava com a segurança dos Presidentes e suas famílias, neste caso o Presidente dos EUA.
Fiquei deslumbrado com a qualidade dos principais intérpretes, que representaram tão bem o seu papel que até parecia real... E mais deslumbrado fiquei com todo o luxo de que um Presidente e sua família são rodeados: Avião " AIR FORCE ONE" que mais parece um palácio construido no céu; Um palácio construido na terra "White House" que dava para acomodar 100 famílias compostas por 4 cabeças cada; seguranças por todo o lado.A filha do Presidente ( isto no filme ) não ia para lado nenhum sem que estivesse rodeada de 6 ou 8 seguranças, todos dispostos a dar a vida para salvar a princesa. Até na casa de banho era vigiada, não fosse a sanita ter um " caralho das caldas e a enrabasse". A rapariga sentia-se prisioneira da sua própria segurança e um dia conseguiu fugir à segurança e fartou-se de passear pela Europa com um rapaz que se ofereceu para a acompanhar.
Acabou por se apaixonar pelo rapaz e ele por ela. Até que uns dias depois ela descobre que esse rapaz era dos serviços secretos americanos que a acompanhava para segurança dela. Ficou furiosa e foi-se embora. Desprotegida, apareceu-lhe uns quantos vadios que a reconheceram como filha do Presidente dos EUA e tentaram abusar dela só que, o agente dos serviços secretos chegou a tempo de evitar o pior. Logo de seguida chegou um helicóptero com mais agentes para levar a rapariga para junto do seu pai, o Presidente dos EUA.
Ela depois foi para a Universidade e, entretanto, foi estudar para Londres, um semestre. Antes de ir, o pai, o Senhor Presidente, diz-lhe que o rapaz que a acompanhou na aventura estava em Londres. Tinha-se demitido dos serviços secretos e estava agora a trabalhar num teatro. O fim foi muito feliz. Ela descobriu onde ele estava e aproximou-se dele. De repente surge 4 seguranças que ficaram à entrada do teatro e ele perguntou-lhe se lhe podia dar um beijo sem levar um tiro. E ela respondeu-lhe:"se não mo deres quem te dá um tiro sou eu."
Terminou assim esta história que foi brilhante.
Moral da história: num mundo tão esfomeado em que uma criança nem sequer tem um greiro de arroz para comer, vermos estes luxos que, embora seja um filme, são verídicos, é um insulto à inteligência do ser humano.
Gringo-Ex-combatente do Ultramar
Estava eu no meu mundo virtual, como habitualmente, depois das 20h00 de todos os dias, a deliciar-me com o pequeno ecrã e, de repente, deu-me curiosidade em ver o filme anunciado na RTP para as 00h30 do dia 2 do presente mês.
Era um filme cuja história se relacionava com a segurança dos Presidentes e suas famílias, neste caso o Presidente dos EUA.
Fiquei deslumbrado com a qualidade dos principais intérpretes, que representaram tão bem o seu papel que até parecia real... E mais deslumbrado fiquei com todo o luxo de que um Presidente e sua família são rodeados: Avião " AIR FORCE ONE" que mais parece um palácio construido no céu; Um palácio construido na terra "White House" que dava para acomodar 100 famílias compostas por 4 cabeças cada; seguranças por todo o lado.A filha do Presidente ( isto no filme ) não ia para lado nenhum sem que estivesse rodeada de 6 ou 8 seguranças, todos dispostos a dar a vida para salvar a princesa. Até na casa de banho era vigiada, não fosse a sanita ter um " caralho das caldas e a enrabasse". A rapariga sentia-se prisioneira da sua própria segurança e um dia conseguiu fugir à segurança e fartou-se de passear pela Europa com um rapaz que se ofereceu para a acompanhar.
Acabou por se apaixonar pelo rapaz e ele por ela. Até que uns dias depois ela descobre que esse rapaz era dos serviços secretos americanos que a acompanhava para segurança dela. Ficou furiosa e foi-se embora. Desprotegida, apareceu-lhe uns quantos vadios que a reconheceram como filha do Presidente dos EUA e tentaram abusar dela só que, o agente dos serviços secretos chegou a tempo de evitar o pior. Logo de seguida chegou um helicóptero com mais agentes para levar a rapariga para junto do seu pai, o Presidente dos EUA.
Ela depois foi para a Universidade e, entretanto, foi estudar para Londres, um semestre. Antes de ir, o pai, o Senhor Presidente, diz-lhe que o rapaz que a acompanhou na aventura estava em Londres. Tinha-se demitido dos serviços secretos e estava agora a trabalhar num teatro. O fim foi muito feliz. Ela descobriu onde ele estava e aproximou-se dele. De repente surge 4 seguranças que ficaram à entrada do teatro e ele perguntou-lhe se lhe podia dar um beijo sem levar um tiro. E ela respondeu-lhe:"se não mo deres quem te dá um tiro sou eu."
Terminou assim esta história que foi brilhante.
Moral da história: num mundo tão esfomeado em que uma criança nem sequer tem um greiro de arroz para comer, vermos estes luxos que, embora seja um filme, são verídicos, é um insulto à inteligência do ser humano.
Gringo-Ex-combatente do Ultramar
sexta-feira, 25 de abril de 2008
AS MINHAS CAMINHADAS
Faços umas caminhadas todas as semanas, sempre que o tempo o permite. Mudo de rota frequentemente para não se tornar enfadonho.
Seja qual for a rota que decido tomar, não altera nada o espectáculo que vejo nessas minhas caminhadas. Estou assustado e apreensivo, pois vivi em África muitos anos e vim-me embora para fugir à barbaridade dos autóctones. Será que os autóctones africanos estão-se a mudar para a Europa ?
Não há vez nenhuma, nas minhas caminhadas que, em cada 100 metros, não passe por dois ou três africanos genuinos. E como estive em África muito tempo, basta-me olhar para a cara deles para saber quem são, o que fazem e o que estão aqui a fazer:
a) - São analfabetos e ignorantes;
b) - Não sabem fazer nada, nem um parafuso sabem apertar;
c) - Vêm para a Europa para roubar, matar e traficar, que é aquilo que fazem na terra deles;
d) - Todos ilegais.
Lamento bastante a política dos nossos governantes, não só a nível de Portugal como também Europeu, que permitem esta situação em que estão a comprometer fortemente o futuro da civilização europeia. Tudo indica que o Presidente francês já se apercebeu do problema.
Estou farto da " cantiga dos direitos humanos ". Os direitos humanos de uns termina aonde começa os direitos humanos de outros.
Os "media" escondem a realidade para que o povo não se revolte com esta situação. Vejam os " guetos africanos " que proliferam por aí e que, de vez enquando, a televisão mostra essa miséria.
Os governos africanos dificultam ao máximo a emigração de brancos para África, não só com medo de se tornarem colonizados outra vez mas, sobretudo, porque são racistas e odeiam o branco exactamente como o leão odeia a gazela. É um racismo de inferioridade,logo violento e selvagem. E eu que o diga, que sofri na pele essa discriminação. Há uma diferença muito grande entre a emigração de brancos para África e a imigração de africanos para a Europa: é que o branco vai para áfrica criar riqueza e o negro vem para Europa para se orientar, percebem ?
Podem-me chamar racista que eu não fico ofendido. Uma coisa é certa: os gostos são relativos e cada um torce por aquilo que gosta e isso chama-se liberdade de escolha. O que é racismo e desumano é fazerem guerras, onde morrem milhares de inocentes, para alcançarem objectivos pessoais e económicos, que apenas beneficia aqueles que apregoam os " direitos humanos". Os tais lobos com capa de " cordeiro ".
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
Seja qual for a rota que decido tomar, não altera nada o espectáculo que vejo nessas minhas caminhadas. Estou assustado e apreensivo, pois vivi em África muitos anos e vim-me embora para fugir à barbaridade dos autóctones. Será que os autóctones africanos estão-se a mudar para a Europa ?
Não há vez nenhuma, nas minhas caminhadas que, em cada 100 metros, não passe por dois ou três africanos genuinos. E como estive em África muito tempo, basta-me olhar para a cara deles para saber quem são, o que fazem e o que estão aqui a fazer:
a) - São analfabetos e ignorantes;
b) - Não sabem fazer nada, nem um parafuso sabem apertar;
c) - Vêm para a Europa para roubar, matar e traficar, que é aquilo que fazem na terra deles;
d) - Todos ilegais.
Lamento bastante a política dos nossos governantes, não só a nível de Portugal como também Europeu, que permitem esta situação em que estão a comprometer fortemente o futuro da civilização europeia. Tudo indica que o Presidente francês já se apercebeu do problema.
Estou farto da " cantiga dos direitos humanos ". Os direitos humanos de uns termina aonde começa os direitos humanos de outros.
Os "media" escondem a realidade para que o povo não se revolte com esta situação. Vejam os " guetos africanos " que proliferam por aí e que, de vez enquando, a televisão mostra essa miséria.
Os governos africanos dificultam ao máximo a emigração de brancos para África, não só com medo de se tornarem colonizados outra vez mas, sobretudo, porque são racistas e odeiam o branco exactamente como o leão odeia a gazela. É um racismo de inferioridade,logo violento e selvagem. E eu que o diga, que sofri na pele essa discriminação. Há uma diferença muito grande entre a emigração de brancos para África e a imigração de africanos para a Europa: é que o branco vai para áfrica criar riqueza e o negro vem para Europa para se orientar, percebem ?
Podem-me chamar racista que eu não fico ofendido. Uma coisa é certa: os gostos são relativos e cada um torce por aquilo que gosta e isso chama-se liberdade de escolha. O que é racismo e desumano é fazerem guerras, onde morrem milhares de inocentes, para alcançarem objectivos pessoais e económicos, que apenas beneficia aqueles que apregoam os " direitos humanos". Os tais lobos com capa de " cordeiro ".
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
quinta-feira, 17 de abril de 2008
CARJACKING
Ontem vi, na RTP, um documentário sobre o assunto acima referido "CARJACKING". Desde quando é que é legal entrevistar um ladrão e potencial assassino, e pô-lo no " pequeno ecrã " para os turistas verem que nos damos bem com os ladrões/assassinos ??
Como é que é possível fazer-se uma entrevista a um energúmeno destes que anda a roubar e a matar ? Será que estamos a caminhar para uma sociedade em que os ladrões e assassinos são considerados pessoas públicas e que até devem dar autógrafos ?
Se bem percebi o que o " energúmeno " disse, confirmou que esta coisa de andar a roubar e a matar é tudo influência de filmes que se vê e que as pessoas julgam ser verdade e vêm para a rua pôr em prática aquilo que é apenas imaginação do autor. É que os filmes são bastante convincentes para as mentalidades pobres de massa encefálica. E esta entrevista ainda lhes vai dar mais volta à cabeça. A criminalidade vai aumentar com o objectivo de os criminosos se tornarem famosos e aparecerem no " pequeno ecrã " como pessoas importantes.
Quanto a mim, a polícia deveria prender os autores desta entrevista por serem coniventes, no sentido que o dicionário dá à palavra " conivente" : " que finge não ver ou não perceber o mal que outrem pratica ".
Valha-nos Deus. Confundem "ANARQUIA" com " DEMOCRACIA". É este o Portugal que temos, depois do 25 de Abril. Os corruptos; os ladrões de colarinho branco; os assassinos e toda a escumalha que por este Portugal fora prolifera, são protegidos pelo sistema de justiça. A própria polícia já perdeu a motivação para prender quem quer que seja. Prende-se um ladrão/assassino, apanhado em flagrante delito, hoje, e amanhã está em casa com termo de identidade e residência.
O problema é que a ladroagem vem de cima e, portanto, protegem a classe.
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
Como é que é possível fazer-se uma entrevista a um energúmeno destes que anda a roubar e a matar ? Será que estamos a caminhar para uma sociedade em que os ladrões e assassinos são considerados pessoas públicas e que até devem dar autógrafos ?
Se bem percebi o que o " energúmeno " disse, confirmou que esta coisa de andar a roubar e a matar é tudo influência de filmes que se vê e que as pessoas julgam ser verdade e vêm para a rua pôr em prática aquilo que é apenas imaginação do autor. É que os filmes são bastante convincentes para as mentalidades pobres de massa encefálica. E esta entrevista ainda lhes vai dar mais volta à cabeça. A criminalidade vai aumentar com o objectivo de os criminosos se tornarem famosos e aparecerem no " pequeno ecrã " como pessoas importantes.
Quanto a mim, a polícia deveria prender os autores desta entrevista por serem coniventes, no sentido que o dicionário dá à palavra " conivente" : " que finge não ver ou não perceber o mal que outrem pratica ".
Valha-nos Deus. Confundem "ANARQUIA" com " DEMOCRACIA". É este o Portugal que temos, depois do 25 de Abril. Os corruptos; os ladrões de colarinho branco; os assassinos e toda a escumalha que por este Portugal fora prolifera, são protegidos pelo sistema de justiça. A própria polícia já perdeu a motivação para prender quem quer que seja. Prende-se um ladrão/assassino, apanhado em flagrante delito, hoje, e amanhã está em casa com termo de identidade e residência.
O problema é que a ladroagem vem de cima e, portanto, protegem a classe.
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
terça-feira, 15 de abril de 2008
ÓTIMO ACORDO ORTOGRÁFICO
Assisti,ontem,ao debate do novo acordo ortográfico, nos "Pros e Contras". Aquela senhora do "Contras" irritou todos os telespectadores que assistiram ao debate. Aquela senhora estava completamente passada. Queria impor, a toda a força, aos presentes, o ponto de vista dela. Não deixava falar ninguém. Coitada, deve estar com uma psicose terrível. Vi a doçura dos brasileiros que, humildemente, ouviam os disparates desta senhora e do senhor também.
O senhor do "Contras" também insistia paranoicamente na " ofensa à cultura portuguesa " com este acordo e que " os portugueses não tinham nada que se baixar aos brasileiros...". Coitado... é por causa destas cabeças ocas que Portugal está como está. O Angolano disse e com razão que a língua portuguesa não é propriedade de Portugal.
Quando eu estudei português arcaico, há muitos anos atrás, tive muita dificuldade em compreender mas consegui desenrascar-me. Que eu saiba, o português sempre foi, ao longo dos séculos,alterado no sentido do aperfeiçoamento portanto, não vejo absolutamente nenhuma razão para que se pare de o melhorar.
Eu compreendo que há por este Portugal uns quantos pseudo-intelectuais que estão tão arraigados à estrutura da língua e usam-na para se evidenciar e até sobreviver dela. Para estes pseudo-intelectuais, que vivem da língua, quanto mais difícil ela for para o "POVO" melhor para eles. Não sabem fazer mais nada senão " botar faladura"
No tempo da outra "senhora" era assim e ainda hoje é. Os senhores feudais distinguiam-se, e ainda hoje tentam distinguir-se, pela palavras caras que vomitavam da boca para fora. O português brasileiro é tão simples que para estes pseudo-intelectuais depois não se poderiam evidenciar, porque o "povo" falava igual a eles. Quando oiço dois brasileiros a falar,por exemplo o Presidente Lula e um cidadão qualquer, não noto diferença nenhuma em termos de um falar melhor ou pior. Noto sim, a mesma linguagem e tipo de vocabulário.
A escrita deve estar em consonância com a fala. Se se pronuncia "ótimo" porque escrever " óptimo"; se se pronuncia " apto " porque não escrever " apto". E por aí fora...
E já agora aproveito para sugerir aos políticos que alterem a linguagem jurídica para que toda a gente perceba. Ela foi feita para proteger os homens das "LEIS", que interpretam essa mesma linguagem de acordo com os interesses, e para tapar os olhos ao cidadão pacato...
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
O senhor do "Contras" também insistia paranoicamente na " ofensa à cultura portuguesa " com este acordo e que " os portugueses não tinham nada que se baixar aos brasileiros...". Coitado... é por causa destas cabeças ocas que Portugal está como está. O Angolano disse e com razão que a língua portuguesa não é propriedade de Portugal.
Quando eu estudei português arcaico, há muitos anos atrás, tive muita dificuldade em compreender mas consegui desenrascar-me. Que eu saiba, o português sempre foi, ao longo dos séculos,alterado no sentido do aperfeiçoamento portanto, não vejo absolutamente nenhuma razão para que se pare de o melhorar.
Eu compreendo que há por este Portugal uns quantos pseudo-intelectuais que estão tão arraigados à estrutura da língua e usam-na para se evidenciar e até sobreviver dela. Para estes pseudo-intelectuais, que vivem da língua, quanto mais difícil ela for para o "POVO" melhor para eles. Não sabem fazer mais nada senão " botar faladura"
No tempo da outra "senhora" era assim e ainda hoje é. Os senhores feudais distinguiam-se, e ainda hoje tentam distinguir-se, pela palavras caras que vomitavam da boca para fora. O português brasileiro é tão simples que para estes pseudo-intelectuais depois não se poderiam evidenciar, porque o "povo" falava igual a eles. Quando oiço dois brasileiros a falar,por exemplo o Presidente Lula e um cidadão qualquer, não noto diferença nenhuma em termos de um falar melhor ou pior. Noto sim, a mesma linguagem e tipo de vocabulário.
A escrita deve estar em consonância com a fala. Se se pronuncia "ótimo" porque escrever " óptimo"; se se pronuncia " apto " porque não escrever " apto". E por aí fora...
E já agora aproveito para sugerir aos políticos que alterem a linguagem jurídica para que toda a gente perceba. Ela foi feita para proteger os homens das "LEIS", que interpretam essa mesma linguagem de acordo com os interesses, e para tapar os olhos ao cidadão pacato...
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O PROBLEMA DA IMIGRAÇÃO
Quis a ironia do destino que eu visse, ontem na SIC, a "Grande Reportagem" que se relacionava com o problema dos " Guetos Africanos".
Não queria acreditar naquilo que vi, embora já há muito tempo que adivinhava. Gostei muito de uma africana, supostamente com algum nível intelectual, a dizer que aquele problema era de uma geração de portugueses e não de africanos. Estava-se a referir ao facto de a geração ser originária de africanos ( negros). Gostei da brincadeira. Vivi 40 anos em África antes e depois das independências e sempre ouvi dizer, pela voz dos africanos ( negros ) que os brancos que nasceram em África não eram africanos mas sim Europeus e que estavam lá por engano. E o slogan era " Africa for Africans".
Engraçado, na Europa os negros dizem que são Europeus mas em África dizem que os Brancos não são Africanos e que estão lá por engano. O trio África do Sul, Moçambique e Zimbabwe, que conheço muito bem, é uniforme nesta questão: " Africa for Africans ( blacks ).
E a verdade é que se um branco é apanhado ilegal em África, metem-no numa masmorra com meia dúzia de " gorilas " que o enrabam até lhe rebentarem com os entrefolhos.
Aqui, pululam centenas de milhares de africanos ilegais, delinquentes, iletrados, que nem um parafuso sabem apertar e as nossas autoridades nada fazem, pelo contrário:recebem rendimento mínimo, casa de borla, assistência médica de borla, etc..
Os nossos políticos e as organizações de beneficência estão muito empenhados em apoiar estes "desgraçadinhos" que, possivelmente, foram vítimas da colonização. O eterno bode expiatório " colono branco ". Um dia destes vamos ter aqui uma maioria absoluta africana " negra " para ganhar as eleições legislativas e outras, tal como, em breve, irá acontecer nos USA.
Quando este povo abrir os olhos e se aperceber de que a sua identidade está condenada a morrer, já será tarde de mais...
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
Não queria acreditar naquilo que vi, embora já há muito tempo que adivinhava. Gostei muito de uma africana, supostamente com algum nível intelectual, a dizer que aquele problema era de uma geração de portugueses e não de africanos. Estava-se a referir ao facto de a geração ser originária de africanos ( negros). Gostei da brincadeira. Vivi 40 anos em África antes e depois das independências e sempre ouvi dizer, pela voz dos africanos ( negros ) que os brancos que nasceram em África não eram africanos mas sim Europeus e que estavam lá por engano. E o slogan era " Africa for Africans".
Engraçado, na Europa os negros dizem que são Europeus mas em África dizem que os Brancos não são Africanos e que estão lá por engano. O trio África do Sul, Moçambique e Zimbabwe, que conheço muito bem, é uniforme nesta questão: " Africa for Africans ( blacks ).
E a verdade é que se um branco é apanhado ilegal em África, metem-no numa masmorra com meia dúzia de " gorilas " que o enrabam até lhe rebentarem com os entrefolhos.
Aqui, pululam centenas de milhares de africanos ilegais, delinquentes, iletrados, que nem um parafuso sabem apertar e as nossas autoridades nada fazem, pelo contrário:recebem rendimento mínimo, casa de borla, assistência médica de borla, etc..
Os nossos políticos e as organizações de beneficência estão muito empenhados em apoiar estes "desgraçadinhos" que, possivelmente, foram vítimas da colonização. O eterno bode expiatório " colono branco ". Um dia destes vamos ter aqui uma maioria absoluta africana " negra " para ganhar as eleições legislativas e outras, tal como, em breve, irá acontecer nos USA.
Quando este povo abrir os olhos e se aperceber de que a sua identidade está condenada a morrer, já será tarde de mais...
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
domingo, 6 de abril de 2008
A DIFERENÇA ENTRE ENSINO PÚBLICO E ENSINO PRIVADO
Já estou cansado de ouvir e ver estes artistas, nomeadamente comentadores, políticos e alguma casta pseudo-intelectual, a tentar denegrir a qualidade de ensino nas escolas públicas.
Está-se mesmo a ver o que está por detrás desta campanha tendenciosa: interesses particulares cujo objectivo é o lucro tentando, dizendo mal das escolas públicas, angariar mais alunos para as escolas privadas.
Fartam-se de vender o peixe de que os alunos das escolas privadas têm melhores notas do que os alunos das escolas públicas, não há violência, etc.,etc....
A diferença que existe entre uma escola pública e uma escola privada é a seguinte:
Escola Pública: Só passa quem souber. Há uma grande percentagem de chumbos ? É bom sinal. É sinal de que ninguém passa sem saber;
Escola privada: Passam todos os alunos e com boas notas. Por quê ? Porque uma escola privada não é mais que uma empresa vocacionada para o lucro. Assim sendo, há todo o interesse em dar boas notas aos alunos para os manter lá e chamar outros potenciais interessados em boas notas.
De resto, os escândalos que têm surgido ao longo dos anos, sobretudo em Universidades Privadas, confirma esta comparação.
As Escolas Públicas e as Universidades Públicas são estabelecimentos do Estado cujo patrocinador é o contribuinte ou seja: é o contribuinte que paga o ensino público, portanto, não há fins lucrativos. Logo a isenção de dar falsas notas altas aos alunos.
Há violência ? É claro. A escola pública é gratuita e tem a função de preparar as gerações para o futuro. Daí que em cada turma haja um pouco de tudo. Não há violência nas escolas privadas ? Não sei !!! Não deveria haver... Os pais estão a pagar do bom e portanto os alunos são mais respeitadores e pertencem a uma classe mais abastada. Daí,supostamente, mais bem educados.
Se existe violência nas escolas públicas é porque o ESTADO não dá força aos professores para imporem a ordem e a disciplina,exceptuando alguns professores que também não têm iniciativa, por exemplo: este caso tão badalado do telemóvel. Se eu estivesse na situação daquela professora, não me dava ao ridículo de me envolver com uma aluna para lhe arrancar o telemóvel. Faria, isso sim, a expulsão imediata da aluna e mover-lhe-ia um processo disciplinar.
Muitos pais também são os culpados de os seus filhos se comportarem animalescamente nas escolas. Também a formação deles deixa muito a desejar. Para estes há que, também, os pôr na ordem e puni-los severamente, quando ameaçam professores por quererem disciplinar os seus filhos.
Gringo - Ex-Combatente do Ultramar
Está-se mesmo a ver o que está por detrás desta campanha tendenciosa: interesses particulares cujo objectivo é o lucro tentando, dizendo mal das escolas públicas, angariar mais alunos para as escolas privadas.
Fartam-se de vender o peixe de que os alunos das escolas privadas têm melhores notas do que os alunos das escolas públicas, não há violência, etc.,etc....
A diferença que existe entre uma escola pública e uma escola privada é a seguinte:
Escola Pública: Só passa quem souber. Há uma grande percentagem de chumbos ? É bom sinal. É sinal de que ninguém passa sem saber;
Escola privada: Passam todos os alunos e com boas notas. Por quê ? Porque uma escola privada não é mais que uma empresa vocacionada para o lucro. Assim sendo, há todo o interesse em dar boas notas aos alunos para os manter lá e chamar outros potenciais interessados em boas notas.
De resto, os escândalos que têm surgido ao longo dos anos, sobretudo em Universidades Privadas, confirma esta comparação.
As Escolas Públicas e as Universidades Públicas são estabelecimentos do Estado cujo patrocinador é o contribuinte ou seja: é o contribuinte que paga o ensino público, portanto, não há fins lucrativos. Logo a isenção de dar falsas notas altas aos alunos.
Há violência ? É claro. A escola pública é gratuita e tem a função de preparar as gerações para o futuro. Daí que em cada turma haja um pouco de tudo. Não há violência nas escolas privadas ? Não sei !!! Não deveria haver... Os pais estão a pagar do bom e portanto os alunos são mais respeitadores e pertencem a uma classe mais abastada. Daí,supostamente, mais bem educados.
Se existe violência nas escolas públicas é porque o ESTADO não dá força aos professores para imporem a ordem e a disciplina,exceptuando alguns professores que também não têm iniciativa, por exemplo: este caso tão badalado do telemóvel. Se eu estivesse na situação daquela professora, não me dava ao ridículo de me envolver com uma aluna para lhe arrancar o telemóvel. Faria, isso sim, a expulsão imediata da aluna e mover-lhe-ia um processo disciplinar.
Muitos pais também são os culpados de os seus filhos se comportarem animalescamente nas escolas. Também a formação deles deixa muito a desejar. Para estes há que, também, os pôr na ordem e puni-los severamente, quando ameaçam professores por quererem disciplinar os seus filhos.
Gringo - Ex-Combatente do Ultramar
sexta-feira, 21 de março de 2008
ANARQUIA NAS ESCOLAS PORTUGUESAS
Vi, ontem, na RTP, uma cena arrepiante de uma aluna a desrespeitar completamente a sua professora por causa de um telemóvel e, o mais caricato, é que todos os outros alunos apoiaram-na. Foi uma luta entre uma aluna e uma professora.
Será que esta aluna também tem este comportamento com os seus pais ? Espero bem que a professora não seja incomodada pelos pais da aluna, o que não me admiraria. Tal é a educação que estas novas gerações têm.
A "DEMOCRACIA" virou "ANARQUIA" em que já não há respeito, seja por quem for. As nossas autoridades são as principais responsáveis por esta situação. Há demasiada protecção aos menores. Coitadinhos...O problema é que estes menores sabem mais que os adultos de gerações anteriores que não tinham televisão, internet, telemóvel,nem tão pouco um carrinho para passear, como tem agora uma maioria dos jovens estudantes...
Vi, também, há uns tempos atrás, um documentário de algumas escolas, no sul, em que os alunos, de maioria africana, transformaram as mesmas num autêntico covil de selvagens. Também vi cenas de africanos a assaltarem estabelecimentos comerciais em pleno dia, com clientes à volta, com um à-vontade que, nem na própria terra deles o teriam. Seriam logo baleados. O que é que se esperava ? Não venham com a "merda" das coitadinhas minorias desprotegidas. Os pais tem rendimento mínimo garantido, casa de borla, assistência médica de borla, etc.. Mas os autóctones originais não têm direito a estes benefícios e porquê ? Não são coitadinhos, não é verdade ? Se não têm rendimento é porque não querem trabalhar, dizem os governantes... As minorias, coitadinhas, é que são discriminadas e portanto têm que ser protegidas. Cambada de filhos...
E, para terminar, gostaria aqui de, mais uma vez, chamar a atenção das autoridades (?) para a barbárie dos " grafiteiros" que cagam as paredes dos imóveis sem que ninguém mexa uma palha. Quando é que o nosso governo legisla no sentido de acabar com estes vândalos à solta ? As nossas autoridades não se vêem na rua. No tempo de Salazar, em cada esquina havia um polícia. O que é feito destes polícias ? Será que andam escondidos ou, de facto, o efectivo foi reduzido, de tal maneira, que só resta um polícia para cada cidade ?
Gringo - Ex-combatente do Ultramar
Será que esta aluna também tem este comportamento com os seus pais ? Espero bem que a professora não seja incomodada pelos pais da aluna, o que não me admiraria. Tal é a educação que estas novas gerações têm.
A "DEMOCRACIA" virou "ANARQUIA" em que já não há respeito, seja por quem for. As nossas autoridades são as principais responsáveis por esta situação. Há demasiada protecção aos menores. Coitadinhos...O problema é que estes menores sabem mais que os adultos de gerações anteriores que não tinham televisão, internet, telemóvel,nem tão pouco um carrinho para passear, como tem agora uma maioria dos jovens estudantes...
Vi, também, há uns tempos atrás, um documentário de algumas escolas, no sul, em que os alunos, de maioria africana, transformaram as mesmas num autêntico covil de selvagens. Também vi cenas de africanos a assaltarem estabelecimentos comerciais em pleno dia, com clientes à volta, com um à-vontade que, nem na própria terra deles o teriam. Seriam logo baleados. O que é que se esperava ? Não venham com a "merda" das coitadinhas minorias desprotegidas. Os pais tem rendimento mínimo garantido, casa de borla, assistência médica de borla, etc.. Mas os autóctones originais não têm direito a estes benefícios e porquê ? Não são coitadinhos, não é verdade ? Se não têm rendimento é porque não querem trabalhar, dizem os governantes... As minorias, coitadinhas, é que são discriminadas e portanto têm que ser protegidas. Cambada de filhos...
E, para terminar, gostaria aqui de, mais uma vez, chamar a atenção das autoridades (?) para a barbárie dos " grafiteiros" que cagam as paredes dos imóveis sem que ninguém mexa uma palha. Quando é que o nosso governo legisla no sentido de acabar com estes vândalos à solta ? As nossas autoridades não se vêem na rua. No tempo de Salazar, em cada esquina havia um polícia. O que é feito destes polícias ? Será que andam escondidos ou, de facto, o efectivo foi reduzido, de tal maneira, que só resta um polícia para cada cidade ?
Gringo - Ex-combatente do Ultramar
quinta-feira, 20 de março de 2008
OS VETERANOS DA "GUERRA COLONIAL"
Há quarenta anos que já não via companheiros do infortúnio. Encontrei-me com dois deles, cujos contactos, depois de uma investigação tipo " Sherlock Holmes", consegui descobrir.
Combinamos um ponto de encontro e no dia e hora marcada lá estavam eles à minha espera. Se não tivesse reconhecido um, acabava por me ir embora, pensando que os " malandros" não tinham aparecido.
De facto, o outro companheiro estava completamente diferente. A sua fisionomia mudou substancialmente. Mas depois de uns minutos de conversa fui reconhecendo alguns traços que ele tinha outrora.Este companheiro esteve pouco tempo no teatro da guerra, pois foi ferido duas vezes e à terceira já não voltou ao teatro da guerra colonial.Por um lado sofreu um pouco o trauma dos seus ferimentos mas, por outro, depressa se livrou do inferno da guerra. Eu e o meu outro companheiro, depois de muitas emboscadas sofridas e rebentamentos de minas anti-pessoais e anti-blindados, conseguimos escapar ilesos até ao fim da luta. Foi quase um ano na zona considerada 100% operacional. Tiroteio todos os dias.
Depois de termos sido transferidos para uma zona mais calma, não deixamos de ir , algumas vezes, a zonas extremamente quentes. A nossa experiência era-nos prejudicial. Os chefes da guerra, sentados em gabinetes confortáveis, com a sua garrafita de uisque e um balde gelo ao lado, gostavam muito de chamar os experientes para operações mais delicadas. E assim passamos a nossa comissão militar no ultramar.
Regressados à chamada Metrópole,cada um foi para a sua casa e nunca mais os voltei a ver. Tinha conhecimento que organizavam convívios anualmente, mas nunca fui a nenhum. E a razão é simples. É que os meus companheiros, excepto alguns com quem eu simpatizei,não me deixaram saudades, e vê-los ao longe é que era bom...
Foi um encontro muito rápido e despedimo-nos com a promessa de que nos encontraríamos brevemente...Tive uma certa dificuldade para os ouvir. A minha audição, fruto de uma guerra que mutilou e traumatizou toda uma geração, está muita fraca e nem, sequer, podia pôr um meu aparelho para ouvir um pouco melhor, devido a uma infecção no ouvido. E o que mais me irá acontecer???
Gringo-ex-combatente do ultramar
Combinamos um ponto de encontro e no dia e hora marcada lá estavam eles à minha espera. Se não tivesse reconhecido um, acabava por me ir embora, pensando que os " malandros" não tinham aparecido.
De facto, o outro companheiro estava completamente diferente. A sua fisionomia mudou substancialmente. Mas depois de uns minutos de conversa fui reconhecendo alguns traços que ele tinha outrora.Este companheiro esteve pouco tempo no teatro da guerra, pois foi ferido duas vezes e à terceira já não voltou ao teatro da guerra colonial.Por um lado sofreu um pouco o trauma dos seus ferimentos mas, por outro, depressa se livrou do inferno da guerra. Eu e o meu outro companheiro, depois de muitas emboscadas sofridas e rebentamentos de minas anti-pessoais e anti-blindados, conseguimos escapar ilesos até ao fim da luta. Foi quase um ano na zona considerada 100% operacional. Tiroteio todos os dias.
Depois de termos sido transferidos para uma zona mais calma, não deixamos de ir , algumas vezes, a zonas extremamente quentes. A nossa experiência era-nos prejudicial. Os chefes da guerra, sentados em gabinetes confortáveis, com a sua garrafita de uisque e um balde gelo ao lado, gostavam muito de chamar os experientes para operações mais delicadas. E assim passamos a nossa comissão militar no ultramar.
Regressados à chamada Metrópole,cada um foi para a sua casa e nunca mais os voltei a ver. Tinha conhecimento que organizavam convívios anualmente, mas nunca fui a nenhum. E a razão é simples. É que os meus companheiros, excepto alguns com quem eu simpatizei,não me deixaram saudades, e vê-los ao longe é que era bom...
Foi um encontro muito rápido e despedimo-nos com a promessa de que nos encontraríamos brevemente...Tive uma certa dificuldade para os ouvir. A minha audição, fruto de uma guerra que mutilou e traumatizou toda uma geração, está muita fraca e nem, sequer, podia pôr um meu aparelho para ouvir um pouco melhor, devido a uma infecção no ouvido. E o que mais me irá acontecer???
Gringo-ex-combatente do ultramar
domingo, 2 de março de 2008
CRIMES VIOLENTOS EM PORTUGAL
Enquanto os nossos sucessivos governos mantiverem uma política de imigração que permite deixar entrar toda a escumalha que vem dos vários continentes e mesmo aqui da Europa, a criminalidade violenta disparará para números assustadores, a rivalizar com a África do Sul e outros países similares.
90% dos imigrantes que vivem neste país são completamente iletrados e nem sequer um parafuso sabem apertar. 70% destes 90% vivem ilegalmente no país, sem que as nossas autoridades mexam uma palha para os recambiar. E é este à-vontade que os marginais têm para poderem satisfazer o seu instinto animalesco.
Os nossos governos fartam-se de usar os trabalhadores portugueses, que dizem ter pouca formação, como bodes expiatórios das suas incompetências, desonestidade, corrupção, compadrio, etc., mas deixam entrar em Portugal imigrantes, a maioria, completamente analfabetos e sem qualquer profissão. E o resultado é o que vemos: criminalidade violenta. Pudera... Com tanto marginal a imigrar para Portugal o que é que esperavam ? O que é que esperavam de imigrantes iletrados e sem qualquer profissão ? Se os portugueses, mesmo aqueles que são qualificados, têm grandes dificuldades em sobreviver, a estes imigrantes ignorantes e analfabetos só lhes resta roubar, matar, traficar, etc., porque é a única coisa que sabem fazer para sobreviver.
Os " guetos " em Portugal proliferam como mosquitos e cada " gueto " é um autêntico quartel-general de marginais que só o exército bem armado com tanques é que lá pode entrar.
É isto que os nossos governantes estão a criar neste Portugal que, outrora, foi muito sossegado. Quando acordarem, já será tarde de mais.
Gringo-Ex-combatente do ultramar
90% dos imigrantes que vivem neste país são completamente iletrados e nem sequer um parafuso sabem apertar. 70% destes 90% vivem ilegalmente no país, sem que as nossas autoridades mexam uma palha para os recambiar. E é este à-vontade que os marginais têm para poderem satisfazer o seu instinto animalesco.
Os nossos governos fartam-se de usar os trabalhadores portugueses, que dizem ter pouca formação, como bodes expiatórios das suas incompetências, desonestidade, corrupção, compadrio, etc., mas deixam entrar em Portugal imigrantes, a maioria, completamente analfabetos e sem qualquer profissão. E o resultado é o que vemos: criminalidade violenta. Pudera... Com tanto marginal a imigrar para Portugal o que é que esperavam ? O que é que esperavam de imigrantes iletrados e sem qualquer profissão ? Se os portugueses, mesmo aqueles que são qualificados, têm grandes dificuldades em sobreviver, a estes imigrantes ignorantes e analfabetos só lhes resta roubar, matar, traficar, etc., porque é a única coisa que sabem fazer para sobreviver.
Os " guetos " em Portugal proliferam como mosquitos e cada " gueto " é um autêntico quartel-general de marginais que só o exército bem armado com tanques é que lá pode entrar.
É isto que os nossos governantes estão a criar neste Portugal que, outrora, foi muito sossegado. Quando acordarem, já será tarde de mais.
Gringo-Ex-combatente do ultramar
domingo, 24 de fevereiro de 2008
O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA MANDA TRABALHAR, TRABALHAR, TRABALHAR...
O nosso Presidente da República, que assim o é porque foi o povo que o nomeou, disse aos jornalistas da televisão que, face ao descrédito e ódio que o mesmo povo tem pelos políticos, os portugueses precisam de trabalhar, trabalhar, trabalhar...
Ele tem razão. É que neste Portugal à beira-mar-plantado só trabalha uma minoria que produz para a maioria viver à grande e à francesa nomeadamente políticos,governantes, incluindo o nosso Presidente que nos manda trabalhar, magistrados, juízes, funcionários públicos, dirigentes de matraquilhos ( futebol), jogadores de matraquilhos ( futebol), Administradores de Empresas, reformados do estado com chorudas reformas, artistas, apresentadores, cantores e por aí fora... Toda uma classe improdutiva que saboreia as coisas boas que o desgraçado do zé pagode produz,o tal que não tem formação...
Vivi na diáspora muitos anos e conheci a qualidade de vida que a comunidade portuguesa tinha nesse tempo. Trabalhavam muito menos e ganhavam muito mais. Tinham um padrão de vida que muitos diplomados do país onde viviam não tinham. E porquê ? Porque o sistema beneficiava quem trabalhava no duro. Um Técnico ganhava mais que um diplomado em engenharia ou finanças. Eu, de certo modo, também queria discordar com essa política porque não queria aceitar que, eu, com um curso a nível de bacharelato ganhasse menos que um técnico por exemplo: serralheiro. Mas é assim mesmo. Tenho que dar valor aqueles que trabalham no duro. Temos aqui bem perto esse exemplo: Espanha.
Neste cantinho à beira-mar privilegia-se os doutores e engenheiros pelos seus canudos e não pela sua sabedoria. Basta ter um "CANUDO" e uma cunha e já está: Director disto ou daquilo; Deputado deste ou daquele partido; um tacho aqui; um tacho acolá, etc.... Não me refiro aqui aqueles Doutores e Engenheiros, filhos de pais humildes,em que a maioria vegeta para sobreviver. Há poucos, desta casta, que consegue singrar, não pela sua competência mas sim pela discriminação a que são sujeitos diariamente. Dois candidatos a um lugar de chefia, um filho de figuras públicas e outro filho de um humilde lavrador, a escolha está-se a ver: recai no filho da figura pública pura e simplesmente. A competência em Portugal está fora de questão. Depois é o zé povo o bode expiatório, que não tem formação e é por isso que o país está de tanga. Cambada de filhos...
Voltando ao assunto inicial do nosso Presidente, trabalhar, trabalhar, trabalhar, gostaria de saber onde se pode trabalhar, porque em Portugal não há trabalho. E o pouco que há é bastante precário e miseravelmente remunerado. Senhor Presidente, já que o Senhor não faz nada e manda trabalhar os outros, arranje-nos, pelo menos, onde ganhar para a côdea da broa.
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
Ele tem razão. É que neste Portugal à beira-mar-plantado só trabalha uma minoria que produz para a maioria viver à grande e à francesa nomeadamente políticos,governantes, incluindo o nosso Presidente que nos manda trabalhar, magistrados, juízes, funcionários públicos, dirigentes de matraquilhos ( futebol), jogadores de matraquilhos ( futebol), Administradores de Empresas, reformados do estado com chorudas reformas, artistas, apresentadores, cantores e por aí fora... Toda uma classe improdutiva que saboreia as coisas boas que o desgraçado do zé pagode produz,o tal que não tem formação...
Vivi na diáspora muitos anos e conheci a qualidade de vida que a comunidade portuguesa tinha nesse tempo. Trabalhavam muito menos e ganhavam muito mais. Tinham um padrão de vida que muitos diplomados do país onde viviam não tinham. E porquê ? Porque o sistema beneficiava quem trabalhava no duro. Um Técnico ganhava mais que um diplomado em engenharia ou finanças. Eu, de certo modo, também queria discordar com essa política porque não queria aceitar que, eu, com um curso a nível de bacharelato ganhasse menos que um técnico por exemplo: serralheiro. Mas é assim mesmo. Tenho que dar valor aqueles que trabalham no duro. Temos aqui bem perto esse exemplo: Espanha.
Neste cantinho à beira-mar privilegia-se os doutores e engenheiros pelos seus canudos e não pela sua sabedoria. Basta ter um "CANUDO" e uma cunha e já está: Director disto ou daquilo; Deputado deste ou daquele partido; um tacho aqui; um tacho acolá, etc.... Não me refiro aqui aqueles Doutores e Engenheiros, filhos de pais humildes,em que a maioria vegeta para sobreviver. Há poucos, desta casta, que consegue singrar, não pela sua competência mas sim pela discriminação a que são sujeitos diariamente. Dois candidatos a um lugar de chefia, um filho de figuras públicas e outro filho de um humilde lavrador, a escolha está-se a ver: recai no filho da figura pública pura e simplesmente. A competência em Portugal está fora de questão. Depois é o zé povo o bode expiatório, que não tem formação e é por isso que o país está de tanga. Cambada de filhos...
Voltando ao assunto inicial do nosso Presidente, trabalhar, trabalhar, trabalhar, gostaria de saber onde se pode trabalhar, porque em Portugal não há trabalho. E o pouco que há é bastante precário e miseravelmente remunerado. Senhor Presidente, já que o Senhor não faz nada e manda trabalhar os outros, arranje-nos, pelo menos, onde ganhar para a côdea da broa.
Gringo-Ex-Combatente do Ultramar
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
UMA VIAGEM A ESPANHA
Pouco ou nada conhecia da Espanha. Saí às 5 da amanhã de uma sexta-feira de Sesimbra e cheguei a Barcelona ( mais pròpriamente TONA ) às 8 horas da noite. Foi uma viagem bem sucedida. Não houve sequer um pequeno furo. O GPS funcionou bem, tirando alguns pequenos pormenores de desinformação.
Só me apercebi de haver fronteira entre Portugal e Espanha pela diferença que notei a uma determinada altura ou seja: apercebi-me que estava a viajar noutro mundo. Ao longo da viagem verifiquei que havia muitas semelhanças com a cultura portuguesa. De certo modo até me senti em casa, mas uma melhor casa. Só não gostei foi da senhora da padaria que me cobrou € 4,50 por cinco pães e, ainda por cima, usou as mãos sem qualquer protecção. Até nisso somos "irmanos".
Fiquei triste, por outro lado, em ver que há uma grande rivalidade entre as regiões em que cada uma fala a sua própria língua. A língua que ouvi e que tentava que me percebessem era catalã. Fiquei completamente passado. Não percebia patavina do que diziam. Até cheguei a fazer a pergunta a mim próprio: será que estou em Espanha ?
Fiquei triste, também, por ter chegado à conclusão de que os "nuestros irmanos" não são unidos.
Quem me dera que este Portugal fosse do tamanho da Espanha, mas não uma Espanha com tantas línguas. A língua une as pessoas e quantas mais se falarem mais desunidos os seres humanos estarão.
Devíamos lutar por uma só língua falada neste planeta. Eliminar-se-ia o terrorismo, as pessoas entendiam-se melhor, seriam mais dialogantes e teríamos um "MUNDO" maravilhoso.
Para terminar, este Portugal deveria voltar a ser parte de uma Península Ibérica unida e de uma só língua, que poderia ser "castelhano". Com 64 anos de idade, não me importava nada de ir para a escola aprender "castelhano" para dar o exemplo aos mais jovens.
Aqui vai um apelo aos " nuestros irmanos" galegos, castelhanos, catalães, bascos e outros que tais, para se unirem e falarem uma só língua a escolher democràticamente por todos.
VIVA A PENÍNSULA IBÉRICA E A AMÉRICA LATINA - um só povo uma só nação e uma só língua...
Só me apercebi de haver fronteira entre Portugal e Espanha pela diferença que notei a uma determinada altura ou seja: apercebi-me que estava a viajar noutro mundo. Ao longo da viagem verifiquei que havia muitas semelhanças com a cultura portuguesa. De certo modo até me senti em casa, mas uma melhor casa. Só não gostei foi da senhora da padaria que me cobrou € 4,50 por cinco pães e, ainda por cima, usou as mãos sem qualquer protecção. Até nisso somos "irmanos".
Fiquei triste, por outro lado, em ver que há uma grande rivalidade entre as regiões em que cada uma fala a sua própria língua. A língua que ouvi e que tentava que me percebessem era catalã. Fiquei completamente passado. Não percebia patavina do que diziam. Até cheguei a fazer a pergunta a mim próprio: será que estou em Espanha ?
Fiquei triste, também, por ter chegado à conclusão de que os "nuestros irmanos" não são unidos.
Quem me dera que este Portugal fosse do tamanho da Espanha, mas não uma Espanha com tantas línguas. A língua une as pessoas e quantas mais se falarem mais desunidos os seres humanos estarão.
Devíamos lutar por uma só língua falada neste planeta. Eliminar-se-ia o terrorismo, as pessoas entendiam-se melhor, seriam mais dialogantes e teríamos um "MUNDO" maravilhoso.
Para terminar, este Portugal deveria voltar a ser parte de uma Península Ibérica unida e de uma só língua, que poderia ser "castelhano". Com 64 anos de idade, não me importava nada de ir para a escola aprender "castelhano" para dar o exemplo aos mais jovens.
Aqui vai um apelo aos " nuestros irmanos" galegos, castelhanos, catalães, bascos e outros que tais, para se unirem e falarem uma só língua a escolher democràticamente por todos.
VIVA A PENÍNSULA IBÉRICA E A AMÉRICA LATINA - um só povo uma só nação e uma só língua...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
OPERAÇÃO TRIUNFO E OS SEUS FRACASSOS
Acompanhei, desde o primeiro espectáculo, este programa apresentado pela ENDEMOL-RTP e fiquei desiludido com o fecho do mesmo. Cedo me apercebi que quem ia ganhar este concurso era uma das madeirenses candidatas. Os meus parabéns ao Presidente da Madeira que accionou os mecanismos para que todo o povo da madeira votasse na madeirense. Não no melhor, mas sim na conterrânea.
Foi mais uma derrota para o PS no governo, pensa Alberto João Jardim. O verdadeiro cantor e o melhor, ficou em segundo lugar para vergonha da organização. O Banco Santander deveria recusar dar o prémio à pessoa errada. Foi triste ver este resultado e também foi triste para a nossa querida "BOLA" do Júri, que deixou bem claro que o verdadeiro cantor daquele concurso, que como ele havia poucos, era o RICARDO.
Mas o RICARDO é que vai ter sucesso, porque a madeirense, pode cantar mas não passará de mediocridade e terá que exercer uma profissão se quiser sobreviver. A ironia disto tudo é que, esta madeirense, não tem culpa de ser eleita.
Desejo um grande êxito ao RICARDO porque é um dos poucos cantores neste mundo global.
Gringo-Ex-combatente do Ultramar
Foi mais uma derrota para o PS no governo, pensa Alberto João Jardim. O verdadeiro cantor e o melhor, ficou em segundo lugar para vergonha da organização. O Banco Santander deveria recusar dar o prémio à pessoa errada. Foi triste ver este resultado e também foi triste para a nossa querida "BOLA" do Júri, que deixou bem claro que o verdadeiro cantor daquele concurso, que como ele havia poucos, era o RICARDO.
Mas o RICARDO é que vai ter sucesso, porque a madeirense, pode cantar mas não passará de mediocridade e terá que exercer uma profissão se quiser sobreviver. A ironia disto tudo é que, esta madeirense, não tem culpa de ser eleita.
Desejo um grande êxito ao RICARDO porque é um dos poucos cantores neste mundo global.
Gringo-Ex-combatente do Ultramar
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
SOLIDARIEDADE SOCIAL
Tenho seguido com atenção esta onda de peditórios por organismos de solidariedade social. O objectivo é louvável e humano.
Contudo, porém, no entanto, cheguei à conclusão que aqueles que fazem parte destas organizações,são pessoas que vivem à grande e à francesa. E por quê ? Porque querem passar por pessoas com um coração humano, extremamente sensível aos problemas da humanidade. Mas é com o dinheiro dos pobres que estes " Chicos Espertos" querem fazer figura pública.
Aparecem na televisão para a fotografia e depois mostram meia dúzia de mendigos a comerem a sopinha, que outros pobrezinhos confeccionaram, para justificar as suas acções. Viajam para todo o lado por conta dos donativos. Não gastam um tostão do bolso deles.
Esta coisa de mostrar na televisão os miseráveis a receber um casaquinho,uma camisinha,uma sopinha, etc.,não passa de um achincalhamento a esses seres humanos que são vítimas de uma sociedade hipócrita e cínica, a única culpada desta situação miserável em que vive milhões de almas.
Gringo
Ex-Combatente do Ultramar
Contudo, porém, no entanto, cheguei à conclusão que aqueles que fazem parte destas organizações,são pessoas que vivem à grande e à francesa. E por quê ? Porque querem passar por pessoas com um coração humano, extremamente sensível aos problemas da humanidade. Mas é com o dinheiro dos pobres que estes " Chicos Espertos" querem fazer figura pública.
Aparecem na televisão para a fotografia e depois mostram meia dúzia de mendigos a comerem a sopinha, que outros pobrezinhos confeccionaram, para justificar as suas acções. Viajam para todo o lado por conta dos donativos. Não gastam um tostão do bolso deles.
Esta coisa de mostrar na televisão os miseráveis a receber um casaquinho,uma camisinha,uma sopinha, etc.,não passa de um achincalhamento a esses seres humanos que são vítimas de uma sociedade hipócrita e cínica, a única culpada desta situação miserável em que vive milhões de almas.
Gringo
Ex-Combatente do Ultramar
sábado, 15 de dezembro de 2007
TRATADO DE LISBOA - PERDA DE SOBERANIA
Assisti, ontem na SIC, a um debate versando a matéria " TRATADO DE LISBOA - REFERENDO ". A maioria dos políticos está muito preocupada com a perda de soberania com este tratado. A palavra " Soberania" no dicionário tem os seguintes significados: "qualidade de soberano;poder ou autoridade de soberano ou príncipe; império; autoridade moral; etc.; em política: " Conjunto dos poderes que regulam uma nação politicamente organizada, etc. etc."
Ora é exactamente com este significado " conjunto dos poderes que regulam uma nação politicamente organizada" que a maioria dos políticos se preocupa. A perda de poder dos políticos é uma dor de cabeça para quem não sabe fazer mais nada (surripiar). A guerra do referendo não é mais que uma maioria de políticos que entrou em pânico e vê o seu ganha pão ( muito pão) em risco. Sobretudo os partidos de pouca expressão nacional.Estão-se simplesmente marimbando para o bem estar do povo. E isso é que é o problema...
Para o "povo" a "soberania" tem outro significado ou seja: bem estar; boa educação; boa saúde; boa alimentação; bom nível de vida; etc.etc.. O "povo está-se marimbando para o " conjunto dos poderes que regulam uma nação politicamente (des)organizada".
Que me interessa a mim a "SOBERANIA", vivendo miseravelmente ? Prefiro perdê-la e viver condignamente !!! Aliás, os politicos sabem-no muito bem...
Enquanto não erradicarmos este virus de nome " cleptomania" herdado do nosso D. Afonso Henriques, que roubou à mãe este pedacinho de terra à beira-mar, continuaremos a ser a "CAGADEIRA DA EUROPA".
Gringo
Ex-combatente do Ultramar
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
TRATADO DE LISBOA - REFERENDO - SIM OU NÃO ?
O José Sócrates prometeu, na sua campanha eleitoral, o referendo ao Tratado Europeu. Agora, que as coisas mudaram, tudo indica que não vai fazer o referendo. O próprio Presidente Cavaco Silva também é contra o referendo.
A minha opinião pessoal é que o "REFERENDO", qualquer que fosse ou seja o seu resultado, não exprime a verdadeira vontade de um povo. A maioria vota apenas por influência de alguém e, portanto, não está a votar em consciência.
O povo português ainda não tem cultura suficiente para entender estas matérias.Quando parte das gerações do antes do 25 de Abril e ainda parte das primeiras após o 25 de Abril desaparecerem,então,aí sim,os referendos serão bem vindos.
O que seria de Portugal se não estivesse inserido na União europeia ? Vivemos mal ? Claro que sim,mas comparando com a ditadura salazarista, sempre vivemos um pouco melhor. O padrão de vida dos portugueses é o mais baixo da Europa, mas em termos de infra-estruturas melhoramos bastante. Se não fosse o dinheirinho da UE continuaríamos a ter caminhos de cabras e picadas. Se muito dinheirinho foi desviado para engordar as contas bancárias da elite política, isso já é outra conversa.
Resumindo e concluindo: este Portugal seria mais pobre e miserável sem a União Europeia. Seríamos talvez um País tipo Roménia cheio de pedintes e ciganada, com todo o respeito que tenho pelo seu povo que não tem culpa da situação.
Assim sendo, entendo que o REFERENDO é um desperdício de dinheiro que tanta falta faz às reformas dos idosos.
Com ou sem REFERENDO aqui vai o meu SIM ao Tratado de Lisboa.
Gringo
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
A MÁFIA DA "ADVOCACIA"
Pelo seu interesse, abaixo transcrevo um artigo do Advogado José Maria Martins
COPIADO DO BLOG " DO PORTUGAL PROFUNDO"
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Ordem dos Advogados - A reacção dos grandes escritórios que vivem das avenças do Estado
A eleição do Dr. Marinho Pinto pôs em pânico um certo tipo de advocacia: Os escritórios que vivem dos milhões de euros que o Estado, as Empresas Públicas, as Empresas dependentes do Estado, lhes pagam.
O Dr. Marinho Pinto veio colocar o acento numa realidade que tem de ser alterada: A promiscuidade entre os Partidos do "Arco do Poder" - PSD/PS e CDS - e os negócios dos contratos, das avenças com sociedades de advogados, em que o Estado e outras entidades públicas, ou dominadas pelo Estado e pelos Partido referidos.
As grandes sociedades de advogados , onde predominam advogados ligados aos partidos -sobretudo PS e PSD - têm avenças de milhões de euros com o Estado e aquelas outras sociedades e empresas públicas.
Estes contratos de avença nunca são contratos sujeitos a concurso público, como exige a mais lídima transparência e defesa dos interesses públicos.
José Miguel Júdice avançou no ataque ao Dr. Marinho Pinto. Chamou-lhe tudo o que a mais elementar elegância deveria impedir.É a reacção dessas sociedades. O ataque para desestabilizar e amedrontar.
O problema é que alguns desses escritórios apresentam honorários escandalosos, por exemplo:
1 - Consultarem um código para os advogados desses escritórios verificarem se o cliente pode ter advogado!!.......
2 - 3,600 € (três mil e seiscentos euros) por : um telefonema para o Tribunal de Comércio ; mais um telefonema para o Tribunal da Relação; mais um telefonema para um tribunal de comarca e mais uma análise de uma peça processual para esses advogados decidirem da oportunidade e mérito de uma resposta!!............
Ou seja, 3 telefonemas e a análise de um documento para ver se era de responder ou não , custam a um cliente 720 contos !!......
A proliferação de advogados e candidatos a advogados algum dia tem de ser racionalizada.
As universidades privadas ministram cursos de direito com milhares de alunos.
Os professores e as universidades fazem disso um negócio.
Mas o País é pequeno, e há milhares e milhares de jovens e seus pais que foram ludibriados, quando decidiram cursar direito. Não há mercado para todos.
O Dr. Marinho Pinto tem colocado o acento tónico nesta questão, difícil e anormal.
Para mim, mais mil ou 10 mil advogados é gual. Tenho a minha carteira de clientes e vou vivendo. Mas e os mais jovens? Como vão viver?
José Miguel Judice fez musculo, falando em descamisados. Bom , que faria ele sem as avenças do Estado? Se tivesse de viver do vencimento das causas em concorrência com os outros? Ou julga-se melhor advogado que o "descamisado" Dr. Marinho Pinto?
Por fim: É lamentável que a Ordem dos Advogados recorra ao processo disciplinar contra o Dr. José Miguel Júdice. As afirmações que ele fez , se não forem verdadeiras, só a ele desmerecem, mas a Ordem não pode servir de plataforma para a perseguição disciplinar, tantas vezes em causa própria e para benefício de meia dúzia que agem a mando dos partidos, em prol de interesses grupais.
E mais que isso, sem terem sequer conhecimento do que fazem, sem terem experiência do que falam e "julgam", metidos como estão em escritórios e sociedades que nada mais conhecem que papéis e telefonemas para amigos dos partidos.
Posto por José Maria Martins
sábado, 8 de dezembro de 2007
NATAL EM BELÉM

O Natal é o evento que mais marca as desigualdades que existem neste planeta terra. É nesta quadra natalícia que se vê a miséria de um lado e a riqueza do outro. Vi, ontem, na SIC, um documentário do que vai ser o Natal da Família do Presidente no Palácio de Belém.
A Primeira Dama esmerou-se em apresentar ao repórter a beleza da sala de jantar, rodeada de coisas douradas e prateadas,etc., e também apresentou o MENU da noite de Natal: POLVO, BACALHAU e PERU.
Quis a ironia do destino, que mais à frente, quando mudei de canal, aparecesse um programa a mostrar a miséria que vai por esse mundo fora. Crianças com farrapos vestidos que apenas cobria umas pequenas partes do corpo, a comerem o ranho que lhes saía pelo nariz, - tal era a fome - sentados em cima de lixeiras em busca de alguns restos de comida em estado de putrefacção.
Estas imagens fizeram-me lembrar o MENU de Natal em Belém, que me provocou água na boca, pois o meu dinheiro só dá para um bocadinho de bacalhau de 5€ o quilo... baratinho. Infelizmente não dá para polvo nem peru... Mas há sempre um lado positivo da coisa: a família do Presidente vai ficar obesa com tanta comida e a minha família irá continuar magrinha que, dizem, é mais saudável... Deus é grande... Faz justiça por linhas tortas...
Um bom Natal a todos os pobres e, já agora, por que não aos ricos...
Gringo
Ex-combatente do Ultramar...
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
A VERDADEIRA DEMOCRACIA - O POVO É QUEM MAIS ORDENA...
COPIADO DO BLOG " Do Portugal Profundo"
"Democracia directa e dignidade humana"
António Balbino Caldeira
Conferência no Centro Académico Vimaranense (CAVIM)
Guimarães, 12-11-2007
........."Em Cristo, não há judeu nem grego, nem escravo nem homem livre"
.................................................Carta de São Paulo aos Gálatas 3, 28
Sumário
A democracia directa é a nova exigência da dignidade humana. Para corrigir os abusos dos eleitos no quadro obsoleto da democracia representativa, os cidadãos têm de recuperar o poder de sufrágio real e a soberania política, usurpada pelos directórios partidários nacionais e locais e sujeita a fidelidades secretas. A dignidade humana exige a intervenção dos cidadãos na escolha livre dos eleitos, a sua consulta nas grandes decisões do Estado, a transparência e a prestação de contas pelos dirigentes e regras efectivas de controlo dos mandatos. A dignidade humana reclama a maioridade dos cidadãos permitida pela democracia directa, a qual, por sua vez, é favorecida pelo progresso tecnológico actual. Sem essa reforma política, não é possível o desenvolvimento integral da comunidade.
1. Introdução
O propósito desta minha conferência[1] é relacionar a dignidade humana e a democracia directa, explicando depois o conceito e conteúdo desta nova forma de governo.
2. Dignidade
Em minha opinião, a democracia directa é o novo nome da dignidade da cidadania – parafraseando a célebre bênção do Papa Paulo VI na convocação do mundo para o desenvolvimento dos povos de que “se o desenvolvimento é o novo nome da paz, quem não deseja trabalhar para ele com todas as forças?”[2].
Dignidade é uma palavra que deriva[3] do latim “dignitas” com o sentido português de "valia", "mérito". Significa o valor da pessoa porque toda a pessoa tem valor, tem dignidade. Ora, essa expressão de consideração pessoal, que integra o conceito de dignidade, é atribuída, por natureza e direito divino, a qualquer elemento do género humano e é condição de existência e de respeito moral. A dignidade é uma condição pessoal. Sem dignidade, o homem não é.
A dignidade é uma condição pessoal, do indivíduo, mas também uma condição social. Isto é, a dignidade impõe a assunção moral do indivíduo, como o respeito social. Todo o homem tem uma condição intrínseca de dignidade que o faz merecer o respeito dos outros. Esse respeito dos outros atribui ao indivíduo direitos e obrigações comunitárias.
A evolução social da humanidade subiu a soberania do povo, a democracia – palavra[4] que tem origem no grego “demokratia”, de “demos“ (pessoas simples) + “kratos“ (governo, força) - , à melhor forma de governo. Mas a versão de democracia em vigor é a democracia representativa.
A sociedade, nos órgãos políticos que ergue com o acordo dos cidadãos, consente na representação através de eleitos, representantes da sua vontade. A liberdade forma essa eleição e a chefia faz-se na base do consentimento.
Portanto, a dignidade humana exige a possibilidade do sufrágio livre e o cumprimento pelos seus representantes do acordo que suportou a sua eleição.
A dignidade humana exige o sufrágio livre, pois reclama a devolução pelos escalões intermédios e de direcção dos partidos do poder de candidatura livre aos órgãos partidários e do Estado em vez da nomeação, ou eleição limitada a uma lista única ou curta dos candidatos por estruturas de direcção locais, regionais e nacionais.
A dignidade humana exige o cumprimento do acordo entre eleitos e eleitores que esteve na origem da eleição. A eleição dos representantes é feita no compromisso, solene através do sufrágio, de realização das promessas que levaram ao voto dos eleitores. O povo vota para a realização desta e daquela decisão, e não doutra ou daqueloutra. A violação do compromisso eleitoral de realização de decisões, não pode ser resolvida na próxima eleição, pois concerne ao mandato anterior. É tarde.
Mas não é só conteúdo do contrato de eleição que importa respeitar, mas também a forma de exercício do cargo que tem de se conformar com as regras que a sociedade institui nas constituições políticas e nas leis. Já recomendava o Papa Leão XIII: “Façam os governantes uso da autoridade protectora das leis e das instituições”[5]. A corrupção, não só da vontade dos eleitores desrespeitada após a eleição, com a comum desculpa da alteração das circunstâncias ou desconhecimento da situação real do poder, mas também do exercício do poder com o abuso do cargo para obtenção de vantagens particulares, constitui uma usurpação dos mandatos e deve ser resolvida de modo eficaz. Não tem sido.
A dignidade humana requer uma forma de democracia que resolva os problemas da democracia representativa: a democracia directa.
3. Democracia Directa
A necessidade da democracia directa resulta da obsolescência da democracia representativa.
3.1. A obsolescência da democracia representativa
A democracia representativa é um sistema de soberania do povo através de representantes eleitos pelos cidadãos. A democracia representativa quis-se, além disso, pluralista, por permitir a participação das diversas ideias e grupos da sociedade.
A democracia representativa é apenas uma das formas possíveis de democracia. Se recuarmos a Atenas e a Roma, encontramos formas de democracia mais directa, ainda que restrita a sectores limitados da sociedade.
A representação tem sido usada como uma saída viável para a utopia democrática, um sistema político onde o poder político reside em cada cidadão. A eleição de cidadãos encarregados, pela maioria, para representar a vontade dos demais, constituíu-se com uma solução possível para a questão democrática: todos participariam do poder, através da eleição periódica por votação em partidos organizados para representar as ideias e vontades dos vários grupos sociais.
Para equilibrar e garantir o cumprimento dessa representação, tem de funcionar a divisão dos poderes, traçada desde Platão[6], Aristóteles[7], Políbio[8] e Cícero[9] aos modernos James Harrington[10], John Locke[11], Montesquieu[12] e James Madison[13] – poder legislativo, poder executivo e poder judicial - cada um assumindo funções próprias, limitando e fiscalizando os outros. Todavia, essa separação formal é prejudicada pela prática consolidada de controlo do poder legislativo pelo poder executivo, através da maioria formada que lhe dá origem, seja por um só partido, seja por uma aliança de vários partidos, e pela prática contemporânea de controlo do poder judicial pelo mesmo poder executivo. Isto é, os mecanismos formais da democracia representativa, os tais “balances and checks”[14], a separação de poderes de Montesquieu[15], não funcionam.
A intermediação dos partidos e dos seus dirigentes teria de ser instrumental, isto é, concorrer para a representação popular e não para a seriação dos candidatos e exercício do poder do Estado em função dos interesses dos dirigentes. Aqui reside o nó górdio da degradação da democracia representativa.
O imbróglio contemporâneo da democracia representativa está na eleição e na representação.
Está, em primeiro lugar, na eleição porque os partidos monopolizam a escolha dos candidatos às eleições, tornando muito difícil, pela determinação absurda do número de eleitores necessários e procedimentos, a apresentação ao sufrágio por independentes, e porque a escolha intra-partidária dos candidatos é realizada pelos directórios locais, regionais (distritais) e nacionais. A escolha dos candidatos não cabe aos militantes mas aos dirigentes que estes elegem. A escolha dos dirigentes, já eleitos por sindicatos de votos familiares e de interesses, é realizada autonomamente por estes, com raras consultas prévias aos militantes, na base da troca de favores e de cargos futuros. Na prática, portanto, o eleitor não escolhe o candidato que deseja, mas o candidato que o directório partidário respectivo lhe impõe.
Está, em segundo lugar, na representação porque os eleitos têm o privilégio de exercer os cargos autonomamente da vontade de quem o elegeu e sem controlo efectivo do seu exercício, pela subordinação do poder judicial ao poder político. A autonomia do candidato da sua base eleitoral é favorecida pelo sistema proporcional de eleição para o parlamento (em vez do sistema eleitoral misto, com circunscrições que elegem cada uma um só deputado e uma circunscrição nacional que garanta a representação das forças políticas mais pequenas) que torna os eleitos dependentes do partido. As desculpas do desconhecimento da situação da instituição ou da alteração das circunstâncias são usadas para justificar decisões exactamente opostas às promessas realizadas antes da eleição e não existe nenhum mecanismo eficaz de cassar juridicamente o mandato. O garantismo que funciona a favor do acusado, e não do povo, e a demora do sistema judicial tornam quase impossível a perda de mandatos decidida pelos tribunais, mesmo quando há iniciativa política. Por outro lado, não há qualquer processo de cassação eleitoral do mandato (recall election) que permita o lançamento de uma iniciativa, assinada por um número de eleitores necessário, que leve ao voto popular de remoção de um político do seu cargo.
A democracia representativa tornou-se obsoleta pela corrupção que a manieta, pela evolução tecnológica e pela ânsia popular de democraticidade.
Comecemos com o que temos de acabar: a corrupção.
A vontade do povo não conta. As eleições deixaram de ser a selecção dos melhores para se tornarem a escolha dos menos maus, uma ordenação de medíocres na degradante escala da corrupção moral. Há políticos íntegros, mas são afastados dos postos de decisão e, na sua maioria, parecem, forçados pela conveniência, a conviverem com o crime.
O medo dos dirigentes do incêndio nos seus rabos de palha é a garantia da cumplicidade. Em Portugal, a democracia continua a ser pisada por uma classe de dirigentes, dominante no Estado, autora e parceira do Mal, impune à justiça e imune à lei. O primado do Direito é substituído pelo primado do poder.
A direcção do Estado - entendido na sua forma ampla, incluindo políticos, partidos, dirigentes da administração pública, órgãos autárquicos, media, alta finança, etc. - vive dentro de muralhas impenetráveis, num castelo fechado à sociedade civil, um reduto em que a corrupção é aceite como facto banal, erigida a regra consuetudinária, questão sem relevo face à impunidade de crimes maiores. Políticos acusados de corrupção material e sob suspeita voltam aos lugares cimeiros. A política transformou-se numa actividade com uma amoralidade própria, sem respeito da moral em vigor na sociedade civil. À semelhança do Doppio Stato italiano, Portugal é agora um país duplo: poder sem vergonha e povo envergonhado.
A corrupção, a imunidade e impunidade dos políticos resultam do seu domínio das estruturas partidárias locais e nacionais e controlo dos media tradicionais (TVs, rádios e jornais nacionais e locais) mediante capatazes e negócios, e do controlo sobre o sistema judicial, inclusivé sobre sectores independentes das magistraturas.
A liberdade de informação nos media tradicionais é limitada pelos editores de confiança. A liberdade de expressão é coarctada pelo poder legislativo. Os delitos de opinião são perseguidos pelo poder judicial, sob a pressão do poder político para que sejam investigados de modo prioritário. Os próprios media tradicionais, com raras excepções, servem os ataques dos aflitos contra presumidos delitos de opinião. A blogosfera, com a vantagem de estar territorialmente localizada no estrangeiro, é objecto de ataque judicial e dos media antigos por causa da liberdade de que ainda vai usufruindo.
A comédia trágica das decisões dos dirigentes políticos já deixou de provocar o riso do povo para só lhe causar desdém e repulsa. Os pactos de regime são percebidos pelo público como a essência da conservação da ruína do sistema. O Estado deixou de ser uma pessoa de bem.
A acusação chocha de justicialismo, que por vezes se atira contra esta reacção legítima aos abusos, cheira ao mofo podre dos salões sujos, dos gabinetes pestilentos e das antecâmaras fétidas, onde pataca-a-mim-pataca-a-ti se repartem orçamentos, discutem comissões, atribuem tachos, combinam abusos, comercializam favores, decidem manchetes, orquestram campanhas, arquivam processos, perseguem cidadãos. A corrupção.
Porque o único processo de mudar o sistema é expor a corrupção. As práticas corruptas, já consuetudinárias, no Estado português só se mudam com a exposição do Mal. Como a corrupção domina os aparelhos partidários, instâncias de poder do Estado e grupos de pressão, e o sistema mediático tradicional está quase todo controlado, de forma directa e indirecta, pelo Governo, só a cassação pública dos corruptos, através da evidência dos seus crimes, pode reformar o sistema. No estertor, o sistema convoca os servos do ex-quarto poder e tenta resistir. A morte está anunciada, mas o sistema é eterno enquanto dura.
O sistema não se está a aguentar com a denúncia dos abusos e, por isso, reage, procurando a punição - pessoal, familiar, profissional, económica, política e judicial - dos cidadãos deste tempo novo. Só a verdade liberta.
Passando agora pela tecnologia, modo e instrumento de evolução da sociedade humana.
A tecnologia acabará por transformar o sistema - e rapidamente se o povo impuser a sua vontade própria à adesão clubística incondicional que agora mantém o limbo e o inferno. A reforma do sistema - e o desenvolvimento! - demorará mais, se o povo não abandonar a resignação a organizações que funcionam de modo anti-democrático e a personagens corruptas. Não obstante, mesmo que essa consciencialização do erro de transpor para a política o fanatismo clubístico e da separação da sociedade em castas - a dos políticos e a do povo - se atrase, a mudança que a tecnologia impõe, é inevitável. O problema é que não podemos esperar que o equipamento tecnológico resolva o que pertence aos homens fazer. Pois, a demissão do dever de mudar provoca um sofrimento e atraso intolerável à sociedade.
E chegando à questão da ânsia popular de democraticidade.
A ânsia popular de democraticidade decorre da lenta emancipação do povo. Há uma consciencialização lenta que demorou e que finalmente se consolida. A emancipação política é um produto das condições de aumento e alargamento da instrução. O povo quer participar da política, nas decisões e no exercício político. Entende que a política é uma actividade demasiado importante para ser deixada apenas aos políticos.
Não é mais possível a manutenção da realpolitik de cariz ditatorial, descontrolada, cínica, alheia à informação e opinião do povo. Não se pode admitir uma farsa de razão de Estado que aliena o povo num delírio perigoso que chega a admitir, à outrance, o juízo desavergonhado de oportunidade judicial sobre factos jurídicos escandalosos!... Como se determinado crime não pudesse ser investigado com a justificação de que não é oportuno…
No entanto, só é possível recuperar a democracia (o poder do povo), usurpada pelos representantes, com a denúncia desses níveis intermédios anti-democráticos que administram o controlo e filtram a informação. Não é possível a mudança de protagonistas neste sistema político blindado. A esmagadora maioria dos homens e mulheres do aparelho, autores, cúmplices e servos da corrupção moral, não aceitam a reforma que os eliminaria do poder. Por isso, precisamos de um novo sistema político. É urgente a reforma do sistema político para a implantação da democracia directa.
Para sair do beco da casta política, em que Portugal vive, temos de reconverter o sistema político, tornando a democracia representativa mais directa. Trata-se de desintermediar a política e assegurar maior democraticidade na eleição. Desintermediar a política dos caciques, dinossauros e jotinhas locais, distritais e nacionais, de bolsos cheios de fichas de militantes familiares (pais, sogros, filhos, avós, tios e primos...), arvorados em grandes eleitores, reis e fazedores de reis, que garantem o poder das estruturas locais e, por aí, controlam as distritais e elegem os presidentes dos partidos, e vice-versa, sem uma escolha efectiva feita pelo povo. E assegurar maior democraticidade na representação com o respeito da vontade popular, o exercício escrupuloso dos cargos e a autonomia do poder judicial.
3.2. A novidade da democracia directa
Para resolver a obsolescência da democracia representativa é necessária reformá-la e instituir a democracia directa[16].
A democracia directa que proponho é uma forma de governo na qual a soberania pertence realmente ao povo que elege livremente os seus representantes, delimita o exercício do seu mandato e participa no processo de decisão política. Na sua versão utópica, a democracia directa não teria sequer representantes. Na sua versão exequível, aquela que defendo e de aqui trato - e que alguns chamam, semi-directa -, democracia directa é um sistema de governo que radica no povo o poder de decisão: reduz o arbítrio de decisão dos graus intermédios de poder partidário, alarga a possibilidade de eleição dos representantes e condiciona a acção dos eleitos ao mandato popular. Os EUA e Suíça utilizam modelos mitigados de democracia directa.
Os representantes ficam obrigados ao mandato que lhes foi confiado pelos eleitores, em vez de poderem seguir durante o período do exercício do cargo apenas a sua vontade. O poder é exercido pelo povo através da livre escolha dos representantes, do cumprimento estrito pelos eleitos do mandato popular e da própria intervenção através de referendos e iniciativas legislativas dos cidadãos.
A livre escolha dos representantes verifica-se com a realização de eleições primárias nos partidos para os diversos cargos internos, autárquicos, deputados e presidente da República, às quais podem concorrer militantes apoiados por listas subscritas por um número suficiente de eleitores (mas não o absurdo número de 10% dos militantes!...); e com a facilitação burocrática e no número de eleitores de candidatura de cidadãos independentes.
O cumprimento estrito do mandato popular verifica-se pela criação de um sistema eleitoral maioritário que desloque o candidato da obediência ao directório partidário, definição clara das promessas eleitorais, a publicação do registo de votação e pela possibilidade da cassação do mandato em caso de desrespeito pelo mandato confiado. A desconexão entre o eleito e o eleitor passado o momento do sufrágio, e a sua autonomia para o mandato, é um princípio postulado por Edmund Burke[17] que tem servido para o desprezo dos eleitores, remediado apenas no sufrágio seguinte, quando é possível. O que Burke disse aos eleitores de Bristol após a eleição para o parlamento foi:
“Certamente, Senhores, a felicidade e glória de um representante deveriam ser viver na mais estreita união, na correspondência mais próxima e numa comunicação sem reserva com os seus eleitores. (…) Mas a sua opinião neutral, o seu juízo maduro, a sua consciência iluminada, ele não a deve sacrificar a vós, a qualquer homem ou qualquer conjunto de homens. Isso ele não deriva do vosso prazer – não, nem da lei ou da Constituição. São um depósito da Providência, pelo abuso do qual ele responde. O vosso representante deve-vos, não apenas a sua indústria, mas o seu juízo, e trai-vos, em vez de vos servir, se o sacrifica à vossa opinião. (…)
(M)as instruções impositivas, mandatos emitidos, que o deputado estaria amarrado cegamente e implicitamente a obedecer, votar e argumentar, ainda que contrário à mais clara convicção do seu juízo e consciência – isso são coisa absolutamente desconhecidas das leis desta terra e que resultam de um erro fundamental dos preceitos e métodos da nossa Constituição.
O Parlamento não é um congresso de embaixadores de interesses diversos e hostis, que cada um deve sustentar, como agente ou advogado, contra outros agentes ou advogados; o Parlamento é uma assembleia deliberativa de uma nação, com um interesse – o do conjunto – onde não devem orientar-nos os propósitos e preconceitos locais, mas o bem comum, que resulta da razão geral do todo. Vós, realmente, escolhestes um deputado; mas quando o escolhestes, ele não é o deputado por Bristol, mas membro do Parlamento.” [18]
Burke, um conservador, excluía qualquer valor acima do serviço da consciência, um “depósito da Providência” divina, e da nação. Todavia, parece mais simples que em vez de contrariar o que presume ser a vontade dos eleitores, o representante se demite para evitar vergar a sua consciência e a sua própria vontade. O mandato foi-lhe delegado – e pertence – ao povo; não lhe foi depositado para fazer o que entende, guiado pela graça da iluminação divina. No plano ideal, compreender-se o postulado de Burke, mas a prática da democracia representativa com o sistema eleitoral proporcional, faz derivar a ordem não do comando da consciência ou do objecto da nação, mas da ordem do partido, muitas vezes sujeito à satisfação de compromissos de financiamento. O postulado de Burke deixou de ser viável para o serviço moral do povo e do Estado.
Os referendos, que também podem ter origem nos próprios eleitores através de petições, e iniciativas legislativas dos cidadãos que o parlamento deve analisar, constituem formas de intervenção legislativa directa dos cidadãos, que devem ser promovidas por contribuírem para a participação popular na política.
Porém, não se confunda a democracia directa com uma democracia participativa indirecta, através de grupos de influência e pressão com maior acesso à informação e aos meios de poder, como a experiência dos orçamentos participativos e instrumentos semelhantes de atribuição de poder a instituições específicas e seleccionadas da sociedade civil. Essa participação na decisão através de grupos influentes, e não directamente dos cidadãos através do seu voto, levaria, apenas, a maior arbítrio, pois não é com o deslocamento do poder dos partidos para organizações sectoriais e programáticas, escalonadas pela sua conformidade politicamente correcta, que se atinge a democracia real. Na prática, essas organizações disputariam o poder e influenciariam as decisões cuja raiz tem de ser efectivamente o cidadão. Essa democracia participativa não se distinguiria do modelo da intervenção dos lóbis de que a sociedade se queixa. E não é com a substituição de uns lóbis por outros, acrescida até da distribuição do poder por esses novos lóbis, que a democracia melhora.
A democracia directa em que acredito, não é apenas uma democracia referendária, mas um sistema político mais abrangente, com regras de maior democraticidade para a eleição e exercício dos cargos. Esta formulação da democracia directa, não elimina a representação política, mas responsabiliza-a, ao mesmo tempo que devolve a escolha efectiva ao povo.
A renovação do sistema político em direcção à democracia directa é delicada, pois o perigo de instrumentalização é forte. Mas a democracia directa não terá menos controlo do exercício dos mandatos do que a democracia representativa. Pelo contrário, exige uma fiscalização mais próxima e frequente do exercício dos cargos, transparência dos actos, sanções automáticas para incumprimento dos mandatos, separação real dos poderes e outras garantias de cuidado e prudência na administração.
O povo quer ter uma participação maior nas decisões do Estado e reclama o respeito da sua vontade, não se conformando com a velha soberania dos mandatos durante o longo prazo da legislatura. Não é já suficiente confiar o Governo a um partido para quatro anos, com liberdade plena para tomar decisões contra a vontade do povo.
A evolução tecnológica já permite, aliás, através da Internet, a consulta dos cidadãos para decisões de relevo – a consulta constante dos cidadãos é utópica. Apesar disso, veja-se o projecto australiano de democracia electrónica do Senator On-Line[19] em que o representante legislativo vota conforme indicação dos seus constituintes.
O costume, que se começa a consolidar, das derrotas das eleições intercalares fazerem cair os governos por causa da convicção de falta de legitimidade, é já um sinal da intervenção popular extra-sufrágio quadrianual, tal como é, ainda mais frequente a consulta sistemática através de sondagens de opinião de amostra única ou de painel que provocam consequências na condução política dos Estados.
Ao contrário do que displicentemente se veicula, não há um afastamento dos cidadãos em relação à política, salvo da política velha e relha, mas um aumento da vontade de participação nas decisões de governo que não é correspondido pela elite política instalada. Em vez de desinteresse dos eleitores, há marginalização do povo.
3.3.Ideias práticas de aplicação da democracia directa
A democracia directa é um sistema e um processo. Algumas sociedades já adoptaram bastantes medidas de democracia directa, outras não lhe dão conteúdo formal e mecanismos de execução, outras até resistem a introduzir mecanismos de maior democraticidade.
Nesta conferência não há espaço para desenvolver em detalhe essas ideias. Mas ficam aqui enunciadas algumas ideias práticas para aplicação da democracia directa:
Transparência e escrutínio das decisões dos eleitos, nomeadamente:
.....Publicação em Diário da República de todos os actos administrativos;
.....Facilitação de escrutínio pelos cidadãos das decisões, processos e resultados da decisão administrativa;
.....Obrigação de discussão pública das decisões de maior relevo, nomeadamente daquelas que envolvam investimentos acima de determinado valor;
Tornar o processo legislativo, da Assembleia da República e do Governo, mais transparente (conferências de líderes e comissões especializadas) escrutinável e, com possibilidade de intervenção real dos cidadãos e organizações da sociedade civil;
Contratação pública mais clara em maior restrição da excepção de negociação particular de contratos com a administração pública acima de determinado valor;
Responsabilização pessoal dos eleitos pelo desempenho do cargo e desrespeito dos mandatos, nomeadamente despesas e contratação, com perda automática de mandato após apuramento da ilegalidade ou irregularidade;
Adopção do sistema eleitoral misto nas eleições para o parlamento, com circunscrições de eleição unipessoal e uma circunscrição nacional que garanta a eleição de representantes dos partidos mais pequenos;
Prestação de contas (accountability) pelos eleitos;
Certificação de contas e estatística por entidades independentes e da União Europeia;
Registo de interesses dos eleitores e candidatos e de declarações de rendimentos com perda automática de mandato para incumprimento ou falsas declarações;
Representação dos eleitos em vez da co-optação de políticas palacianas;
Separação real dos poderes: legislativo, executivo e judicial;
Independência verdadeira e consequente do poder judicial e maior autonomia com imposição de sanções pelo Tribunal de Contas;
Aprofundamento das garantias constitucionais sobre o exercício do poder;
Cassação de mandatos por incumprimento, mediante votação no caso de incumprimento eleitoral e automática no caso de infracção grave;
Eleições primárias nos partidos para todos os cargos electivos internos, do Estado e autarquias;
Audição pública dos candidatos a nomeações políticas;
Facilidade de apresentação de candidaturas independentes e desburocratização do respectivo processo;
Direito de iniciativa popular de propostas de lei, com a apresentação ao Parlamento e a referendo obrigatório de petições assinadas por um certo número de cidadãos, e aproveitamento de eleições para cargos (Parlamento, presidenciais, autarquias e Parlamento Europeu), para consultas populares;
Clareza de financiamento e controlo das contas das organizações políticas pelo Tribunal de Contas, com sanções de perda de mandato e penais para os casos de incumprimento;
Supressão da imunidade política para qualquer facto exterior ao mandato político;
Liberdade efectiva de informação e de opinião dos cidadãos.
A democraticidade interna dos partidos merece uma consideração especial, pois é aí que está um dos problemas maiores do regime. Deve haver uma reforma da lei dos partidos políticos e da sua aplicação que passe a garantir:
regras para tornar mais fácil o acesso aos partidos;
possibilidade de recurso da adesão de militante através da estrutura central dos partidos;
escolha dos candidatos a presidentes de junta, de câmara, deputados e presidente, através de eleição directa pelos militantes;
transparência e escrutínio do registo e manutenção dos militantes nos órgãos nacionais;
regras estritas de financiamento partidário com penalização pessoal dos dirigentes em caso de incumprimento de legislação;
regras rigorosas de eleição interna e de candidatos: marcação, publicitação e escolha;
facilitação da apresentação de candidaturas aos órgãos internos e a candidaturas autárquicas e nacionais, na burocracia e no número de militantes necessários.
Contudo, como sabemos, não basta edificar de forma determinada uma legislação: é preciso executá-la. Isto é, tem de existir regulamentação eficaz, com direitos, obrigações e sanções, para a pôr me prática e definir órgãos que a fiscalizem.
3.4. A questão dos meios
A questão dos meios é decisiva para a avaliação e criação de condições objectivas de mudança. Neste ponto, entra a tecnologia como aliada desta transformação política, com especial relevo para a Internet, mesmo nos regimes políticos mais ditatoriais e fechados. A rede (net) permite a exuberância técnica e moral da cidadania.
Acabou o paradigma salazarista de informação. Já não se consegue governar segundo a velha máxima salazarista de que "politicamente, só existe o que o povo sabe que existe". O paradigma clássico de comunicação política estava realmente obsoleto e foi destruído pela avalanche da procura (o cidadão-repórter). O cidadão-(e)leitor (e e-leitor) ganhou uma costela de repórter. Hoje, o povo pode livremente procurar, editar, publicar, comentar, difundir e amplificar informação para milhares de leitores, gratuitamente, em torrente contínua, rápida, funda e aguda, sem a necessidade de vencer o filtro espesso dos media.
Aquilo a que chamámos Páscoa da Cidadania de 2007 - difusão do Dossier Sócrates (percurso académico e utilização do título de engenheiro por José Sócrates) - representou a viragem, a primeira ocasião em que a obsolescência desse modelo se tornou evidente e se manifestaram os efeitos poderosos da revolução tecnológica da informação e comunicação sobre o sistema político e social português. Do blogue Do Portugal Profundo, passou aos outro blogues, depois os fóruns de opinião e temáticos, daí para os mails, a rua – e, in extremis, os reboques dos jornais, das rádios e TVs, quando se tornou insuportável manterem o silêncio ensurdecedor...
Os cidadãos libertaram-se do jugo da intermediação e assumiram a cidadania, a responsabilidade de intervir na polis, com as suas capacidades disponíveis: a informação e a comunicação. Nesta luta por maior liberdade e democracia a blogosfera tem o papel principal e tornou-se incontornável ao sistema político-mediático português.
Estando os media tradicionais (jornais, rádios e TVs) debaixo do controlo directo e indirecto, através de dependências várias, do Governo – e o Governo Sócrates dispõe de uma força de controlo sobre os media tradicionais como nunca se viu depois do 25 de Abril de 1974 – importa contarmos, para a mudança, com os meios alternativos:
Blogues
Fóruns
E-mail
SMS
A caixa de ressonância dos media tradicionais
Os regimes que se fecham definham por falta de ar e luz, e tudo o que se oprime acaba por rebentar. Na Páscoa da Cidadania de 2007, o regime sofreu um abanão, mas importa aprender para que se incorra em revoltas semelhantes ao cacelorazo argentino de 2001, o 13 de Março de 2004 em Espanha, as émeutes francesas do Outono de 2005 e os protestos húngaros do final de 2006.
Ora, a resposta que o sistema político deve dar não é o endurecimento da sua política de controlo dos media tradicionais, das agências de regulação, das polícias e das magistraturas pelo poder executivo, mas a humildade da adaptação à vontade popular nesta nova realidade tecnológica informativa e comunicacional. É essa mudança da política, em todos os partidos, que o povo reclama agora. Essa vontade popular de mais democracia - democracia directa - não pode ser negada.
4. Conclusão
Creio que ficou provado o propósito da minha comunicação: a relação entre dignidade humana e democracia directa e explicado o conceito e aplicação prática da democracia directa como nova forma de governo.
O caminho da valorização da dignidade humana, condição pessoal e social do indivíduo, conduz à democracia directa, convocada pela evolução tecnológica e pela vontade popular de democracia real. Não é uma tarefa para um partido, mas para um movimento alargado da sociedade civil que promova a reforma do sistema político e crie um meta-paradigma de mudança no qual se reconcilie o povo com o Estado e se renove a esperança.
"Democracia directa e dignidade humana"
António Balbino Caldeira
Conferência no Centro Académico Vimaranense (CAVIM)
Guimarães, 12-11-2007
........."Em Cristo, não há judeu nem grego, nem escravo nem homem livre"
.................................................Carta de São Paulo aos Gálatas 3, 28
Sumário
A democracia directa é a nova exigência da dignidade humana. Para corrigir os abusos dos eleitos no quadro obsoleto da democracia representativa, os cidadãos têm de recuperar o poder de sufrágio real e a soberania política, usurpada pelos directórios partidários nacionais e locais e sujeita a fidelidades secretas. A dignidade humana exige a intervenção dos cidadãos na escolha livre dos eleitos, a sua consulta nas grandes decisões do Estado, a transparência e a prestação de contas pelos dirigentes e regras efectivas de controlo dos mandatos. A dignidade humana reclama a maioridade dos cidadãos permitida pela democracia directa, a qual, por sua vez, é favorecida pelo progresso tecnológico actual. Sem essa reforma política, não é possível o desenvolvimento integral da comunidade.
1. Introdução
O propósito desta minha conferência[1] é relacionar a dignidade humana e a democracia directa, explicando depois o conceito e conteúdo desta nova forma de governo.
2. Dignidade
Em minha opinião, a democracia directa é o novo nome da dignidade da cidadania – parafraseando a célebre bênção do Papa Paulo VI na convocação do mundo para o desenvolvimento dos povos de que “se o desenvolvimento é o novo nome da paz, quem não deseja trabalhar para ele com todas as forças?”[2].
Dignidade é uma palavra que deriva[3] do latim “dignitas” com o sentido português de "valia", "mérito". Significa o valor da pessoa porque toda a pessoa tem valor, tem dignidade. Ora, essa expressão de consideração pessoal, que integra o conceito de dignidade, é atribuída, por natureza e direito divino, a qualquer elemento do género humano e é condição de existência e de respeito moral. A dignidade é uma condição pessoal. Sem dignidade, o homem não é.
A dignidade é uma condição pessoal, do indivíduo, mas também uma condição social. Isto é, a dignidade impõe a assunção moral do indivíduo, como o respeito social. Todo o homem tem uma condição intrínseca de dignidade que o faz merecer o respeito dos outros. Esse respeito dos outros atribui ao indivíduo direitos e obrigações comunitárias.
A evolução social da humanidade subiu a soberania do povo, a democracia – palavra[4] que tem origem no grego “demokratia”, de “demos“ (pessoas simples) + “kratos“ (governo, força) - , à melhor forma de governo. Mas a versão de democracia em vigor é a democracia representativa.
A sociedade, nos órgãos políticos que ergue com o acordo dos cidadãos, consente na representação através de eleitos, representantes da sua vontade. A liberdade forma essa eleição e a chefia faz-se na base do consentimento.
Portanto, a dignidade humana exige a possibilidade do sufrágio livre e o cumprimento pelos seus representantes do acordo que suportou a sua eleição.
A dignidade humana exige o sufrágio livre, pois reclama a devolução pelos escalões intermédios e de direcção dos partidos do poder de candidatura livre aos órgãos partidários e do Estado em vez da nomeação, ou eleição limitada a uma lista única ou curta dos candidatos por estruturas de direcção locais, regionais e nacionais.
A dignidade humana exige o cumprimento do acordo entre eleitos e eleitores que esteve na origem da eleição. A eleição dos representantes é feita no compromisso, solene através do sufrágio, de realização das promessas que levaram ao voto dos eleitores. O povo vota para a realização desta e daquela decisão, e não doutra ou daqueloutra. A violação do compromisso eleitoral de realização de decisões, não pode ser resolvida na próxima eleição, pois concerne ao mandato anterior. É tarde.
Mas não é só conteúdo do contrato de eleição que importa respeitar, mas também a forma de exercício do cargo que tem de se conformar com as regras que a sociedade institui nas constituições políticas e nas leis. Já recomendava o Papa Leão XIII: “Façam os governantes uso da autoridade protectora das leis e das instituições”[5]. A corrupção, não só da vontade dos eleitores desrespeitada após a eleição, com a comum desculpa da alteração das circunstâncias ou desconhecimento da situação real do poder, mas também do exercício do poder com o abuso do cargo para obtenção de vantagens particulares, constitui uma usurpação dos mandatos e deve ser resolvida de modo eficaz. Não tem sido.
A dignidade humana requer uma forma de democracia que resolva os problemas da democracia representativa: a democracia directa.
3. Democracia Directa
A necessidade da democracia directa resulta da obsolescência da democracia representativa.
3.1. A obsolescência da democracia representativa
A democracia representativa é um sistema de soberania do povo através de representantes eleitos pelos cidadãos. A democracia representativa quis-se, além disso, pluralista, por permitir a participação das diversas ideias e grupos da sociedade.
A democracia representativa é apenas uma das formas possíveis de democracia. Se recuarmos a Atenas e a Roma, encontramos formas de democracia mais directa, ainda que restrita a sectores limitados da sociedade.
A representação tem sido usada como uma saída viável para a utopia democrática, um sistema político onde o poder político reside em cada cidadão. A eleição de cidadãos encarregados, pela maioria, para representar a vontade dos demais, constituíu-se com uma solução possível para a questão democrática: todos participariam do poder, através da eleição periódica por votação em partidos organizados para representar as ideias e vontades dos vários grupos sociais.
Para equilibrar e garantir o cumprimento dessa representação, tem de funcionar a divisão dos poderes, traçada desde Platão[6], Aristóteles[7], Políbio[8] e Cícero[9] aos modernos James Harrington[10], John Locke[11], Montesquieu[12] e James Madison[13] – poder legislativo, poder executivo e poder judicial - cada um assumindo funções próprias, limitando e fiscalizando os outros. Todavia, essa separação formal é prejudicada pela prática consolidada de controlo do poder legislativo pelo poder executivo, através da maioria formada que lhe dá origem, seja por um só partido, seja por uma aliança de vários partidos, e pela prática contemporânea de controlo do poder judicial pelo mesmo poder executivo. Isto é, os mecanismos formais da democracia representativa, os tais “balances and checks”[14], a separação de poderes de Montesquieu[15], não funcionam.
A intermediação dos partidos e dos seus dirigentes teria de ser instrumental, isto é, concorrer para a representação popular e não para a seriação dos candidatos e exercício do poder do Estado em função dos interesses dos dirigentes. Aqui reside o nó górdio da degradação da democracia representativa.
O imbróglio contemporâneo da democracia representativa está na eleição e na representação.
Está, em primeiro lugar, na eleição porque os partidos monopolizam a escolha dos candidatos às eleições, tornando muito difícil, pela determinação absurda do número de eleitores necessários e procedimentos, a apresentação ao sufrágio por independentes, e porque a escolha intra-partidária dos candidatos é realizada pelos directórios locais, regionais (distritais) e nacionais. A escolha dos candidatos não cabe aos militantes mas aos dirigentes que estes elegem. A escolha dos dirigentes, já eleitos por sindicatos de votos familiares e de interesses, é realizada autonomamente por estes, com raras consultas prévias aos militantes, na base da troca de favores e de cargos futuros. Na prática, portanto, o eleitor não escolhe o candidato que deseja, mas o candidato que o directório partidário respectivo lhe impõe.
Está, em segundo lugar, na representação porque os eleitos têm o privilégio de exercer os cargos autonomamente da vontade de quem o elegeu e sem controlo efectivo do seu exercício, pela subordinação do poder judicial ao poder político. A autonomia do candidato da sua base eleitoral é favorecida pelo sistema proporcional de eleição para o parlamento (em vez do sistema eleitoral misto, com circunscrições que elegem cada uma um só deputado e uma circunscrição nacional que garanta a representação das forças políticas mais pequenas) que torna os eleitos dependentes do partido. As desculpas do desconhecimento da situação da instituição ou da alteração das circunstâncias são usadas para justificar decisões exactamente opostas às promessas realizadas antes da eleição e não existe nenhum mecanismo eficaz de cassar juridicamente o mandato. O garantismo que funciona a favor do acusado, e não do povo, e a demora do sistema judicial tornam quase impossível a perda de mandatos decidida pelos tribunais, mesmo quando há iniciativa política. Por outro lado, não há qualquer processo de cassação eleitoral do mandato (recall election) que permita o lançamento de uma iniciativa, assinada por um número de eleitores necessário, que leve ao voto popular de remoção de um político do seu cargo.
A democracia representativa tornou-se obsoleta pela corrupção que a manieta, pela evolução tecnológica e pela ânsia popular de democraticidade.
Comecemos com o que temos de acabar: a corrupção.
A vontade do povo não conta. As eleições deixaram de ser a selecção dos melhores para se tornarem a escolha dos menos maus, uma ordenação de medíocres na degradante escala da corrupção moral. Há políticos íntegros, mas são afastados dos postos de decisão e, na sua maioria, parecem, forçados pela conveniência, a conviverem com o crime.
O medo dos dirigentes do incêndio nos seus rabos de palha é a garantia da cumplicidade. Em Portugal, a democracia continua a ser pisada por uma classe de dirigentes, dominante no Estado, autora e parceira do Mal, impune à justiça e imune à lei. O primado do Direito é substituído pelo primado do poder.
A direcção do Estado - entendido na sua forma ampla, incluindo políticos, partidos, dirigentes da administração pública, órgãos autárquicos, media, alta finança, etc. - vive dentro de muralhas impenetráveis, num castelo fechado à sociedade civil, um reduto em que a corrupção é aceite como facto banal, erigida a regra consuetudinária, questão sem relevo face à impunidade de crimes maiores. Políticos acusados de corrupção material e sob suspeita voltam aos lugares cimeiros. A política transformou-se numa actividade com uma amoralidade própria, sem respeito da moral em vigor na sociedade civil. À semelhança do Doppio Stato italiano, Portugal é agora um país duplo: poder sem vergonha e povo envergonhado.
A corrupção, a imunidade e impunidade dos políticos resultam do seu domínio das estruturas partidárias locais e nacionais e controlo dos media tradicionais (TVs, rádios e jornais nacionais e locais) mediante capatazes e negócios, e do controlo sobre o sistema judicial, inclusivé sobre sectores independentes das magistraturas.
A liberdade de informação nos media tradicionais é limitada pelos editores de confiança. A liberdade de expressão é coarctada pelo poder legislativo. Os delitos de opinião são perseguidos pelo poder judicial, sob a pressão do poder político para que sejam investigados de modo prioritário. Os próprios media tradicionais, com raras excepções, servem os ataques dos aflitos contra presumidos delitos de opinião. A blogosfera, com a vantagem de estar territorialmente localizada no estrangeiro, é objecto de ataque judicial e dos media antigos por causa da liberdade de que ainda vai usufruindo.
A comédia trágica das decisões dos dirigentes políticos já deixou de provocar o riso do povo para só lhe causar desdém e repulsa. Os pactos de regime são percebidos pelo público como a essência da conservação da ruína do sistema. O Estado deixou de ser uma pessoa de bem.
A acusação chocha de justicialismo, que por vezes se atira contra esta reacção legítima aos abusos, cheira ao mofo podre dos salões sujos, dos gabinetes pestilentos e das antecâmaras fétidas, onde pataca-a-mim-pataca-a-ti se repartem orçamentos, discutem comissões, atribuem tachos, combinam abusos, comercializam favores, decidem manchetes, orquestram campanhas, arquivam processos, perseguem cidadãos. A corrupção.
Porque o único processo de mudar o sistema é expor a corrupção. As práticas corruptas, já consuetudinárias, no Estado português só se mudam com a exposição do Mal. Como a corrupção domina os aparelhos partidários, instâncias de poder do Estado e grupos de pressão, e o sistema mediático tradicional está quase todo controlado, de forma directa e indirecta, pelo Governo, só a cassação pública dos corruptos, através da evidência dos seus crimes, pode reformar o sistema. No estertor, o sistema convoca os servos do ex-quarto poder e tenta resistir. A morte está anunciada, mas o sistema é eterno enquanto dura.
O sistema não se está a aguentar com a denúncia dos abusos e, por isso, reage, procurando a punição - pessoal, familiar, profissional, económica, política e judicial - dos cidadãos deste tempo novo. Só a verdade liberta.
Passando agora pela tecnologia, modo e instrumento de evolução da sociedade humana.
A tecnologia acabará por transformar o sistema - e rapidamente se o povo impuser a sua vontade própria à adesão clubística incondicional que agora mantém o limbo e o inferno. A reforma do sistema - e o desenvolvimento! - demorará mais, se o povo não abandonar a resignação a organizações que funcionam de modo anti-democrático e a personagens corruptas. Não obstante, mesmo que essa consciencialização do erro de transpor para a política o fanatismo clubístico e da separação da sociedade em castas - a dos políticos e a do povo - se atrase, a mudança que a tecnologia impõe, é inevitável. O problema é que não podemos esperar que o equipamento tecnológico resolva o que pertence aos homens fazer. Pois, a demissão do dever de mudar provoca um sofrimento e atraso intolerável à sociedade.
E chegando à questão da ânsia popular de democraticidade.
A ânsia popular de democraticidade decorre da lenta emancipação do povo. Há uma consciencialização lenta que demorou e que finalmente se consolida. A emancipação política é um produto das condições de aumento e alargamento da instrução. O povo quer participar da política, nas decisões e no exercício político. Entende que a política é uma actividade demasiado importante para ser deixada apenas aos políticos.
Não é mais possível a manutenção da realpolitik de cariz ditatorial, descontrolada, cínica, alheia à informação e opinião do povo. Não se pode admitir uma farsa de razão de Estado que aliena o povo num delírio perigoso que chega a admitir, à outrance, o juízo desavergonhado de oportunidade judicial sobre factos jurídicos escandalosos!... Como se determinado crime não pudesse ser investigado com a justificação de que não é oportuno…
No entanto, só é possível recuperar a democracia (o poder do povo), usurpada pelos representantes, com a denúncia desses níveis intermédios anti-democráticos que administram o controlo e filtram a informação. Não é possível a mudança de protagonistas neste sistema político blindado. A esmagadora maioria dos homens e mulheres do aparelho, autores, cúmplices e servos da corrupção moral, não aceitam a reforma que os eliminaria do poder. Por isso, precisamos de um novo sistema político. É urgente a reforma do sistema político para a implantação da democracia directa.
Para sair do beco da casta política, em que Portugal vive, temos de reconverter o sistema político, tornando a democracia representativa mais directa. Trata-se de desintermediar a política e assegurar maior democraticidade na eleição. Desintermediar a política dos caciques, dinossauros e jotinhas locais, distritais e nacionais, de bolsos cheios de fichas de militantes familiares (pais, sogros, filhos, avós, tios e primos...), arvorados em grandes eleitores, reis e fazedores de reis, que garantem o poder das estruturas locais e, por aí, controlam as distritais e elegem os presidentes dos partidos, e vice-versa, sem uma escolha efectiva feita pelo povo. E assegurar maior democraticidade na representação com o respeito da vontade popular, o exercício escrupuloso dos cargos e a autonomia do poder judicial.
3.2. A novidade da democracia directa
Para resolver a obsolescência da democracia representativa é necessária reformá-la e instituir a democracia directa[16].
A democracia directa que proponho é uma forma de governo na qual a soberania pertence realmente ao povo que elege livremente os seus representantes, delimita o exercício do seu mandato e participa no processo de decisão política. Na sua versão utópica, a democracia directa não teria sequer representantes. Na sua versão exequível, aquela que defendo e de aqui trato - e que alguns chamam, semi-directa -, democracia directa é um sistema de governo que radica no povo o poder de decisão: reduz o arbítrio de decisão dos graus intermédios de poder partidário, alarga a possibilidade de eleição dos representantes e condiciona a acção dos eleitos ao mandato popular. Os EUA e Suíça utilizam modelos mitigados de democracia directa.
Os representantes ficam obrigados ao mandato que lhes foi confiado pelos eleitores, em vez de poderem seguir durante o período do exercício do cargo apenas a sua vontade. O poder é exercido pelo povo através da livre escolha dos representantes, do cumprimento estrito pelos eleitos do mandato popular e da própria intervenção através de referendos e iniciativas legislativas dos cidadãos.
A livre escolha dos representantes verifica-se com a realização de eleições primárias nos partidos para os diversos cargos internos, autárquicos, deputados e presidente da República, às quais podem concorrer militantes apoiados por listas subscritas por um número suficiente de eleitores (mas não o absurdo número de 10% dos militantes!...); e com a facilitação burocrática e no número de eleitores de candidatura de cidadãos independentes.
O cumprimento estrito do mandato popular verifica-se pela criação de um sistema eleitoral maioritário que desloque o candidato da obediência ao directório partidário, definição clara das promessas eleitorais, a publicação do registo de votação e pela possibilidade da cassação do mandato em caso de desrespeito pelo mandato confiado. A desconexão entre o eleito e o eleitor passado o momento do sufrágio, e a sua autonomia para o mandato, é um princípio postulado por Edmund Burke[17] que tem servido para o desprezo dos eleitores, remediado apenas no sufrágio seguinte, quando é possível. O que Burke disse aos eleitores de Bristol após a eleição para o parlamento foi:
“Certamente, Senhores, a felicidade e glória de um representante deveriam ser viver na mais estreita união, na correspondência mais próxima e numa comunicação sem reserva com os seus eleitores. (…) Mas a sua opinião neutral, o seu juízo maduro, a sua consciência iluminada, ele não a deve sacrificar a vós, a qualquer homem ou qualquer conjunto de homens. Isso ele não deriva do vosso prazer – não, nem da lei ou da Constituição. São um depósito da Providência, pelo abuso do qual ele responde. O vosso representante deve-vos, não apenas a sua indústria, mas o seu juízo, e trai-vos, em vez de vos servir, se o sacrifica à vossa opinião. (…)
(M)as instruções impositivas, mandatos emitidos, que o deputado estaria amarrado cegamente e implicitamente a obedecer, votar e argumentar, ainda que contrário à mais clara convicção do seu juízo e consciência – isso são coisa absolutamente desconhecidas das leis desta terra e que resultam de um erro fundamental dos preceitos e métodos da nossa Constituição.
O Parlamento não é um congresso de embaixadores de interesses diversos e hostis, que cada um deve sustentar, como agente ou advogado, contra outros agentes ou advogados; o Parlamento é uma assembleia deliberativa de uma nação, com um interesse – o do conjunto – onde não devem orientar-nos os propósitos e preconceitos locais, mas o bem comum, que resulta da razão geral do todo. Vós, realmente, escolhestes um deputado; mas quando o escolhestes, ele não é o deputado por Bristol, mas membro do Parlamento.” [18]
Burke, um conservador, excluía qualquer valor acima do serviço da consciência, um “depósito da Providência” divina, e da nação. Todavia, parece mais simples que em vez de contrariar o que presume ser a vontade dos eleitores, o representante se demite para evitar vergar a sua consciência e a sua própria vontade. O mandato foi-lhe delegado – e pertence – ao povo; não lhe foi depositado para fazer o que entende, guiado pela graça da iluminação divina. No plano ideal, compreender-se o postulado de Burke, mas a prática da democracia representativa com o sistema eleitoral proporcional, faz derivar a ordem não do comando da consciência ou do objecto da nação, mas da ordem do partido, muitas vezes sujeito à satisfação de compromissos de financiamento. O postulado de Burke deixou de ser viável para o serviço moral do povo e do Estado.
Os referendos, que também podem ter origem nos próprios eleitores através de petições, e iniciativas legislativas dos cidadãos que o parlamento deve analisar, constituem formas de intervenção legislativa directa dos cidadãos, que devem ser promovidas por contribuírem para a participação popular na política.
Porém, não se confunda a democracia directa com uma democracia participativa indirecta, através de grupos de influência e pressão com maior acesso à informação e aos meios de poder, como a experiência dos orçamentos participativos e instrumentos semelhantes de atribuição de poder a instituições específicas e seleccionadas da sociedade civil. Essa participação na decisão através de grupos influentes, e não directamente dos cidadãos através do seu voto, levaria, apenas, a maior arbítrio, pois não é com o deslocamento do poder dos partidos para organizações sectoriais e programáticas, escalonadas pela sua conformidade politicamente correcta, que se atinge a democracia real. Na prática, essas organizações disputariam o poder e influenciariam as decisões cuja raiz tem de ser efectivamente o cidadão. Essa democracia participativa não se distinguiria do modelo da intervenção dos lóbis de que a sociedade se queixa. E não é com a substituição de uns lóbis por outros, acrescida até da distribuição do poder por esses novos lóbis, que a democracia melhora.
A democracia directa em que acredito, não é apenas uma democracia referendária, mas um sistema político mais abrangente, com regras de maior democraticidade para a eleição e exercício dos cargos. Esta formulação da democracia directa, não elimina a representação política, mas responsabiliza-a, ao mesmo tempo que devolve a escolha efectiva ao povo.
A renovação do sistema político em direcção à democracia directa é delicada, pois o perigo de instrumentalização é forte. Mas a democracia directa não terá menos controlo do exercício dos mandatos do que a democracia representativa. Pelo contrário, exige uma fiscalização mais próxima e frequente do exercício dos cargos, transparência dos actos, sanções automáticas para incumprimento dos mandatos, separação real dos poderes e outras garantias de cuidado e prudência na administração.
O povo quer ter uma participação maior nas decisões do Estado e reclama o respeito da sua vontade, não se conformando com a velha soberania dos mandatos durante o longo prazo da legislatura. Não é já suficiente confiar o Governo a um partido para quatro anos, com liberdade plena para tomar decisões contra a vontade do povo.
A evolução tecnológica já permite, aliás, através da Internet, a consulta dos cidadãos para decisões de relevo – a consulta constante dos cidadãos é utópica. Apesar disso, veja-se o projecto australiano de democracia electrónica do Senator On-Line[19] em que o representante legislativo vota conforme indicação dos seus constituintes.
O costume, que se começa a consolidar, das derrotas das eleições intercalares fazerem cair os governos por causa da convicção de falta de legitimidade, é já um sinal da intervenção popular extra-sufrágio quadrianual, tal como é, ainda mais frequente a consulta sistemática através de sondagens de opinião de amostra única ou de painel que provocam consequências na condução política dos Estados.
Ao contrário do que displicentemente se veicula, não há um afastamento dos cidadãos em relação à política, salvo da política velha e relha, mas um aumento da vontade de participação nas decisões de governo que não é correspondido pela elite política instalada. Em vez de desinteresse dos eleitores, há marginalização do povo.
3.3.Ideias práticas de aplicação da democracia directa
A democracia directa é um sistema e um processo. Algumas sociedades já adoptaram bastantes medidas de democracia directa, outras não lhe dão conteúdo formal e mecanismos de execução, outras até resistem a introduzir mecanismos de maior democraticidade.
Nesta conferência não há espaço para desenvolver em detalhe essas ideias. Mas ficam aqui enunciadas algumas ideias práticas para aplicação da democracia directa:
Transparência e escrutínio das decisões dos eleitos, nomeadamente:
.....Publicação em Diário da República de todos os actos administrativos;
.....Facilitação de escrutínio pelos cidadãos das decisões, processos e resultados da decisão administrativa;
.....Obrigação de discussão pública das decisões de maior relevo, nomeadamente daquelas que envolvam investimentos acima de determinado valor;
Tornar o processo legislativo, da Assembleia da República e do Governo, mais transparente (conferências de líderes e comissões especializadas) escrutinável e, com possibilidade de intervenção real dos cidadãos e organizações da sociedade civil;
Contratação pública mais clara em maior restrição da excepção de negociação particular de contratos com a administração pública acima de determinado valor;
Responsabilização pessoal dos eleitos pelo desempenho do cargo e desrespeito dos mandatos, nomeadamente despesas e contratação, com perda automática de mandato após apuramento da ilegalidade ou irregularidade;
Adopção do sistema eleitoral misto nas eleições para o parlamento, com circunscrições de eleição unipessoal e uma circunscrição nacional que garanta a eleição de representantes dos partidos mais pequenos;
Prestação de contas (accountability) pelos eleitos;
Certificação de contas e estatística por entidades independentes e da União Europeia;
Registo de interesses dos eleitores e candidatos e de declarações de rendimentos com perda automática de mandato para incumprimento ou falsas declarações;
Representação dos eleitos em vez da co-optação de políticas palacianas;
Separação real dos poderes: legislativo, executivo e judicial;
Independência verdadeira e consequente do poder judicial e maior autonomia com imposição de sanções pelo Tribunal de Contas;
Aprofundamento das garantias constitucionais sobre o exercício do poder;
Cassação de mandatos por incumprimento, mediante votação no caso de incumprimento eleitoral e automática no caso de infracção grave;
Eleições primárias nos partidos para todos os cargos electivos internos, do Estado e autarquias;
Audição pública dos candidatos a nomeações políticas;
Facilidade de apresentação de candidaturas independentes e desburocratização do respectivo processo;
Direito de iniciativa popular de propostas de lei, com a apresentação ao Parlamento e a referendo obrigatório de petições assinadas por um certo número de cidadãos, e aproveitamento de eleições para cargos (Parlamento, presidenciais, autarquias e Parlamento Europeu), para consultas populares;
Clareza de financiamento e controlo das contas das organizações políticas pelo Tribunal de Contas, com sanções de perda de mandato e penais para os casos de incumprimento;
Supressão da imunidade política para qualquer facto exterior ao mandato político;
Liberdade efectiva de informação e de opinião dos cidadãos.
A democraticidade interna dos partidos merece uma consideração especial, pois é aí que está um dos problemas maiores do regime. Deve haver uma reforma da lei dos partidos políticos e da sua aplicação que passe a garantir:
regras para tornar mais fácil o acesso aos partidos;
possibilidade de recurso da adesão de militante através da estrutura central dos partidos;
escolha dos candidatos a presidentes de junta, de câmara, deputados e presidente, através de eleição directa pelos militantes;
transparência e escrutínio do registo e manutenção dos militantes nos órgãos nacionais;
regras estritas de financiamento partidário com penalização pessoal dos dirigentes em caso de incumprimento de legislação;
regras rigorosas de eleição interna e de candidatos: marcação, publicitação e escolha;
facilitação da apresentação de candidaturas aos órgãos internos e a candidaturas autárquicas e nacionais, na burocracia e no número de militantes necessários.
Contudo, como sabemos, não basta edificar de forma determinada uma legislação: é preciso executá-la. Isto é, tem de existir regulamentação eficaz, com direitos, obrigações e sanções, para a pôr me prática e definir órgãos que a fiscalizem.
3.4. A questão dos meios
A questão dos meios é decisiva para a avaliação e criação de condições objectivas de mudança. Neste ponto, entra a tecnologia como aliada desta transformação política, com especial relevo para a Internet, mesmo nos regimes políticos mais ditatoriais e fechados. A rede (net) permite a exuberância técnica e moral da cidadania.
Acabou o paradigma salazarista de informação. Já não se consegue governar segundo a velha máxima salazarista de que "politicamente, só existe o que o povo sabe que existe". O paradigma clássico de comunicação política estava realmente obsoleto e foi destruído pela avalanche da procura (o cidadão-repórter). O cidadão-(e)leitor (e e-leitor) ganhou uma costela de repórter. Hoje, o povo pode livremente procurar, editar, publicar, comentar, difundir e amplificar informação para milhares de leitores, gratuitamente, em torrente contínua, rápida, funda e aguda, sem a necessidade de vencer o filtro espesso dos media.
Aquilo a que chamámos Páscoa da Cidadania de 2007 - difusão do Dossier Sócrates (percurso académico e utilização do título de engenheiro por José Sócrates) - representou a viragem, a primeira ocasião em que a obsolescência desse modelo se tornou evidente e se manifestaram os efeitos poderosos da revolução tecnológica da informação e comunicação sobre o sistema político e social português. Do blogue Do Portugal Profundo, passou aos outro blogues, depois os fóruns de opinião e temáticos, daí para os mails, a rua – e, in extremis, os reboques dos jornais, das rádios e TVs, quando se tornou insuportável manterem o silêncio ensurdecedor...
Os cidadãos libertaram-se do jugo da intermediação e assumiram a cidadania, a responsabilidade de intervir na polis, com as suas capacidades disponíveis: a informação e a comunicação. Nesta luta por maior liberdade e democracia a blogosfera tem o papel principal e tornou-se incontornável ao sistema político-mediático português.
Estando os media tradicionais (jornais, rádios e TVs) debaixo do controlo directo e indirecto, através de dependências várias, do Governo – e o Governo Sócrates dispõe de uma força de controlo sobre os media tradicionais como nunca se viu depois do 25 de Abril de 1974 – importa contarmos, para a mudança, com os meios alternativos:
Blogues
Fóruns
SMS
A caixa de ressonância dos media tradicionais
Os regimes que se fecham definham por falta de ar e luz, e tudo o que se oprime acaba por rebentar. Na Páscoa da Cidadania de 2007, o regime sofreu um abanão, mas importa aprender para que se incorra em revoltas semelhantes ao cacelorazo argentino de 2001, o 13 de Março de 2004 em Espanha, as émeutes francesas do Outono de 2005 e os protestos húngaros do final de 2006.
Ora, a resposta que o sistema político deve dar não é o endurecimento da sua política de controlo dos media tradicionais, das agências de regulação, das polícias e das magistraturas pelo poder executivo, mas a humildade da adaptação à vontade popular nesta nova realidade tecnológica informativa e comunicacional. É essa mudança da política, em todos os partidos, que o povo reclama agora. Essa vontade popular de mais democracia - democracia directa - não pode ser negada.
4. Conclusão
Creio que ficou provado o propósito da minha comunicação: a relação entre dignidade humana e democracia directa e explicado o conceito e aplicação prática da democracia directa como nova forma de governo.
O caminho da valorização da dignidade humana, condição pessoal e social do indivíduo, conduz à democracia directa, convocada pela evolução tecnológica e pela vontade popular de democracia real. Não é uma tarefa para um partido, mas para um movimento alargado da sociedade civil que promova a reforma do sistema político e crie um meta-paradigma de mudança no qual se reconcilie o povo com o Estado e se renove a esperança.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
GOVERNO INCENTIVA AS MÃES A TER FILHOS COM AUMENTOS DE ABONO DE FAMÍLIA INSULTUOSOS


Nós, portugueses, somos pequeninos em tudo. Ora vejam lá que o nosso governo vem agora incentivar as mães a ter filhos com um aumento do abono de família para o dobro do que estava estipulado.
É claro que os leigos ficam todos contentes com o efeito psicológico da palavra " DOBRO". A realidade é bem diferente e o governo sabe disso. A política é a arte de " saber enganar". Com que então dobrar o abono de família que ronda mais ou menos 10 euros por cada filho, por mês, dobrando vai para os 20 euros, é um incentivo à natalidade ?
Não há dúvida nenhuma que os nossos governantes passam a vida a insultar o povo. Gostaria de saber o que é que o Snr. Ministro Sócrates faria com 20 euros por mês,por cada filho... Nem sequer dá para fraldas...
Vão enganar a vossa família...
Nota: os valores poderão não corresponder à realidade mas não retira o sentido do comentário.
Gringo-ex-combatente do ultramar
terça-feira, 11 de setembro de 2007
OS GOVERNANTES QUE SE GOVERNAM
Esta cambada de macacos que oprimem e roubam milhões aos seres humanos são recebidos pelos países ditos " democráticos" com tapete encarnado. Mundo Cão este em que anda meia dúzia de macacos a viver à grande e à francesa, roubando milhões ao povo que nunca conseguirão gastar, tal o montante em causa, e que acabará por ir parar às mãos de outros energúmenos que darão continuidade a esta barbaridade.
Para estes macacos só a forca é que poderia dissuadi-los de semelhante atrocidade.
Gringo- ex-combatente do ultramar
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
CONTEÚDOS VIA "SMS"
De há uns tempos a esta parte tenho vindo a receber, todas as sextas-feiras, um mensagem "SMS" esquisita do número 3350. Nunca respondi a esta mensagem mas também a minha conta de telemóvel nunca foi surripiada,
Aconteceu, porém, que no passado dia 28 de Julho recebi duas outras mensagens "SMS" do número 4002 e também não respondi porque tenho conhecimento que há por aí uns piratas que andam a surripiar dinheiro das contas dos utilizadores de telemóveis. A festa continuou e continuei a receber mensagens " duas vezes por dia, surripiando da minha conta 2 euros por cada mensagem. Isto quer dizer que num espaço de 4 dias roubaram-me 12 euros. Como já não tinha saldo na conta, pararam com as mensagens. É evidente: já não havia dinheiro para roubar.
Telefonei à "UZO" a participar o roubo e de lá me foi dito que eles não tinham nada a ver com o assunto. Eles tinham um acordo com essas empresas de mensagens com conteúdo a debitar a conta do cliente sem autorização do mesmo. Disseram eles que se me enviavam conteúdo via "SMS" foi porque eu autorizei. Retorqui que nunca tinha autorizado semelhante roubo e a resposta foi a mesma: "não podiam fazer nada".
Estive quase uma hora a barafustar com a funcionária, ao telefone, e no fim tive que desligar à pressa porque comecei a sentir-me mal e fui obrigado a chamar o INEM. Levado ao hospital diagnosticaram-me uma super hipertensão que me provocou um " Enfarte Agudo do Miocárdio". Não estou a brincar. Foi a sério, infelizmente.
Não cabe na cabeça de ninguém que isto seja possível num país com Leis e Ordem ! Será ? Dúvido...
A senhorita da "UZO" teve o descaramento de dizer que não é a "UZO" que está a tirar o dinheiro. São as empresas das mensagens com conteúdo. Eu perguntei-lhe se o extracto da internet não é da "UZO" onde aparece o movimento do roubo e ela voltou a dar-me a resposta já pré-fabricada: "aparece no extracto da "UZO" mas são as empresas que roubam o vosso dinheiro". E esta, hein ? Quer dizer: quando eu transfiro para a UZO os meus carregamentos, não é a "UZO" que recebe mas sim as empresas piratas das SMS com conteúdo.
Ainda não tive tempo, depois deste Enfarte o médico aconselhou-me a não me meter nestas coisas e a descansar. Logo que o médico me dê luz " VERDE" este rapaz vai à polícia judiciária apresentar queixa contra a UZO.
Isto é um problema grave. Tenho a certeza que milhares de utilizadores de telemóveis já foram surripiados por este conto do vigário, mas nada fizeram porque 2 euros hoje e dois euros amanhã não dá para perder tempo e ir participar à polícia. Muitos até mudaram de número, caso contrário nunca mais pararia esta roubalheira.
A "UZO" chama a isto empresas de mensagens com conteúdo mas efectivamente isto é um "GANG" que anda a roubar o cidadão pacato que até tem medo de ir à polícia. É que isto é um negócio lucrativo. Imaginemos que este "GANG" envia mensagens de conteúdo uma vez por mês para cada utilizador de telemóvel. Calcula-se que existam 6.ooo milhões de utilizadores. Agora façam as contas. Mesmo que enviem uma vez por ano para o utilizador não se irritar - pois este "GANG" sabe que ninguém vai perder tempo por 2 euros num ano - serão 12 milhões de euros que este "GANG" rouba ao pacato do cidadão.
Vamos todos denunciar esta roubalheira, caso contrário permitiremos que meia dúzia de chicos espertos fiquem milionários à custa do cidadão humilde que se vê surripiado e não tem forças para reagir.
Gringo-ex-combatente do ultramar
Subscrever:
Mensagens (Atom)





